Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

domingo, junho 24, 2007

SONIA BABY, DE CORTAR À LÂMINA






A Sonia é uma querida. Tanto é a “mulher de vermelho” (que não a Kelly Le Brock que foi casada com o Steven Seagal da porrada) que dá autógrafos aos fãs, como uma dama de negro que tira lâminas de dentro...de dentro...de dentro...bem, preciso de dizer algo mais?..



Dick Hard --- De dentro da cona, ó palhaço, deixa-te de pruridos. Pensas que tens um blogue decente, ó idiota?


Luís Graça --- Cala-te, cornudo. Estou a dar o litro. Ainda não dormi e são 7 e 52 da manhã. Já vou na quarta Coca-Cola e só me aguento porque estou a ouvir o Count Basie quase no máximo, com uma Big Band.


Dick Hard --- Não me digas que é “Count Basie and the Kansas City 7”?

Luís Graça--- Conheces?



Dick Hard --- Ó pá, no Inferno a malta ouve imenso Count Basie…mas olha que 7 não é propriamente Big Band...


Luís Graça --- Não é o tanas! Uma banda com Count Basie, Thad Jones, Frank Wess, Frank Foster, Eric Dixon, Eddie Jones e Sonny Payne é sempre uma ganda banda! Por acaso estive numa festa da “Dominium” em que se ouvia David Bowie...




Dick Hard --- Gostaste?


Luís Graça --- Da festa ou do Bowie?


Dick Hard --- Das duas coisas.



Luís Graça --- Olha, a rapaziada da S&M serve bem os vodkas, bebi dois Stoli que nem ginjas.


Dick Hard --- Mas tu bebes Stoli com ginjas?




Luís Graça --- Não estás a perceber.


Dick Hard --- Bateste em alguém ou levaste nos cornos?


Luís Graça --- Não, aquele pessoal estava numa de ternura. Levei uma bengala de pau preto e acabei por vir para a rua sem bater em ninguém. O motorista do táxi que levou o Álvaro a casa é que ficou um bocado desconfiado por ver um gajo com um pau na mão a bater-lhe no vidro, às 4 e tal da matina, na Praça do Saldanha.




Dick Hard --- Porque é que não levaste o teu bastão de beisebol com o cromo do Wayne Gretezsky?

(N.A. --- O WAYNE GRETZSKY FOI O MAIOR JOGADOR DE HÓQUEI NO GELO DE TODOS OS TEMPOS, SEUS IGNORANTES)




Sonia Baby --- Desculpem. Eu não queria incomodar. Mas estou a tirar lâminas da cona e a música do Count Basie está a desconcentrar-me...afinal, este post é sobre mim ou não?



Luís Graça --- Ela é que é a Sonia Baby?

Dick Hard --- É.

Luís Graça --- Bem, é muito gira. Gramava sair de dentro dela a declamar uns poemas do “Erecções”...

Sonia Baby --- É questão de nós combinarmos. Que champô é que usas?

Luís Graça --- Secpel, Curbicia, Of a Man...

Sonia Baby --- Isso faz-me um bocado de mal à vulva...

Luís Graça --- Então e as lâminas, fazem bem?

Sonia Baby --- Eu sou uma profissional. Não estejas sempre no corte.

Luís Graça --- Não estou nada no corte. Até estava arrepiado a ver as lâminas a sair. E até topei que tinhas o collant da perna esquerda rasgado. Não sei se era das lâminas. Tiraste para aí umas 15. Mas depois, quando mandaste a água do Luso para a assistência, eu mergulhei e safei-me ao banho.

Sonia Baby --- Mas ontem salpiquei-te, que eu sei...

Luís Graça --- Eu deixei. Foi uma espécie de baptismo de fogo.

Sonia Baby --- Pois foi. Mas pena foi eu não ter conseguido acender o rastilho da bombinha de Carnaval...

Luís Graça --- Eu até pensei que era fita, para manter o suspense...

Alfred Hitchcock --- Chamaram?

Dick Hard --- Não. Vai para a casota, que isto é um blogue sério. Vai preparar-me uns passaritos assados e traz-me uma imperial.

Luigi Grazianni --- Mas este post não acaba? Nem descreve o espectáculo da Sonia Baby como deve ser?

Luís Graça --- Ó pá, aquilo é indescritível...

(Foi na tarde de 23 de Junho de 2006. Sonia Baby tirou umas duas dezenas de lâminas de barbear de dentro dela. É d’homem)

Um anjo negro de cabeleira preta à Valentina, de Guido Crepax. Música: “I want to break free”, dos Queen, para começar. Soutien preto e prata. Purpurina nos seios. Tatuagem elaborada na perna esquerda, multicolorida. “You get to the world” (lá, lá, lárilá, cantarola em playback, que lábios, meu Deus…).
No zona dos fotógrafos, Dúnia Montengero sorri-me e bebe uma caipirinha ou caipirosca. Bem, era vermelho, a condizer com o vestido.
A música passa a rock pesado. Sonia abana os seios a ritmo. Fabuloso. E depois, lâmina a lâmina, mostra a razão de ser uma magnífica acrobata vaginal.
Riffs de guitarra. A tira de lâminas volteia por cima dela. Uma fica presa nas asas do anjo negro. Desenvencilha-se. Vem uma pequena vela para as suas mãos. Max Cortes (de serviço ao vídeo, como no ano passado), tenta acender a vela. Problemas. Depois a vela acende-se, mas a bombinha dentro da queridíssima ratinha de Sonia faz “greve de rastilho”.







Fogo, pá, lá se foi o “grande finale”!
Não há fogo, há agua. E toma lá com três jactos bem medidos de quase um litro, disparados à distância de uns 5 metros. Sonia pede palmas, pede contagem descrescente.



1,2,3...água vai!
De frente e à meia-volta.

Na primeira fila, várias personagens de “Fado, Futebol e Farpas, uma aventura psicadélica”, seguiram o espectáculo com todo o interesse.

Josué Morteirinho --- Vou dizer ao Abraão Nowitsky que a quero a jogar no Chelas City.

Felisberto Clorofenil --- É uma belíssima artista. Trabalha muito bem. Lembro-me de a ver a fazer de “Gabriela”, do Jorge Amado, a contracenar com o Armando Bógus, o Sô Nacib.

José Pesqueiro --- Isso era a Sónia Braga. Não era a Sonia Baby.

Felisberto Clorofenil --- Ó Pesqueiro, seja mais discreto, por favor. Trate-me só por baby na intimidade, está bem?

Ruiz Scolari --- Eu não kero sabê disso prà nada. Istou mais priocupado com a minina Romina, ki teve fotozinha de capa no “CM” e istá preocupada com a filha, ki podi discobri.


Felisberto Clorofenil --- Realmente, foi azar. Lembrava lá ao diabo que o “CM” tirasse uma fotografia a uma stripper no Salão Erótico...

Ruiz Scolari --- A minina hoji istava com máscárilha, para não sê riconhicida...


Josué Morteirinho --- Mas eu hoje já a vi vestida de enfermeira e sem mascarilha. Anda para aí a subir aos postes e a anunciar shows lésbicos...

José Pesqueiro --- O que é um show lésbico?


(Foda-se! Mas este post não acaba?)

Acaba. Estou a ouvir o tema 8, “What’cha Talkin”.

José Pesqueiro --- Eu não percebo nada de jazz de 7. Só percebo de futebol de onze.

Dick Hard --- Ah! Ah! Ah! Boa piada, ó Pesqueiro. Anjinho como tu és em questões de táctica, nunca hás-de vir para ao meu Inferno.

José Pesqueiro --- Mas o senhor percebe alguma coisa de entremeada?

Sonia Baby --- Dão-me licença que me retire, que tenho um recorde a bater no último dia do Salão?



Luís Graça --- Ó Sonia, faça favor. Adorava que fosse a mãe dos meus filhos. Imagine que eu lhe metia pela vagina adentro um fato de super-homem. E você, só com contracções --- é capaz disso e muito mais --- paria o filho em supervelocidade. Disparava o puto da janela da Alfredo da Costa na direcção do Hotel Sheraton. O puto saía de braço esticado, para tentar salvar o Mundo, fatinho de Super-Homem e capa vermelha. Uma data de hóspedes, à janela, com caçadeiras de fosso olímpico, tentavam cortar o cordão umbilical. Quem conseguisse ganhava uma semana de férias nas Bahamas.

(Acaba mesmo o post. Tenho de mudar o CD. São 8 e 23. O dia está fosco).







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