Insónia Bocagiana
Estou in
quando in na Sónia
insónia
Sem sono
sem dono
bem como a Sónia
O sonho da Sónia
é pecado, é sin
quando eu estou in
Possui-me possessa
em posse de boss
com pose de ócio
Eu in na Sónia
eu out da Sónia
vai-vém cerimónia
Insónia
a Sónia sem sono
que me dá seu cono
A Sónia lasciva
espraiada na areia
da Ilha Maldiva
Abre-se ao amor
cede-me o seu túnel
buraco d'ozono
Dick Hard
Este poema foi escrito em pleno voo Bolonha-Lisboa, num regresso de uma semana de férias em Riccione, em Julho de 1995. A partir dos sonetos "Insónia", de Bocage, construí este meu "Insónia".
INSÓNIA
(soneto V)
Já sobre o coche de ébano estrelado
Deu meio giro a noite escura e feia;
Que profundo silêncio me rodeia
Neste deserto bosque, à luz vedado!
Já entre as folhas Zéfiro abafado,
o Tejo adormeceu na lisa areia;
Nem o mavioso rouxinol gorjeia,
Nem pia o mocho, às trevas costumado:
Só eu velo, só eu, pedindo à sorte
Que o fio, com que está minh'alma presa
À vil matéria lânguida, me corte:
Consola-me este horror, esta tristeza:
Porque a meus olhos se afigura a morte
No silêncio total da Natureza
INSÓNIA
(soneto L)
Oh retrato da morte, oh Noite amiga
Por cuja escuridão suspiro há tanto!
Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretária antiga!
Pois manda Amor, que a ti somente os diga,
Dá-lhes pio agasalho no teu manto;
Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto
Dorme a cruel, que a delirar me obriga:
E vós, oh cortesãos da escuridade,
Fanstasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu da claridade!
Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar meu coração de horrores.
In "Bocage, Antologia Poética, Ulisseia, Biblioteca Ulisseia de Autores
Portugueses".
quando in na Sónia
insónia
Sem sono
sem dono
bem como a Sónia
O sonho da Sónia
é pecado, é sin
quando eu estou in
Possui-me possessa
em posse de boss
com pose de ócio
Eu in na Sónia
eu out da Sónia
vai-vém cerimónia
Insónia
a Sónia sem sono
que me dá seu cono
A Sónia lasciva
espraiada na areia
da Ilha Maldiva
Abre-se ao amor
cede-me o seu túnel
buraco d'ozono
Dick Hard
Este poema foi escrito em pleno voo Bolonha-Lisboa, num regresso de uma semana de férias em Riccione, em Julho de 1995. A partir dos sonetos "Insónia", de Bocage, construí este meu "Insónia".
INSÓNIA
(soneto V)
Já sobre o coche de ébano estrelado
Deu meio giro a noite escura e feia;
Que profundo silêncio me rodeia
Neste deserto bosque, à luz vedado!
Já entre as folhas Zéfiro abafado,
o Tejo adormeceu na lisa areia;
Nem o mavioso rouxinol gorjeia,
Nem pia o mocho, às trevas costumado:
Só eu velo, só eu, pedindo à sorte
Que o fio, com que está minh'alma presa
À vil matéria lânguida, me corte:
Consola-me este horror, esta tristeza:
Porque a meus olhos se afigura a morte
No silêncio total da Natureza
INSÓNIA
(soneto L)
Oh retrato da morte, oh Noite amiga
Por cuja escuridão suspiro há tanto!
Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretária antiga!
Pois manda Amor, que a ti somente os diga,
Dá-lhes pio agasalho no teu manto;
Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto
Dorme a cruel, que a delirar me obriga:
E vós, oh cortesãos da escuridade,
Fanstasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu da claridade!
Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar meu coração de horrores.
In "Bocage, Antologia Poética, Ulisseia, Biblioteca Ulisseia de Autores
Portugueses".
0 Comentários:
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial