Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

quarta-feira, junho 27, 2007

A GLORIOSA AVENTURA DO CAMISOLA AMARELA



A cena passou-se no último dia do Festival, domingo. O protagonista principal chama-se António e é um homem com um ar extremamente sossegado.



Sempre atento aos espectáculos da Sonia Baby (sou totalista, vi os oito), rondei o palco IFG qual tubarão, durante os quatro dias do SIEL. Tal como D.Nuno Álvares Pereira, a IFG usava a táctica do quadrado, mas desta vez em benefício de “nuestros hermanos”.



Dentro do quadrado rodeado de fitas vermelhas só entravam os convidados, os protagonistas e a Comunicação Social. Altaneiro, como torre de menagem, o palco vermelho, com os cinco ou seis degraus que levavam à fama. O trono sexual por excelência.


Lá para o meio da tarde, vejo muito bem sentado à frente de uma das mesas um senhor com um aspecto pouco vulgar. Um olhar distante, como se não esperasse nada. O meu olhar também já era mais mortiço que outra coisa, depois de uma “directa” a escrever para este blogue. Um vosso criado!


Por acaso, estou a escrever outra vez com uma “directa”. Por motivos de apoio familiar que me obrigaram a levantar de manhã. A situação é tão estranha para mim que andei a dar “Boa tarde” aos vizinhos às dez da manhã.

Adiante. Que o António se fartou de esperar e já é tempo de entrar em cena.


Mas quem é o António? Um ser humano como tantos outros, com o sonho de subir ao palco do Salão Erótico. Para cumprir esse sonho, esperou o tempo que foi preciso.


E lá entrou em cena com a Dúnia Montenegro, o vulcão carioca de sorriso deslumbrante e que se entrega às cenas de sexo com uma generosidade impressionante.

E se o Barcelona não conseguiu meter o golo do campeonato espanhol, a camisola amarela do equipamento secundário dos catalães que António vestia poderá ter absorvido esse estigma.

António por trás de Dúnia. Momento alto do show.


Quando Dúnia se pôs de gatas (de quatro, como se diz no Brasil) e convidou António a penetrá-la com o dildo de cintura (o strap-on), o bom do António não percebeu as instruções do Mister e em vez de penetrar pela zona central do terreno de jogo resolveu dar uma de jockey e sentou-se em cima da Dúnia Montenegro, com um ar muito normal. O “speaker” Roberto Chivas não resistiu e atirou-se para o chão a rir. À minha frente, Dúnia também não resistia, esforçando-se por prosseguir o espectáculo.

António recoloca a sua fita de karateca na cabeça.

A piada toda era essa. António mantinha o facies imperturbável, qual Buster Keaton em “Pamplinas Maquinista”. E as dificuldades técnicas lá iam dificultando um bocadito a coreografia sexual. Dúnia de costas no solo, pernas no ar, “’bora lá, António, mete”. E o António, cheio de boa vontade, lá se esforçava. Mas havia sempre qualquer coisa que entravava o processo do normal relacionamento bilateral entre as duas nações.

Tempo de vestir o calção preto da Nike.

O espectáculo cumpriu-se. O povo aplaudiu António. Porque um camisola amarela, com uma fita à Karate Kid, sandálias à alemão radicado num monte alentejano, merece todo o apoio do povo, mesmo que um dia mau o tenha feito descolar do pelotão. António foi, é e será sempre o camisola amarela. Cumpriu o seu sonho. Teve os seus 15 minutos de glória.

Salvé, António! Saravá!





Auto-publicidade Poético-erótica

11 Comentários:

  • Às 6:34 da manhã , Anonymous Luís Graça disse...

    A menina de preto a despir o António é a Cloe de Laure. A loura acho que é a Chanel. Mas estou com dúvidas. Pode ser a Aline.
    É que eu cheguei ao espectáculo já o António estava com a Dúnia.
    Ou então a "directa" já me estava a dar com tal força que a memória se me varreu.

    Mas podem acreditar que as cenas giras foram todas com a Dúnia Montenegro.

    O meu fotógrafo António Costa é que investigou toda a situação e me forneceu os pormenores todos.

    No final, o António ficou a tirar fotografias com as estrelas. E a Cloe também foi muito simpática. Era tipo bicha para o bacalhau.
    A assistêncta dava três passinhos, abraçava-se a havia um amigo que fotografava.

    Estiveram nisto uns 20 minutos. O António Costa disse-me se eu não queria ter também uma foto dessas.
    Recusei, por dois motivos: para não interromper a vez da assistência, que estava em bicha.

    E porque às vezes é chato tomar esta atitude quando estamos em reportagem. Mas depende das ocasiões. Tenho fotos com os meus livros com a Dúnia e a Cláudia Claire e não houve problema nenhum.

    Assim como tenho com o grande campeão ciclista Joaquim Gomes no GP de Torres Vedras de 1999. Ou com montes de nomes importantes da banda desenhada.

     
  • Às 6:39 da manhã , Anonymous Luís Graça disse...

    As últimas duas fotos são mesmo o final dos espectáculos no stand da IFG.
    Sonia Baby retirou os 20 metros de colar de pérolas de dentro da sua alma.
    Com a magnificência habitual. Mas sem espontâneos chamados ao palco. Algum imprevisto houve com a calendarização dos espectáculos da Sonia.

    Tinha sido anunciado que ela ia tentar bater o recorde. E isso seria feito com quatro espontâneos, porque o palco não dá para os seis de outros Salões.

    Pelas 21 e 35 já estava a fechar a loja no palco IFG, mas ainda havia stands a dar o litro, na tentativa de facturar os últimos euros.

    O que se passa mais nas sex-shops, que vendem quase até ao último momento.

     
  • Às 7:13 da tarde , Blogger Jukinha Má-Onda disse...

    eeei pah nao sabia que tinhas um blog. sou o joao abreu tipo que ganhou o concurso dos contos no ano passado. quem é que ganhou este ano?
    ja vi que editaste uns livros. porreiro. vou procura-los.

     
  • Às 7:51 da tarde , Anonymous Luís Graça disse...

    Já sabia do Jukinha, através de outros blogues, mas só há bem pouco tempo é que descobri que eras tu.

    Quanto ao vencedor deste ano, pelos vistos não estás a gozar quando perguntas quem foi.

    É que o vencedor tem o mesmo nome que tu, só que apareceu divulgado com quatro nomes.
    Se não me engano, eu escrevi isso na caixa de comentários do post que tem o quadro da miúda de torso nu, com gravata à Boavista.

    Podes crer que me fartei de perguntar a toda a gente se o vencedor era o mesmo. Até sugeri à organização para pedir que o vencedor mandasse uma foto por mail. Bastava-me ver a cara para descobrir se eras tu.
    Não consegui apurar nada em tempo útil.

    E pelos vistos também não reparaste no post que fiz contigo. Como te disse o ano passado, lá na sessão de entrega de prémios, eu estava a escrever o artigo para o número um da "BD Voyeur" (este SIEL vai sair no 3, previsto para o Festival de BD da Amadora).

    Só que fiz tantas fotos com a minha Olympus analógica com 15 anos, que os amigos me chatearam para fazer um blogue, para aproveitar o material. E eu até gostei, para dar largas à minha faceta de fotógrafo amador.

    Portanto, vi o festival com mais calma e só uns dias depois, na casa dos amigos, surgiu o Ganda Ordinarice, que era suposto durar uma noite. Postava-se tudo e estava o caso resolvido. Se leres os editoriais percebes como tudo evoluiu.

    Afinal houve três postagens, com perto de cem fotos. Tu estás numa das postagens. Portanto, nos três primeiros dias do blogue. Tens de ir aos Arquivos de Julho de 2006. Sobes um niquinho e lá estás.

    O post também saiu na BD Voyeur.

    Por esta altura penso que seja tempo de te dar os parabéns por teres concluído o curso de Arquitectura. Estavas quase, não era?

    No que toca aos livros, isto das edições de autor é complicado. Eu quis apanhar boleia da PALAVRA, porque o Gonçalo Bulhosa tinha aprovado um romance meu na Oficina do Livro e está com uma programação verdadeiramente fabulosa. Principalmente no que toca a autores brasileiros praticamente desconhecidos em Portugal, como Marçal Aquino. E eu gramava mesmo publicar na PALAVRA.

    Mas como isto foi tudo muito em cima, já nem sequer consegui ficar no stand deles na Feira do Livro.

    Portanto, só agora o livro vai para distribuição nacional.

    De qualquer forma, tens várias hipóteses de adquirir. Manda um mail para a Casa D'Eros (no Porto) e reserva já um, que eles não levaram um lote muito grande aqui de Lisboa.
    Houve um equívoco e eu pensava que eles queriam o livro para o Salão Erótico de Lisboa. Mas era para levar para a loja do Porto, na Rua da Firmeza (também fiz reportagem sobre a sex-shop, antes de começar o Salão).
    Se fores ao Porto, podes comprar na Casa D'Eros, enquanto houver, que eu andei a carregar os livros às costas e até fiquei marcado nas costas. Por isso não pude levar uns 100 para o Salão.

    Ou então, aqui no blogue, fazes a encomenda (está na coluna da direita) e os meus amigos que tratam disso mandam à cobrança. Os gajos já andam por aí a bater o país.

    Um foi para uma senhora de Castelo Branco que queria "uma embalagem discreta". Outro estava quase a seguir para um estudante do Técnico aqui em Lisboa.

    Afinal os meus amigos não foram ao correio e acabaram nos copos com o gajo, a divulgar o meu perfil literário.

    Outra hipótese é dizeres quando vens a Lisboa e eu tenho muito prazer em oferecer-te, autografado. Bebemos um copo e está o caso resolvido.

    Se calhar o melhor é ir dormir um bocado.Sou um otário do caraças. Fiz duas directas em três dias, ando todo rebentado e agora meti o despertador para daqui a quatro horas, para ver o Moto GP de Assen.

    Se tivesse juízo, punha para as 16 horas, tomava um duche e ia apenas ver o jogo da Liga Europeia de Voleibol ao Record, que eu já não tenho Sport TV.

    Parece que é desta. Grande abraço para ti.

     
  • Às 10:44 da manhã , Blogger Jukinha Má-Onda disse...

    Olá Luis.
    Então posso comprar os teus livros pelo porto. porreiro. Andaste com eles ás costas? Não arranjas uma distribuidora? Eu não tenho grande noção destas coisas. Isso deve ser complicado.

    Quanto ao Bulhosa e a editora Palavra, eu tenho contracto com eles e ja tive reunião. Segundo eles o livro vai ser comunicado á comunicação social em Setembro. É ver. Estas coisas costumam atrasar imenso.

    Já mostraste algum dos teus livros á Palavra? Podias propor-lhes. De certeza de que para o ano eles vão querer procurar colecções novas. Ainda por cima o doido do Unas anda a declamar os teus poemas! Não te custa nada falar com eles e oferecer os livros para analise.
    Força ai.

    Já vi o post com a minha foto. :oD
    E se a Ana Lopes ve o dela ainda te solta os cães :oD

    Quanto á historia do vencedor do concurso, páh ninguém me disse nada. Eu deduzi que não tivesse sido classificado. No teu post só falas dos vencedores do concurso de fotografia erótica. O site dos gaijos do salão não diz nada. Mas eles anunciaram João Abreu? Será que o concurso deu barracada?

    Eu não sabia do texto que escreveste para a revista. Vou procura-la. Estas coisas são complicadas de arranjar em quiosques normais.

    Abraço,
    João.

     
  • Às 3:19 da tarde , Anonymous Luís Graça disse...

    Caro João:

    Num post qualquer eu publiquei o nome do vencedor do concurso de contos. Em resposta a um pedido de um participante no concurso.

    Mas para não andares tu à procura disso, fui eu à procura do Press-Release aqui na confusão do meu quarto.

    Vá lá, só demorou 15 minutos...

    Posso-te dizer que o vencedor do concurso de contos se chama João António Almeida Ribeiro de Abreu (afinal tinha cinco nomes, eu tinha ficado na cabeça com quatro). Portanto não és tu. Tu és o Jukinha.

    O conto premiado chama-se "12ª badalada" e deu direito a duas entradas grátis no SIEL.

    Depois, o comunicado afirma que "o conto vencedor será ainda publicado no site do SIEL e divulgado junto dos meios de Comunicação Social".

    Muitos parabéns pela publicação na PALAVRA.

    O meu objectivo era exactamente publicar na PALAVRA. O Gonçalo Bulhosa tinha aprovado um romance meu na Oficina do Livro. Com a saída dele, o processo voltou para trás.

    Fui à ASA, mas o Manuel Alberto Valente disse-me que o Gonçalo tinha assinado um compromisso em como não podia levar com ele nenhum autor da Oficina ou ex-Oficina, durante um período de tempo.

    Entretanto, eu só via grandes livros de autores brasileiros na PALAVRA. Fiquei logo adepto do trabalho do Gonçalo, desde "O canto da sereia, um noir baiano", do Nelson Motta (só desse comprei cinco).

    Com a publicação de "A TUA AMIGA", vi que tinha uma janela de oportunidade e mandei um mail ao Gonçalo, em Março. Depois tivemos vários contactos e fiz-lhe uma série de propostas. Concretamente, colocar estes três livros no stand deles da Feira do Livro e permitir-lhes que fizessem uma segunda edição, com a chancela da PALAVRA.

    Tinha uma série de livros e projectos que lhes propus. Mas não podia esperar durante muito tempo uma resposta, porque já tinha anunciado que ia lançar três livros no mesmo dia, como forma de atrair a atenção sobre mim, visto que não estou a ganhar dinheiro nenhum no jornalismo, como freelance.

    Quanto a distribuidoras, tenho uma série de contactos. Eu é que não quis avançar já, porque as percentagens exigidas pelas distribuidoras são muito elevadas. Na casa dos 50%.

    Até aí eu estava mentalizado. O pior foi que me deparei com uma margem de 60%.
    Por isso, tenho andado a dar os livros aos amigos e a bombardear a Comunicação Social.

    Só que as coisas começaram a mexer. Entrevista na Antena 3 com o Alvim, You Tubes com o Unas, do "Cabaret da Coxa" e do "Show do Unas", selecção pela FHM nos 12 livros deste mês, publicação de contos nas revistas "BD Voyeur" e "Dominium",apresentação dos "15 desatinónimos para Fernando Pessoa" na revista "Pessoal", entrevista de fundo em Agosto para a "NS", já realizada no SIEL. Texto de Miguel Dias, fotos de Ângelo de Sousa.

    Por acaso tive sorte, que não estava à espera. Tinha um t-shirt a carácter, comprado o ano passado nos Aliados, no Porto: "Too much sex", diz aquilo em letras vermelhas góticas. Eu nem sou mentiroso, mas de vez em quando sabe bem um gajo aldrabar.

    Resumindo: falei hoje com a distribuidora (que está a apostar numa nova chancela e receptiva a propostas minhas). Aceitei os 60%, mas pedi para alterar uma série de condições dos contratos-tipo que eles têm. Na segunda já tenho uma resposta.

    Se eles recusarem, a distribuidora alternativa dá-me logo 300 contos à cabeça, mas depois há outras desvantagens. E prefiro trabalhar com eles(os primeiros), porque um amigo meu que era da POLVO está lá agora. E os outros tipos também foram muito simpáticos comigo na Feira do Livro, quando tivemos uma reunião exploratória, em que a porta ficou aberta.

    Neste momento já não vou esperar mais. Os livros têm de ir para as livrarias. Por isso vou dar-lhes umas centenas de livros para distribuir e ainda fico com mais umas centenas.
    Mas a vantagem é que me publicam um livro de contos no Natal e um diário (sexonanoite.blogspot.com) no período da Feira do Livro.

    E eu já escrevi os dois, por isso parte do trabalho já está feito.

    E continuo muito receptivo a propostas de editoras.
    Os gajos sabem que eu tenho jeito, dá-lhes é muito trabalho lembrarem-se da minha existência.

    Sou uma espécie de ave rara. "Eh! pá, este gajo é mesmo giro. O tipo escreve bem e em vários estilos".

    Então porque não sou publicado mais vezes pelas editoras?
    Porque só gosto de propor as coisas uma vez. Não sou de telefonar todos os dias. Porque não entrei no "Big Brother". Porque não como no "Bica do Sapato". Porque não dou erros ortográficos. E porque a literatura portuguesa passa muito bem sem mim.


    Eu é que não passo sem os escritores portugueses, entre os quais conto imensos amigos. Como leitor e como amigo.

    Mas tenho tanta coisa em gaveta que vão ter de levar comigo, mais cedo ou mais tarde, desculpem lá. Claro que não me vou meter noutra aventura destas.

    A partir daqui, gasto o resto do meu dinheiro em coisas que me dêem prazer: cinema, teatro, livros, DVD, copos e outras cenas assim.

    Esforço-me à brava para trabalhar. O mercado está mau.Ninguém me deixa fazer jornalismo, têm putos à borla para explorar.

    Ai ele é isso? Eu não tenho filhos para criar. Daqui para a frente vou curtir para o Holmes Place (enquanto houver guito na conta), vou para a praia, vou andar por aí, como o Santana Lopes.

    Olha, vou comprar um calção à chaval de 16 anos na Calzedonia e começo já daqui a uma semana, em Lagos, depois de curtir a final da Liga Europeia de voleibol em Portimão. E em Agosto volto a Portimão, para cobrir o Salão Erótico.

    No Natal falamos outra vez. Mas já estou a ficar irritado. Se insistem muito em não me deixar ganhar dinheiro, eu desisto e fico calmamente à espera que o dinheiro se acabe.

    E depois? Depois vou cumprir um sonho que tenho há muitos anos. Vou a uma sessão quente da Assembleia da República e atiro pacotes de amendoins lá para dentro. A Segurança detém-me. Sou entrevistado pela Comunicação Social e comparo a Assembleia à aldeia dos macacos. Insulto fortemente a classe política, de todos os sectores. Sou processado.

    Para atrair ainda mais a atenção da Comunicação Social, digo uma piada sobre o Sócrates.

    Vou preso. Enquanto estiver na prisão escrevo um livro com a minha experiência. Com esse dinheiro compro um bilhete para Nova Iorque e vou propor um negócio à Lili Caneças: 3 minetes por semana, bem feitinhos. E massagens todos os dias (sou melhor em massagens).

    Aceito 300 contos por mês, com despesas pagas e bilhetes para ver os New York Knicks e os New York Rangers (estes são do hóquei no gelo).

    Se tudo correr bem, a Lili Caneças há-de estar numa festa com a Eva Longoria e há-de elogiar os meus minetes. A Eva Longoria fica curiosa e há-de querer experimentar. Como sou um gajo com azar, hei-de ser surpreendido pelo Tony Parker e levo uma tareia.

    Toda a Comunicação Social cobre o assunto. Arranjo um agente literário para escrever um livro e fico bem.

    Se tudo isto falhar,volto a Portugal, dou 100 euros a uma puta para ir a uma editora dizer que escreveu o livro que eu é que escrevi. Está feito. Divido a 50% com ela e ameaço-a com os meus amigos de Chelas e da Cova da Moura, se ela der com a língua nos dentes.

    Por isso, não te preocupes comigo.
    Mas obrigado pelo cuidado.

    Abraços:

    Luís Língua D'Oiro.

     
  • Às 4:25 da tarde , Blogger Jukinha Má-Onda disse...

    Esse é um bom plano Luis!
    Estou a ver que a cena dos jornalistas está como para os jovens arquitectos.
    Os gabinetes estão cheios de estagiários que fazem o trabalho escravo todo de borla, sem qualquer tipo de contestação. E a Ordem não quer saber.
    Com consequência, os gabinetes papões podem receber um maior volume de trabalhos sem acréscimo de despesa. O que leva a que não rejeitem trabalhos e por isso, cortam a hipotese á malta nova sem padrinhos.
    Resumindo tamos fudidos.

    A historia com a editora Palavra foi mesmo sorte.
    Tenho uma fã do blog que me recomendou.
    Sem a conhecer pessoalmente, (apenas por MSN infelizmente) ela disse-me que me recomendou ao Bulhosa. O livro dela saiu á pouco e tu sabes bem qual é! Referiste-o.

    Pah, somos uns Underdogs páh. Tive foi sorte.

    Olha lá uma coisa.
    João António Almeida Ribeiro de Abreu, é o nome que os meus paizinhos me deram quando nasci.
    "Decima Segunda Badalada" foi um conto que escrevi poucos dias depois do ano novo.
    Que eu saiba, não esteve lá o gaijo para receber o prémio pois não?
    Gostava de conhecer o tipo que tem um nome igual ao meu e que escreveu uma historia com o mesmo nome!!! Que coincidência!

    Porque é que os tipos não me avisaram? Nem telefonaram, nem mandaram email.
    Eu este ano até nem estava á espera de ganhar o concurso. Os outros concorrentes também devem ter o seu valor e por isso pensei que tivesse ganho outro tipo. Foi por isso que te perguntei.
    Concorri, porque achei que era de boa educação eu também participar, visto que levei o prémio em 2006. Queria ler o conto vencedor, mas tou a ver que já o li varias vezes, revi, e até ampliei para o livro.

    Agora... Fuadasse quero umas credenciais para o salão do ano que vem, visto que aquelas nabiças não me disseram nada!

    Será que deu barracada por ter ganho pelo segundo ano consecutivo?
    Existirá alguma conspiração?

    Não participo mais. Prontos, amuei.

    Outra coisa, minetes á lili, é assim... Acho que tinhas de rapar essa barbicha, por causa do efeito de velcro...

     
  • Às 5:23 da tarde , Anonymous Luís Graça disse...

    "Então, parabéns!" era o título de uma peça de teatro que vi no Trindade, com o meu amigo Mora Ramos.

    Parece que tenho de te felicitar pelo bi. Não me passava pela cabeça que não te contactassem.

    Há cerca de dois meses, tive uma reunião no Chiado com uma brasileira baiana que trabalha para o SIEL: Isabel Lepkison.

    Ela veio a Lisboa várias vezes para planear o Salão e só posso dizer bem dela: simpática, pontual, espírito aberto, muito trabalhadora, com sentido de humor.

    Falámos várias vezes antes do Salão. Na apresentação do Peep-Show do Toni Baptista na Almirante Reis (onde trocámos de cartões). Depois lá no Chiado. Depois nas duas apresentações do SIEL (24 Maio e 20 de Junho).

    Durante o Salão ela andou sempre tão atarefada que nem deu para me despedir dela. E eu também estava quase KO, com as "directas" involuntárias.

    De qualquer forma, tenho a autorização dela para fornecer o contacto a quem eu achar por bem.
    Por isso, podes esclarecer a situação toda para isabel@profei.com.

    Posso-te dizer que ela me convidou para fazer parte do júri do concurso de contos eróticos. Fiquei muito honrado com o convite, mas recusei. Não sabia se ia passar aos seis finalistas do workshop de teatro do D.Maria II (não passei!) e sabia que ia ter montes de trabalho no SIEL. Por isso não dava para ler eventuais dezenas de contos num espaço de uns dez dias. Eu não julgo ninguém pelos títulos. Se fosse júri, ia ler tudo com o máximo cuidado.

    Aceitei apenas fazer a apresentação dos livros no Salão e depois fui sucessivamente convidado a tê-los nos stands da "Dominium", "Casa D'Eros" e "Koisas D'Adultos".

    Também te posso fornecer o contacto do coordenador da Assessoria de Imprensa, que foi prestável ao máximo, tal como toda a equipa da Speed.com.

    Jorge Sousa: jorgesousa@speedcom.pt

    Ou então contactas o Tiago Soares, com quem abordei a tua situação. Tenho aqui o telemóvel dele, mas não te vou dar, porque não tenho autorização e isto pode prestar-se a brincadeiras.

    Pede ao Jorge Sousa o contacto do Tiago, se ele tiver mais pormenores para dar.

    Quanto ao aspecto das credenciações, não tem nada de saber. É tão fácil como saltar à corda: "Anita! Anita! Anita!".

    Para o ano entras no site do SIEL, preenches o formulário de creditação da Imprensa e nos comentários dizes que és colunista do Ganda Ordinarice. Podem lá eles recusar um totalista de vitórias no concurso de contos?

    De resto, foram extremamente prestáveis. Eu não só credenciei uma equipa grande do Ganda Ordinarice, como ainda servi de intermediário aos gajos das Produções Fictícias e a um amigo do Jornal de Odivelas.

    O que me valeu foi ter muitas dobras. O gajo que ia postar apanhou uma crise grande de diabetes; o gajo que era operador de imagem ficou à brocha com uma laringite e só conseguiu ir lá um dia.
    E houve mais imprevistos. Só pelo facto de ter uma equipa de vários colunistas é que consegui fazer as postagens diárias. Porque eu não sei postar, nem tenho scanner ou máquina digital. Sou um nabo.

    Por isso mesmo, relativamente ao SIEL, um dos próximos posts será um vasto texto a "pensar o SIEL", uma alargada reflexão, em tom sério, para variar.
    Com fotos da Sonia Baby e do público, para cortar a densidade do texto.

    Vai também sair uma pequena nota sobre a entrega de um quadro por parte do meu amigo Rui Carruço (www.carruco.com) à Cicciolina.

    E os contos do Dick Hard vão saindo. Tudo depende da disponibilidade dos meus amigos e amigas, a quem tenho de agradecer a enorme generosidade de perderem horas e horas de trabalho comigo.

    Quando fôr para Portimão, daqui a dias, deixo uma série de posts preparados, de molde a que o Ganda continua a postar. E eu vou a Cyber-cafés em Portimão e Lagos, para gerir as mensagens do Hotmail e para responder aos comentários aqui no Ganda. E dar uns saltinhos aos blogues dos amigos. Mas a ideia é descansar e preparar uns tópicos para a minha colaboração com o Teatro Bocage (www.teatrobocage.com) a partir de Setembro.

    Tenho perfeita noção do que dizes sobre os arquitectos. E olha, um dos contribuidores deste blog, o Álvaro (que é o desgraçado de um amigo porreiraço que tem sido o postador de serviço ultimamente), também é arquitecto e sabe do que falas.

    Quanto a rapar a pera, vais ver que tenho um poema que começa assim: "perinha de piaçaba/trombeira/de pelos eriçados d'erecções...".

    O resto não me lembro, apesar de já ter experiência vasta a declamar os poemas.Acontece sempre o mesmo. Saem duas ou três senhoras (apesar dos meus avisos), o pessoal fica cinco minutos intimidado, depois começa a soltar-se e aquilo acaba tipo vitória na final da Taça, com o povo a vir ter comigo a felicitar-me, a querer saber coisas de mim e a perguntar como se compra o livro.

    Até aqui eu dava-lhes o mail da Polvo (que editou as mini-Erecções em 2004, depois do êxito da prestação no "Cabaret da Coxa", a 25 de Dezembro de 2003 --- é o You Tube do Unas, do lado direito do blogue, com os últimos dois poemas), agora já tenho o livro. Com muita malcriadice e ainda uns 70 poemas bem comportados, que parece que foi outro gajo que escreveu.

    Sugiro-te que vás aos arquivos de Março, e leias "Pequena receita para ressacas de amor", enquanto ouves a versão da Annie Lennox de uma famoso tema dos Simply Red. Muita gente há-de achar que não tem nada a ver. Pois não.

    Basicamente a coisa passa-se assim: estou bem disposto, escrevo sobre sexo e brinco; estou melancólico ou algo na noite me desperta para a poesia (um livro, um filme, uma notícia de jornal), escrevo sobre o amor e a morte.

    E este poeta é o mesmo. Dick Hard e Luís Graça são duas faces da mesma moeda. E é preciso ter muita ternura escondida para assumir a violência iconoclasta de querer mudar o mundo.

    Tens muitos poemas de amor no "Erecções" king kong size. Até lá, podes ir ao meu link "Varanda das Estrelícias", clicas em Espaço Aberto (do lado esquerdo, começas a ouvir a "Patética") e depois desces o ecrã até encontrares Luís Graça. Abres e tens um enorme sortido da minha escrita. Poemas e contos, extractos do "Fado, futebol e farpas, uma aventura psicadélica" e até uma minuta para escrever prefácios sem ler o livro. Fiz logo três na toalha de papel de uma jantarada e o meu amigo Joaquim Evónio (o dono do site e um extraordinário ser humano) sacou e levou para publicar. Ele tem o meu material na arca frogorífica e vai tirando o que quer, para as actualizações.

    Também podes ler dez crónicas minhas no site Cidades Crónicas (outro link), mas agora aquilo está parado desde 3 de Abril. Não sei o que se passou.

    E tens mais um conto meu: "Todas as putas a sério têm bom coração", no blogue Folhetins e Novelas. Foi a pedido do Luís Carmelo, que colabora com o Paulo Querido. O Querido estava tão distraído que se esqueceu que me conhece dos jornais há 20 anos. E então fez a minha apresentação como "um autor da nova extracção". Até fiquei mais jovem 20 anos.

    Bem, se calhar o melhor é postar o comentário. Já tenho perdido comentários assim, com este tamanho.

    Situação, digamos, levemente arreliadora.

     
  • Às 5:27 da tarde , Anonymous Luís Graça disse...

    Só mais uma coisa, João: se entrares no meu link Kuentro, e procurares, tens os pontos de venda do BD Voyeur, com o teu post e o meu artigo sobre o panorama literário do SIEL, que não saiu no blogue. E uma sequência muito maior do recorde da Sonia Baby, só que a preto e branco.

    Se tiveres problemas, manda um mail do director e ele esclarece-te: jorgemachadodias@yahoo.com.br.

    (É o autor da capa de "A mulher que fazia recados às putas e mais contos perversos", que será publicado no número dois da revista. Com artigo sobre o Salão Erótico de Bruxelas).

    Um abraço.

    Luís Língua de Prata

     
  • Às 12:33 da tarde , Blogger Jukinha Má-Onda disse...

    Obrigado Luis.
    Deixo-te o meu e-mail para futuras conversas.
    joaoalmeidaabreu@gmail.com
    vai dando noticias.

    um abraço,
    Bad Wave Jack.

     
  • Às 2:57 da tarde , Anonymous Luís Graça disse...

    OK, muito obrigado. Foi um prazer. Para mim podes escrever para vongrazen@hotmail.com.

    Vou incluir este teu mail na lista que os meus amigos gerem, está bem? Sempre que haja novidades, eles mandam, de um mail diferente deste que te dei, por isso é melhor escreveres para este, senão distraio-me e dou por mim a responder a mim próprio, dando com os mails do lg.vongrazen na minha Caixa de Entrada.

    Grande abraço.

     

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