Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

domingo, setembro 02, 2007

SEXY 2007


E lá chegámos a Portimão - 1º Episódio

“BALEIA ENCALHADA” FEZ HISTÓRIA


A “Baleia Encalhada” (nome por que é carinhosamente apelidado pela população portimonense o pavilhão multiusos da Arena de Portimão, da Expoarade, na zona da Caldeira do Moinho) entrou para a história do sexo em Portugal.
O motivo é fácil de compreender: ganhou a corrida no que toca à primeira apresentação de sexo ao vivo (heterossexual) num Salão Erótico em Portugal. Foi entre os dias 24 e 26 de Agosto de 2007, no Algarve. O Ganda Ordinarice estava lá, como não podia deixar de ser.








E as coisas começaram a ferver no Estúdio X, um espaço fechado, mas com acesso aberto ao público, embora com uma capacidade limitada (um máximo de 150 pessoas, já bem ‘compactadinhas’ e desconfortáveis em cinco ou seis filas de seres que se estendiam por cerca de 15 metros de largura por uns 6 ou 7 de comprimento). Agendados estavam três espectáculos por dia, com horas perfeitamente definidas. A sessão mais tardia começava por volta da 1 e 30 da madrugada.

O público, apercebendo-se de que desta vez era mesmo para valer, aglomerava-se à porta do espaço como se estivesse à entrada para uma composição do Metropolitano de Lisboa. E este vosso criado passou por essa mesma experiência.

Quando as portas se abriram, uma turba heterogénea (homens e mulheres de todas as idades — maiores de 18 anos, claro) precipitou-se para dentro do pequeno quadrado rodeado de contraplacado branco por todos os lados. Este vosso escriba, acompanhado por um camarada jornalista da área da fotografia, esperou cerca de meia-hora até conseguir entrar.

A dúvida estava instalada no ar. Ia haver sexo ao vivo ou não? Falava-se que podia haver problemas com a Polícia, que estava bem representada no recinto. Já no III Salão de Lisboa (SIEL 2007) tinha havido ligeiros problemas pelo facto de um stripper ter envergado (muito inocentemente) um trajo de agente da autoridade. Dessa feita, as coisas resolveram-se com toda a civilidade e o Ganda Ordinarice teve oportunidade de conversar detalhadamente com o graduado de serviço (à paisana), que nos explicou amavelmente todos os contornos legais da questão e da problemática que envolve a exibição dos símbolos nacionais em espectáculos, como no cinema.

Ora bem, no Estúdio X, o actor espanhol Robin Reid já tinha praticado sexo ao vivo com a também espanhola Ana Ros. Na noite de sábado, a última sessão previa uma actuação de Robin Reid com a espanhola Gigi Love.
Cá fora, o público esperava, aglomerado à porta do Estúdio X, praticamente colado à mole de algumas centenas de pessoas que seguiam os espectáculos do palco da zona de Swing, um grande sucesso em Portimão, num “boom” de interesse que não aconteceu em Lisboa.

A porta abriu-se e saiu uma equipa de jornalistas da TVI. Este vosso criado mostrou a credencial a um elemento da Segurança e pediu para entrar, só para não estar mais tempo no meio da “molhada”.



O elemento da Segurança transmitiu o meu pedido aos responsáveis da sessão (o staff da HotGold, tendo mesmo sido um dos seus principais responsáveis, Gonçalo Seabra de Albuquerque, a colher as imagens da cena, como uma sofisticada câmara de vídeo “avolantada” — fica presa no meio de um volante, que ajuda a estabilizar a imagem) e eles tiveram a atenção de pedir que nós esperássemos apenas um pouco mais cá fora. Educadamente, explicaram que não era possível entrar naquele momento. Ainda havia coisas a discutir dentro do estúdio. Quanto menos gente lá estivesse, melhor. Compreensível, embora o escriba continuasse comprimido entre a multidão.

Pouco tempo depois saiu o actor Robin Reid. Aproveitámos para esclarecer a questão.
— Robin, o que se vai passar? Porquê a demora?
— Não sei bem, mas parece que a presença da Polícia pode implicar uma mudança de planos. Se não fôr possível eu actuar com a Gigi Love, o espectáculo será de sexo lésbico. É o que te posso dizer, para já.
— Obrigado, Robin.

Passado mais um bocadinho, saiu Gigi Love, que também não sabia o que se ia passar.

Finalmente, abriram as portas e o público entrou. Como?

Imaginem que um Tsunami se apaixonava por um Furacão. Imaginem que o Tsunami e o Furacão tinham um filho. Imaginem que o filho crescia forte e saudável. E que era um bocado estouvado. Agora imaginem que esse filho estouvado (que se podia chamar Furakami ou Tsunacão) bebia umas valentes caiprinhas no Caipiródromo (uma zona menos concorrida que nos Salões de Lisboa, mas ainda assim com alguma procura) e lhe dava para empurrar o público para dentro do Estúdio X, na brincadeira.
Pois, foi assim. O senhor da Segurança foi empurrado para trás, a minha mala ficou presa nas pessoas que vinham atrás de mim, fiquei muito feliz por não ter rebentado a pega. A sala ficou cheia no espaço de segundos.

Dirigi-me para o canto da sala, reservado a jornalistas e convidados, com um pequeno cordão. Uma espécie de bancada lateral. Ainda não muito convencido de que ia haver mesmo sexo ao vivo, daquele heterossexual.

A actiz Ana Ros foi a mestre de cerimónias, designada para explicar o que se ia passar em cima do palco, com a ajuda da tradução de um “speaker” da HotGold. Eu e o Paulo Marcelino, meu camarada de trabalho do “Correio da Manhã”, lado a lado, atentos ao desenvolver dos acontecimentos.
Em Lisboa, no último salão, foi Max Cortés que filmou a cena de masturbação com Monica Vera.

A assistência (heterogénea, como já disse) toda “vidrada” no palco. Completamente proibido filmar ou registar qualquer tipo de imagens, mesmo para jornalistas. Mas ainda houve gente que conseguiu pendurar-se por cima do tapume e recolher umas imagens de telemóvel. Essas pessoas foram advertidas amigavelmente, mas via-se que era muito difícil controlar a situação.



Finalmente, começou a acção. Gigi Love puxou as calças de Robin para baixo e... com licença, senhores ouvintes, daqui me sirvo. O que é bom é para chupar e os profissionais são assim. E eu: bem, desta é que foi mesmo. Momento decisivo para a história dos Salões Eróticos em Portugal. Não aconteceu em Lisboa (após três edições), não se confirmou o Salão pensado para a Exponor (no Porto), aconteceu no calor algarvio, em Portimão.















Claro que já tinha havido “sexo a sério” filmado logo no primeiro Salão de Lisboa, mas à porta fechada, apenas presenciado pelo jornalista José Fialho Gouveia, que escreveu uma magnífica reportagem para o extinto “Independente”. E depois a cena foi incluída no DVD do SIEL 2005.

Agora, em Portimão, foi mesmo para centena e meia de espectadores. E porque mais não cabiam na sala. E estava eu céptico relativamente ao EstúdioX. Ora toma lá, Luís, para aprenderes a acreditar nas pessoas!

A acção começou pela 1h25m da madrugada e acabou 25 minutos depois, com a ejaculação de Robin para as costas de Gigi. Mais tarde expliquei ao actor que em português aquele posição se designava por canzana.
Houve, em português corrente, bom broche, bom minete, boa foda, em várias posições.
E um pequeno equívoco, bem divertido, de tradução: “Agora ele vai correr atrás dela”. Não era bem isso. É que “correr” em espanhol é ejacular. O equívoco foi desfeito rapidamente.
Depois de todas as posições cumpridas, Robin concentrou-se e mastrubou-se durante uns três minutos até se conseguir vir para as costas de Gigi.
E o “speaker”: ‘Agradecíamos o vosso silêncio, para não perturbar a concentração do Robin’.
E a malta solidária, com os olhos fixos na dupla. De vez em quando, Gigi olhava para trás.
Cinco minutos antes, a estrela premiada no Salão de Barcelona cavalgava garbosamente Robin. E o “speaker” da HotGold, improvisando um bocadinho: “Esta posição poderia designar-se por grande cavalgada”. E eu a pensar nos filmes do John Ford, com o grande John Wayne, o “Duke”.

Ana Ros põe o microfone à frente da boca de Gigi. Ela geme a preceito. Depois põe o microfone à frente da boca de Robin. Ele ficou um bocado surpreendido e lá deu o seu melhor grunhido. Mas não evitou uma grande gargalhada do público. Aquilo não soou lá muito bem, apesar da boa vontade do actor.


Voltemos ao momento da verdade, o “money shot”, o momento da ejaculação. Um último esforço de Robin e lá saiu o jacto para cima das costas de Gigi. Não faço ideia se grande se pequeno. Eles estavam de costas para mim. E eu, poucos minutos antes, para o Paulo Marcelino:
“Quanto é que vale uma aposta que a malta vai aplaudir entusiasticamente quando ele ejacular?”.

Ora bem. Foi tal e qual. Grande gritos de incentivo. Palmas. Robin, grato pela solidariedade do público, a apreciar o esforço do artista, levantava o polegar esquerdo em sinal de OK e de agradecimento. Gritos e cânticos de futebol. Ambiente frenético.

Acaba a cena. O público começa a sair. Fico mais uns momentos. Ana Ros vai buscar uma toalha de felpa branca e limpa as costas de Gigi Love, que se deitou de costas no palco e abriu as pernas, para ajudar à função. Depois, meio a sério, meio a brincar, Ana Ros fez um mini-minete, aí de uns dez segundos, a Gigi Love. E eu, para com os meus colhões: “A minh’alma está parva, fosca-se, isto não estava no script, há aqui paixão”.

(São agora 7 da manhã. Estou todo partido. Está a custar-me imenso escrever. Mas agora animei. Estou a ouvir ‘Sunshine Reggae’, dos Horizon, 3 minetes e 32 segundos galarza de animação, para quando um cavalheiro quiser fazer um minuto rápido a uma dama)

E a Ana Ros, brincalhona, virando-se para trás e a sorrir para mim: “É para isto que me pagam”. Olé! Rabo e orelha!
Já estava eu a pensar que dali a nada podia entrar um porco a andar de bicicleta quando a Ana Ros se põe a jeito e a Gigi Love lhe faz outro mini-minete aí de uns 20 segundos.
Depois, Ana Ros desce do palco, com a toalha na mão.
— Queres, de recordação? — diz ela para mim.
— Deixa estar, obrigado. Tenho as mãos sujas. Não quero sujar a toalha.

No dia seguinte houve outra cena de sexo no Estúdio X. Desta vez uma cena de sexo lésbico, com strap-on/dildo de cintura, e tudo. Entre Ana Ros e Gigi Love. Eu estava um bocado desconcentrado, porque fiquei a falar com o Robin Reid, que estava a assistir.

— Porque é que escolheste o nome de Robin? Gostas do Robin dos Bosques?
— Não foi por nada de especial. O nome estava livre e eu gosto de Robin.

Ficámos a falar de como tinha corrido o Salão de Lisboa. Fartei-me de dar informações ao Robin. No palco, Gigi e Ana estavam escaldantes, mas a conversa também estava boa.

(Já agora, o site do Robin é www.robinreidx.com)

— Diz lá, que tal foi? Já tinhas trabalhado com ela?
— Não. Foi a primeira vez. Gostei bastante. Mas a assistência desconcentrou-me um bocado. Costumo vir-me através da penetração. Isto de me mastrubar foi uma excepção.
— E a cena dos aplausos? Em Barcelona é assim também?
— Não. Fiquei espantado. Foi um público porreiro. Nunca me tinha acontecido. Lá em Barcelona é uma coisa normal e banal. É o que esperam de nós. Ninguém aplaude. Não há reacções entusiásticas, como aqui.
— Foi a primeira cena que rodaste no Estúdio X, aqui em Portimão?
— Não. Já fiz outra com a Ana Ros, também foi a primeira vez que fiz uma cena com ela.
— Com qual é que te deu mais gozo.
— As duas.

(Pois. Resposta politicamente correcta)

— Diz lá uma estrela com quem gostasses de contracenar...
— Espanhola?
— Não necessariamente.
— Bem, deixa-me pensar um bocadinho...olha, a checa Jane Darling...dá-me muito ‘morbo’ (tesão)...
— Sabes, ela esteve cá no primeiro SIEL. Divertiu-se imenso a filmar o casting com o telemóvel.
— Eh! pá, eu adoro a Jane. Tem uns seios...Vi-a pela primeira vez em Barcelona, há uns seis anos. Desde aí, tenho estado atento à sua carreira.


Na noite de sábado houve ainda uma “escalada” no que toca a calor dentro do ExpoArena.
Houve uma abertura do Estúdio X ao palco principal, à frente do cartaz de “Xcalibur”, de Pierre Woodman. O palco que em Lisboa se chamaria de Hard Zone.

E eu: “Bolas! Isto aqui é mesmo a valer”. E lá fui com a minha Olympus analógica para a pole position. O Hard Zone tinha um amplo espaço para repórteres fotográficos e jornalistas.Só nos pediram para não nos pormos à frente da câmara com tripé da HotGold. E depois foi mesmo o “speaker” que se distraiu e se pôs à frente. Momento de boa disposição, encarado com “fair-play”. Logo a seguir tinha eu o meu momento de má-disposição. A Olympus deu o berro outra vez! Em Lisboa, partiu-se o carreto. O que terá acontecido em Portimão? Excesso de trabalho? Excesso de entusiasmo?
Ainda consegui salvar um brochezinho da Gigi ao Robin, com muito boa vontade. E um “warm-up”, em volta lançada, para uma canzana muito mal educada, de costas para o público. Então isso é assim, pá?

Rezei a todos os santinhos para que o rolo não fosse à vida. Que eu já nem conseguia pôr a máquina a disparar da foto 32 para a 39. Os rolos dão de 36, mas costumam ir até à 39. Já em Lisboa, entreguei-me nas mãos de um dos meus “reveladores especiais de corrida” e lá se salvaram as fotos.

Estou mesmo a ver que tenho de me render a uma máquina digital, pese embora todo o amor e bons serviços da analógica. Afinal, são uns 16 ou 17 anos de bons serviços. Praticamente o tamanho da minha pilinha, em centímetros, está bem de ver. Está bem de ver, mas só para quem pagar, claro está. E não vale puxar ou dar estaladas. Como no livro de Harold Robins “Uma vez não basta”, em que o actor porno de sarda gigante se chateava com uma colega de cena e dizia: “Vá, dá lá outra estalada, dá lá!”.

A magnífica açoriana Gina, Prémio Melhor Piada “Sexy 2007” andou a dar-lhe nas caipirinhas

Lá pelas 2 e 45 da madrugada estava tudo consumado. E eu: “Sim, senhor. Lá se foi a minha máquina, mas espero que ainda se consiga salvar algo”.

Estava eu à espera do Marko (dos Beat Boys) para o entrevistar, quando um responsável de stand vem-se queixar de que não era justo ter havido sexo ao vivo num palco, com os espanhóis, quando os portugueses tinham preenchido um formulário que não contemplava isso e tinha havido investimentos avultados.
E eu: “Tudo bem. Eu cito isso, identifico-o e depois vou dar a palavra ao director do Salão, o Juli Simón”.
— Não vale a pena. Não pode ficar anónimo?
— Pode, mas se a Organização me vier perguntar quem se queixou eu tenho de dizer quem foi e depois podem falar do assunto calmamente.mA minha posição é rigorosamente neutral, independentemente do que penso.
— OK, tudo bem.

E fui recolher a opinião oficial da Polícia, no caso o chefe Miguel Reis. Tinha havido sexo ao vivo em público, com imagens recolhidas pelo público numa zona aberta. Qual era a posição das forças policiais? Estavam no Salão de forma perfeitamente rotineira ou iam tomar conta da ocorrência? Identificaram alguém?

“Ontem não estive cá. O que se passou hoje vai ser motivo de relatório, que vou entregar ao meu superior”.

E pronto. Foi isso que escrevi no meu bloco às 3 da manhã. Não pretendia mais nada. O chefe Miguel Reis ficou com os meus dados.
E disse:
— Se pretender fazer uma queixa...
— Quem?!? Eu?!? Longe disso! Então eu vim cá para ver sexo. Só queria saber a sua posição oficial. Não pretendo fazer queixa nenhuma.

E despedimo-nos cordialmente, depois de eu ter dado um cartão com os meus blogues.

Eram umas 3 e 20 minutos, estava eu à espera que o Marko acabasse de se desequipar, vem outro responsável de Salão a desatinar comigo?
— Então, foste fazer queixa de nós à Polícia? Vai para o caralho! Vai para o caralho!


Não sei porquê, comecei a pensar em desenhos animados com bigornas a cair em cima da cabeça, em raios a deixar as cabeças do pessoal todas pretas, em bastões de beisebol a dar pancadas nos pés.

Mas lá me aguentei.

— Não posso ir. Conheço mal as ruas de Portimão. Se fosse em Lisboa até ia. Diz lá quando é que eu tenho de gastar num só dia na tua loja para deixares de me insultar? Além do mais, estás a afirmar coisas de que não sabes. Não podes chegar aqui e acusar-me sem me ouvir.

Ou seja, “emprenhou pelos ouvidos”, pelo que é expectável que daqui a uns 9 meses tenha um filho “de trás da orelha”, seja menino ou menina. Mas em vez de ir à secção própria deve dirigir-se ao médido dos ouvidos.

Lá me enchi de pachorra e ainda fui ter com o chefe da Polícia, que andava por ali, já cheio de vontade de ir para casa descansar, que era tarde.
— Importa-se de dizer a este senhor que eu não procedi a nenhuma queixa?
— Pois não.

E a cena ficou sanada, com os pedidos de desculpa que me foram endereçados de forma cordata.

Fui dormir. No outro dia tinha declamação de poesia pelas 23 horas na livraria “Chocolate Coffee Book”, um espaço espectacular, gerido pelo Luís Bandeira e pela Maria João, pessoas igualmente espectaculares, a quem agradeço do fundo do colhão (à escolha). Como a máquina fotográfica já tinha estoirado, como adormeci em cima da cama do meu quarto entre as 14 e as 17 horas, resolvi ir só ao Salão apenas depois da declamação.

Estava eu a 25 minutos de ir para a livraria, a ver o FC Porto-Sporting na TV da residencial, telefona-me uma menina da Organização, a acusar-me de ter feito queixa da Organização à Polícia. E não me deixava falar. Que a realização do Salão estava em causa no ano seguinte por causa da minha queixa, que ela estava muito surpreendida e desapontada comigo e que o Simón, o director do Salão, também estava.

Eu a querer falar e ela não deixava.
E eu a encher! Porra! Era tudo a marrar comigo! Há touradas em Portimão ao sábado e domingo?
Além do mais, o meu signo é Escorpião, não é Touro.

Nessa altura o FC Porto marca golo. E ela a chamar-me mentiroso.
Bem, passei-me dos carretos, como a minha Olympus, e lá tive de gritar a plenos pulmões com uma mulher, coisa que só costumo fazer nas orgias, para chamar a senha seguinte.

— Não te admito que duvides da minha palavra. Não fiz queixa nenhuma. O que aconteceu foi isto assim e assado. Como é que eu podia fazer uma queixa sem uma declaração assinada? Às 3 da manhã? Fala mas é com as pessoas dos stands que vieram ter comigo e são minhas testemunhas. Fala com o chefe Miguel Reis...
— Já falei. Ele diz que tu fizeste queixa. E agora tenho de desligar. Não vens cá ao salão?
— Vou, mas agora tenho uma declamação de poesia.

Lá fui declamar, um bocado nervoso. Mas disfarcei e correu bem.

Pelas duas e tal da matina chego ao Salão, de credencial ao peito. A menina estava no balcão das credenciações, ao lado das pessoas da Assessoria de Imprensa da Speed.com, que tiveram um comportamento impecável, tal como em Lisboa.

— Pronto. Já cá estou — digo eu cheio de calma.
E a menina “Moita, carrasco”. Não dizia nada.
— Pronto. O que fôr preciso esclarecer, cá estou.
— Não é preciso. Já falámos ao telefone.
— Mas disseste que falávamos aqui no Salão, que tinhas de desligar naquela altura.
— Não.

Bem, se eu fosse o Gepetto e ela o Pinóquio, de cada vez que ela falasse crescia-lhe o nariz. E se o Gepetto fosse um serralheiro, de cada vez que lhe serrasse o nariz depois de uma mentira havia de crescer quando ela tornasse a falar. Tipo cauda de lagartixa, que cresce uma data de vezes.

Lá fiquei a falar muito civilizadamente com a Assessoria de Imprensa e nessa altura passou a pessoa do stand que se tinha equivocado com a minha postura e saiu em minha defesa. Mas a menina da Organização continuava a dizer que o chefe da Polícia tinha dito que eu fizera queixa.

Bem, lá fui à minha vida. Estávamos a andar em círculos. Passado um bocado, encontro mais quatro Polícias e vou relatar-lhes a situação:
— Sabe, anda para aí a correr o boato de que o chefe Miguel Reis registou uma queixa minha contra a Organização...
— Quem é que disse isso?
— Uma responsável da Organização...
— Como é que isso é possível. O que ele fez foi um auto...essa é boa!
E os quatro agentes da autoridade assentiram com a cabeça.
Dialogámos mais um bocadinho.

Dez minutos depois, passa o director da organização, Juli Simón, pessoa por quem tenho o máximo respeito e que me tratou sempre cordialmente.

— Juli, estou aqui pata falar contigo. Para te dizer que não fiz nada do que disseram e olhar-te nos olhos.
— Estás a falar de quê?
— Então... fulana de tal disse que estavas muito desapontado comigo e que eu tinha feito queixa da Organização à Polícia.
— Por amor de Deus! Tu és um amigo. Já é o quarto Salão que fazes connosco e andas por aí a divulgar a iniciativa.
— Pois é, mas parece que toda a gente anda a implicar comigo.
— Vamos lá à procura dela...
— Deixa estar, não quero que a penalizes por causa disto. Só queria esclarecer as coisas contigo. Já estou satisfeito.
— Não, não, anda lá...vamos nas calmas, mas vamos falar com ela...

E fomos. E o Juli disse-lhe que ela não tinha nada que falar comigo e pediu-me para repetir as palavras que ela me dissera. Eu lá repeti. E ela:
— Eu não disse isso.


Bem, só naquela noite já me tinha mentido duas vezes. E até ali, durante todos os contactos que tínhamos mantido a propósito do Salão de Lisboa e do Salão de Portimão, tinha sido impecável. O que se passou?

Dupla personalidade? Uma alma má que se apossa dela ao final da tarde de domingo e a obriga a mentir? Ou uma tentativa velada de me seduzir, tentando fazer-me mal para ver até que ponto sou capaz de lhe perdoar e se a amo? O amor é um lugar estranho.

Mas porque é que estou para aqui a contar esta cena toda?
Porque não gramo mesmo nada que me chamem mentiroso. Podem mandar-me para o caralho que eu não vou. E podem chamar-me filho da puta que eu não posso fazer nada. Sei lá o que a minha mãe andou a fazer antes de eu nascer. As pessoas até podem estar de boa-fé. Têm é de ser específicas. Estilo: a puta da tua mãe. Porque se disserem só filho da puta é uma questão muito genérica.

Mas reparem que isto é tudo sexo. Mas eu fiquei fodido por me terem andado a foder a cabeça. Embora um Salão Erótico seja o sítio ideal para isso.

No outro dia, vi o Nelson Évora a ganhar a medalha de ouro no triplo salto, fui comprar uma garrafa de champanhe e fiz um brinde na residencial. Depois tomei a camioneta para Lisboa.
E vim no caminho a pensar: é tão fácil evitar estas confusões. Basta não me credenciar e ser um espectador normal. Se quiser ver o Salão, compro o meu bilhetinho e ando a curtir com uns amigos, poupando montes de dinheiro.
Já é assim no Salão de BD da Amadora, já é assim no Estoril Open (duas coisas que adoro), porque é que não há-de ser assim no Salão de Lisboa?

Além do mais, está-se a acabar o dinheiro para estas aventuras.

No entanto, se houver mais alguém que quiser marrar comigo, faça o favor de me contactar, para eu reservar o Campo Pequeno, que fica perto da minha casa e agora tem umas infra-estruturas do baril.

E se não gostarem do espaço pode-se sempre pedir ao meu amigo Carlos Ranjanali para emprestar o Arena de Lisboa, o carismático palco de kick-boxing de Lisboa, onde nunca ninguém me mandou para o caralho nem me acusou de ter feito queixa à Polícia de que andavam gajos de calções à porrada em cima do ringue.

Agora a sério: a vida é demasiado curta para estes números. O sexo pode ser demasiado bonito para ser estragado com estas quadrilhices. Há muito dinheiro em jogo? Isso deve ser para toda a gente menos para mim. Comigo é só arrotar, nos Salões Eróticos.

Portanto, as boas recordações do Arena de Portimão ficam-me da final da Final Four da Liga Europeia de Voleibol(www.oprazerdamesa.blogspot.com), apesar da derrota com a Espanha.

Mas não se assustem. Ainda há muito material para sair do Salão de Portimão. Muita foto. Muito texto. Isto foi só o primeiro episódio. Mas com muita coisa que eu gostaria de não ter escrito e que me fez perder um tempo desgraçado, sem gozo nenhum.

São 8 e 30 da manhã.
Vou ver se durmo.

(Já estou mesmo a ver os comentários. Os amigos todos a gozar comigo e a dizerem que sempre fui mentiroso. E outros a fazerem-se passar por pessoal da Organização e da Polícia. Pronto, lá estou eu a dar ideias...)




Espectáculo porno da Ana Ros



Se conduzir não beba? O carro da polícia ao pé deste?







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7 Comentários:

  • Às 6:59 da tarde , Anonymous Luís Graça disse...

    Dias com muito poucas horas de sono (duas directas em quatro dias) não me permitiram detectar muitas gralhas. Mas elas são bem evidentes. Uns pontos de interrogação mal colocados, umas letras trocadas. Só me preocupo em assinalar uma gralha que saiu por três vezes da mesma maneira: mastrubação.

    Mas alguém acredita que eu não saiba que a forma correcta de escrever é MASTURBAÇÃO?

    Mais uma pequena correcção. A menina loura das fotos de baixo não é a Channel 27, mas sim a Ana Ros. Num dos primeiros espectáculos do Salão, com um espontâneo simpático, do lado da zona do Swing.

    Oportunamente será corrigida a legenda, tão cedo quanto possível. As nosas desculpas.

     
  • Às 8:33 da tarde , Anonymous Luís Graça disse...

    Bonito, sim senhor. Faço um comentário a corrigir gralhas e continuo a dá-las. As NOSAS desculpas.

    E depois descubro que o Salão decorreu entre 24 e 26 de JULHO de 2007. Tem piada, parecia mesmo que se estava em AGOSTO.

    Mas desculpar-me-ão tudo, com as reportagens e fotos que se vão seguir. E presumo que até consigam ter também prazer a ler um conto que já vem a caminho: "Não se mistura samba com Rock & Roll". Da série dos avulsos.

     
  • Às 8:36 da manhã , Anonymous Luís Graça disse...

    Os meus agradecimentos à minha equipa técnica (desta vez foi uma miúda de 24 anos que é stripper na Parede que fez a correcção) pela cemenda tão pronta do equívoco com a Channel 27 e a Ana Ros.

    Já agora explico as diferenças na terminologia que eles usavam nos dois principais tipos de show.
    --- SHOW LÉSBICO: duas mulheres, principalmente nos palcos da Exotic-Angels ( responsável Oscar Rosmano), da Stageelegant/Contranatura ( responsáveis António Baptista/António Simões/Rui Barbosa), stand da Melanie Moore (responsáveis Raimundo/Melanie Moore).

    O stand onde Ana Ros fez o seu espectáculo foi o primeiro a entrar em actuação, ao lado da zona de Swing e do clube Life.

    A primeira a despir-se foi a "enfermeira" Luna Queen, pelas 19 e 45 minutos. Até aí não se tinha passado nada no Salão. Havia apenas umas 50 pessoas lá dentro. Espectadores pagantes, uns 20 ou 30.
    A parceira de Luna Queen foi Sharai Bueno, que se limitou a ficar sentada e a sorrir. Nem se despiu.
    Como o ambiente ainda estava muito frio e solitário (aquilo parecia uma Cidade-Fantasma) os stands decidiram esperar até animar as coisas.
    Até porque as artistas não estavam nada dispostas a começar a fazer shows para...D.Sebastião, perdido na bruma...ou para o Visitante Invisível.

    SHOW PORNO --- geralmente só uma mulher, mas com introdução de dildo e a colaboração do público.

    Nos salões de Lisboa não se procedeu a esta diferença terminológica. Era tudo show lésbico e estava o caso arrumado.
    E agora, se me dão licença, vou ver o Portugal--Espanha em basquetebol. Vamos perder, mas quero ver a selecção.
    O Sérgio Ramos é meu grande fã literário e trata-me pelo meu pseudónimo Grazianni, desde que fomos à Macedónia. Eu pelo JOGO.
    Mandei-lhe "A Idade das Trovas" para "Espanha" e "O homem que casou com uma estrela porno e outros contos perversos" para Itália, locais onde ele estava a jogar. Ou foi o "Erecções"?

    É que eu tinha estado a declamar o "Erecções" no hotel, onde a selecção estava alojada. Ainda não havia livro, mas já havia poemas e eu sabia os pequeninos sem ter de ler.

    O director-técnico Manuel Fernandes e o presidente da Federação Mário Saldanha batiam cartadas valentes. Nem joguei. Enforcavam-me logo. Aquilo era a parceiros. Ainda se fosse ao King enterrava-me sozinho.

     
  • Às 5:50 da tarde , Anonymous Luís Graça disse...

    Pronto! Já fiz porcaria. Eu é que pedi para me porem esta música ("As baleias" no link e agora viciei-me. Já a ouvi umas 10 vezes. Porra!

    Está bem que a turma de hidroginástica da professora Joana Salvador (desculpe, Joana, por a associar a este blogue. Só não é muito grave porque toda a gente sabe que me conhece e eu tenho um estatuto de inimputável no Holmes Place. E também estou a sentir falta de Cartaxo no turco, para o pós-laboral aquático) está habituada a fazer a descompressão com "As baleias", portanto isso é associado a momentos de lazer.

    Mas o Carlos Elias também a usa. Ou não? Estou a ficar xoné. Uma coisa é certa. O Carlos Elias é top-one em música. Então o Matt Dusk...

    Bem, agora já está. No meu computador os links das músicas costumam dar o berro. Eu estava viciadíssimo no "She" (Elvis Costello), no post sobre a Jenna Jameson com a garrafa de uísque. Pifou. Acabou-se o vício.

    Mas espero que não pife o dos Wet Spot, com o "Do you take it?". Onde? Na bilha, claro.Mas esse até se vê no site deles. Ou melhor, ouve. E vê.

    Agora vou trabalhar um bocadinho em posts do Salão de Portimão. Já acabou o jogo do Federer. Lá despachou o Lopez, que eu vi no Estoril Open a dar água pela barba ao Max Mirnyi, no court número um.

    Vou começar por ouvir a banda sonora do Moulin Rouge, para ver se sonho que estou a fazer "Lady Marmelade" a noite toda com a Cristina-aqui-é-que-era.

    Aqui? Onde? Na bilha, claro. Vocês imaginam-me de cu para o ar e a Cristina a sodomizar-me violentamente e a chamar-me nomes: "Político! Ministro! Secretário de Estado! Assessor! José Sócrates!".

    Posso ser processado por causa disto?
    Pode!
    Mas acontece-me alguma coisa?
    Não.
    Mas posso ser processado por causa disto?
    Pode.

    Bem, adorava! Eu e o Sócrates num frente-a-frente. Ele a mandar-me olhares libidinosos e eu a responder-lhe: "Ó Zé, então e aqueles actores dos morangos amargos que convidaste para a cena dos computadores na sala de aula? E aquela de ter fechado o Adonis Health Club, o bordel mesmo ao lado da tua casa? E as fotos que deste para o SOL, em plena ingenuidade, quando podem ser usadas contra ti em tribunal, pela simples exibição?
    Isto é do que me lembro agora, mas se houver azar posso sempre chamar o Platão como testemunha, que esse é que o topava. Ou o Zenão de Eleia, que dizia:


    "Os sentidos enganam-nos". O gajo era da Brigada de Trânsito e adorava mudar as placas, para multar o pessoal.

    Ou o Tales de Minete, que estava a olhar para o céu e caiu a um poço, quando estava a fazer um mileto a uma Vénus de Milton, dando origem ao Nascimento de uma nova filosofia grega: o minetismo miltoniano.

    "Não desprezes a cobra por não ter cornos, porque não sabes se ela não se vai tornar num dragão".

    Eh! pá, agora baralhei-me! Isto é o genérico do Lin Chung ou uma frase do Pinto da Costa sobre a Carolina Salgado?

    A propósito, que é feito dos altos quadros da empresa das Antas onde o senhor presidente viveu com a sua primeira esposa? Passaram à reforma com Pulsiva?

    "Pulsiva, o desodorizante que lhe seca a transpiração dos pulsos em menos de um ácaro".

    Porra que eu escrevo mesmo à balda!

     
  • Às 11:01 da tarde , Anonymous Rui Cardoso disse...

    Caro amigo, o salão de Portimão foi mesmo o máximo e isso consegues retratar nas tuas palavras.

    Em toda a tua prosa há algo que é importante destacar: pela primeira vez houve sexo ao vivo para espectadores em Portugal.
    Teve de se aguardar 3 anos para, ao 4º salão (que não em Lisboa) houvesse "foda com esguicho no final"..

    Sabe-se que isto de foder em publico tem as suas limitações pelo que, decerto muita coisa ainda irá correr ("correr" em português) sobre o que se passou no Portimão Arena.

    Mas, os brandos costumes tem de acabar; há que aceitar os factos - há uma industria pornográfica e, não somente uma industria sita em Cova de Iria em que as sessões de BDSM são continuas, tal o numero de pessoas que vai a pé até lá e, os "fiéis" (estranha palavra esta - eu que sou fiel ao sexo... e de preferencia em grupo) andam de joelhos por ali como se estivessem no Rossio em hora de ponta.

    Portanto, espero que continues a escrever sobre esta "foda valente" de Portimão (que pena não ter estado no Estudio X naquela sessão) e que, para o ano que eu consiga fixar em "digital" (sempre quero ver o que a tua Olympus fixou da Channel 27) as "fodas" que irão ser dadas em publico... no fundo há industrias paralelas que poderão lucrar com isso; já viste o que é no 4º SIEL de 2008 haver quecas com esguicho para cima da multidão????
    Já imagino aqueles vendilhões a vender gabardines e chapeus-de-chuva, em Julho, proveniência Made in China...

    Bem, não é que eu tenha alguma coisa contra os produtos Made in China mas, digamos que tenho alguma limitações de ordem moral - é que quase cerca de 100% dos vibradores à venda por aí em casa da especialidade são produzidos na Ásia sabias???
    Daí que eu nada tenha contra as fodas ao vivo pois, hà já muito que elas nos andam a ser ministradas via importação e, com pilhas Duracell compradas no Continente...

    E segundo ouvi uma amiga minha dizer (comprou um modelo vermelho tipo XXL no SIEL 2007 com 4 velocidades e rotação horizontal), tem tido uns valentes orgasmos com tal gigarelho que, numa reunião de condóminos se falou que havia uma mulher que gritava ruidosamente durante a madrugada... uma vergonha!
    Mas, pior ficou, quando lhe mostrei o catalogo "Import from China" em que o "Ferrari" por ela adquirido chega ao nosso país preço de 3 euricos e, ela "agrabanhou-o" por 70 euros...
    Portanto, concordarás comigo quando digo que isto são fodas ao vivo...
    Não são???

     
  • Às 9:16 da manhã , Anonymous Luís Graça disse...

    Meu excelso amigo:
    Não podia estar mais feliz por concordar a 99 por cento com o que Vossa Excelência diz.

    É que a Tertúlia de BD (1ª terça do mês, não é?) já começou há meia-hora e eu em casa, com banho por tomar, com vontade de ir à retrete e ainda à procura de uma revista sobre o Tintim que tenho para dar ao Álvaro, um dos meus amigos postadores do Salão de Lisboa. Tens link para ele logo nos contribuidores. E vai lá, que vale a pena.

    E a concordar perde-se menos tempo do que a discordar.

    Quanto aos bichinhos vibradores, comprei um na Casa D'Eros, no Porto (por acaso até estou a enganar-me, dado que o meu volume de compras foi grande --- só em álbuns de BD foram seis --- ele teve uma atenção com esse) que tinha 12 velocidades, quatro pilhas e corrente alterna ou não sei quê. Ele mostrou-me como aquilo funcionava. Mas tu assististe ao vivo como eu sou com a tecnologia: "O quê? Uma 35?!?".

    Resumindo: esse que ficou com as pilhas postas, estava OK. Mas havia outro igual. Fui jantar a casa de duas amigas e para que elas não sentissem ciúmes dei-lhes dois bichinhos. Uma delas ficou com esse da corrente contínua.

    A seguir ao jantar, no meio de uma certa galhofa séria, foi-se ver o bichinho. E meter aquilo a funcionar...nem te digo. Pilhas para um lado, para o outro, muda de pilhas, abana...zero!

    Já me estava eu a despedir delas no elevador, quando vem a obsequiada a correr até à porta: "Já consegui, já consegui, já consegui!". Fiquei feliz por ela.

    Esse bichinho, por acaso, era americano e não das Ásias.

    Mas comprei lá outro na Casa D'Eros, um topo de gama, que foi para Espanha, para outra amiga. Muito bonito. Vermelhinho.

    Quanto às minhas reportagens, não te assustes. Vão continuar. Mas tem de ser com calma e com a disponibilidade dos amigos. Ontem estive mais quatro horas a preparar o segundo episódio: "A vingança do bufo queixinhas". Fotos principais do show de Hana Black e Veronica da Souza no Exotic Angels. E podes ver que não me limitei a tirar apontamentos, também tenho fotos.

    A ideia é o post aparecer quase integralmente com balões por cima da cabeça das pessoas (tipo BD) e com montes de links de música. Também vai dar trabalho aos meus amigos.

    Grande abraço para ti. Estás a ser um militante do Ganda Ordinarice a causar-me problemas. Estou a ver que tenho de começar a criar uma confraternização num aniversário do 1º post. E tu serias certamente agraciado com a "Ordem do Comentador Militante e Fraterno". Para além de um diploma, receberias uma garrafa de whisky velho e um vibrador com banho de prata e o teu nome gravado.

    "Rui Cardoso, comendador da Ordem do Comentador Militante e Fraterno". Ganda Ordinarice, tantos do tal.

    Grande abraço.

     
  • Às 1:25 da manhã , Anonymous Anónimo disse...

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