Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Ah! goela linda! Seus heróis do mar! Nobre povo!






Agora, fazem favor de se levantar, senhores espectadores, que está na hora de cantar os hinos de Portugal e França.
Primeiro as visitas.
O pessoal todo de pé, bem comportadinho. Toca “A Marselhesa” sem espiga. E agora, o grande “hit” português de Keil do Amaral: o hino nacional. Um, dois, três...falhou! Não há hino para ninguém.
Mais uma tentativa: um, dois, três...silêncio, vamos rir. Olha que parte gaga, que cinema mudo. E sem António Lopes Ribeiro.
“Diga boa-noite a estes senhores, ó Melo”.
“Boa nôte”.
Bem, teve mesmo de ser à goela. E já vi o pessoal desafinar mais, pela Luz, por Alvalade, pelo Restelo, por esses Jamores desconhecidos que esperam por nós.
Pois é. Pingue-pongues do imprevisto. Pingue-pongue não. Ténis de Mesa. Vamos a dobrar a língua.
E também aconteceu nos idos de 1985, no autódromo do Estoril. Antes do GP de Fórmula Um que havia de ser marcado pela primeira vitória de Ayrton Senna da Silva na Fórmula Um (ui, o que chovia, e o Lotus preto e doirado a dar ao rabinho na recta da meta), houve necessidade de tocar o hino da Dinamarca, para assinalar a vitória de John Nielsen, na corrida da II Divisão da Fórmula Um.
Dinamarca? Eh! pá, algo está podre no reino da Dinamarca. Não há hino da Dinamarca. Não fez mal. Tocou-se o hino inglês.
Ao menos em Alvalade cantou-se o hino certo.
Goelinhas mais ou menos afinadas. Havia vontade. Havia vozes.
Não havia era hino.
Por isso mesmo, o Ganda Ordinarice, com o espírito altruísta que o caracteriza, dá o hino ao povo. O povo do ténis de mesa e o povo das gajas, que hoje deve estar um bocado baralhado com o blogue.
Eu avisei.




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