Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

quarta-feira, junho 20, 2007

UM SORRISO CELESTIAL

Um dia, um dia qualquer, não precisa ser hoje.
Um dia qualquer, cheirem este sorriso.
É óbvio que cheira a chá de camomila e alfazema.
Um dia, um dia qualquer. Sintam este sorriso.
Sabe a veludo, porque um sorriso destes só pode saber a veludo.
Um dia, um dia qualquer, Mestre Marcus Vinicius de Moraes, faça um poema a este sorriso. Eu sei, Mestre, que a beleza é fundamental. Mas será que as feias o desculpam?



Uma noite, uma noite qualquer. Escutem este sorriso. Tem o som da lua quando passa a mão na felpudice ternurenta de um gato persa com cio de carícias.
Uma noite qualquer. Um telhado qualquer. E um morcego de franjinha à Mireille Mathieu e óculos escuros Ray-Ban Wings. Em demanda de uma garganta que tenha um sorriso destes para sorver, como quem dá uma sensual dentadinha num gelado da Olá chamado “Drácula”.

Este sorriso loiro faz parte da guarda pretoriana dos afectos do realizador francês Pierre Woodman.
E Paris será sempre Paris.

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