SOMÁLIA
Nunca comi
nunca comi uma mulher
nunca comi uma mulher boa
nunca comi a Sharon Stone
Boa
Boa merda
nunca comi
nunca comi uma boa
nunca comi uma boa mulher
nunca comi Madre Teresa de Calcutá
Bóia
Nunca comi uma jibóia
nunca comi
nunca comi uma gaja boa
nunca engajei
uma boa gaja
Haja saúde!
Dick Hard
nunca comi uma mulher
nunca comi uma mulher boa
nunca comi a Sharon Stone
Boa
Boa merda
nunca comi
nunca comi uma boa
nunca comi uma boa mulher
nunca comi Madre Teresa de Calcutá
Bóia
Nunca comi uma jibóia
nunca comi
nunca comi uma gaja boa
nunca engajei
uma boa gaja
Haja saúde!
Dick Hard
3 Comentários:
Às 12:16 da manhã ,
Anónimo disse...
Mané!!ihihihi cara prego mermão!
Às 9:26 da manhã ,
Anónimo disse...
Eu adoro este poema - e mesmo um cumulo antropologico sobre a verdadeira natureza da arte e o homem.
Mas a cima de tudo, e uma ganda ordinarice.
Às 1:44 da tarde ,
Anónimo disse...
E o poema tem uma história por trás. Li-o na Casa Fernando Pessoa, há uns 12 anos, na sequência de uma iniciativa organizada por uma associação cultural chamada "Locomotiva Azul".
No final,a então directora Manuela Júdice ficou à conversa connosco, a saber do que se poderia fazer mais, como iniciativa.
Alguém teve a ideia de editar postais. Eu dei logo aquele, o "Somália". Foi, de longe, o best-seller.
Passados uns meses, estava eu em Braga de férias, morre a Madre Teresa de Calcutá. O poema tinha sido escrito uns anos antes. Mandei uma carta para a Casa Fernando Pessoa, com uns poemas inéditos e a informação de que podiam estar à vontade para retirar o postal de circulação, se se sentissem incomodados.
A Manuela Júdice agradeceu-me e o best-seller saiu de circulação, para não ofender ninguém. A bem da poesia e da harmonia cultural.
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial