Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

sexta-feira, julho 27, 2007

GANGUE DA SS ATACA DICK HARD PELAS COSTAS! GANDAS ORDINÁRIOS!






















A vida reserva-nos curiosas experiências. Dick Hard já tinha sido agredido por hooligans no pavilhão de Alvalade, à saída do Sporting-Cetinje de andebol, que deu porrada de criar bicho num 1º de Dezembro que deixou Dick Hard com um olho à Belenenses.

Seis anos volvidos, o perigosíssimo gangue da SS (Segurança Social) atacou Dick Hard à traição, aproveitando-se da sua ausência física no Algarve, para cobrir (sempre a cobrir, este Dick Hard, só lhe apetece é cobrir) a final Final Four da Liga Europeia de Voleibol (Portimão) e passar uma semana a ser fodido por gaivotas que não o deixaram dormir (Lagos).

Chegado a Lisboa, depara-se com uma carta da Segurança Social, acusando-o de dever 24 meses de contribuições, entre 2002 e 2004. E o perigosíssimo gangue da SS ameaça com acções punitivas dignas do General Custer, também pródigo a fornicar índios e derivados, até lhe ter dado a travadinha na batalha de Little Big Horn.

Dick Hard, contribuinte exemplar (ou otário em vias de extinção?), passou-se dos cornos, independentemente de serem os cornos azuis do blogue ou os cornos amarelos da capa das “Super-Erecções”.
Ainda esteve para ir até ao Areeiro armado do seu bastão de beisebol que tem um cromo do Wayne Gretzsky (o melhor jogador de hóquei no gelo de todos os tempos) e uma inscrição a tinta verde (Thor).

Ao invés, acabou por ir calmamente aos serviços do “Informativo” ao pé do Técnico, atacando a situação burocraticamente. Atendido por funcionários simpáticos e diligentes (homens e mulheres solidários e com sentido de humor), acalmou. Tinham seguido 31 mil cartas para os contribuintes, largos milhares deles com tudo em ordem.

É assim o perigoso gangue da SS. Dispara primeiro e pergunta depois, como em Tombstone. Dick Hard, qual Doc Halliday (ou Hollyday on ice?) tuberculoso (com tratamento no Hospital Militar de Doenças Infecto-Contagiosas, na Ajuda, no Verão de 1978) está preparado para sacar da sua arma preferida: o humor corrosivo, satírico, cáustico, bocagiano.

E depois é ver quem saca primeiro. Se é o perigosíssimo gangue da SS que saca as massas que Dick Hard já pagou, ou é Dick Hard que saca do seu humor, em acção de auto-defesa. Atenção, gangue da SS: Dick Hard é neto do comandante Ayres Nunes (que saía de bote para as águas em frente à ilha de Moçambique a dar com um estoque na cabeça dos tubarões que lhe perseguiam a traseira — do bote, do bote!) e produto da fornada 1975/1980 do Liceu Camões.

Dick Hard também é perigosíssimo, embora lhe fique mal dizer isto. Malandro não estrilha, muda de esquina. Mas Dick Hard não é Duck Hard, não é assim tão pato. Dick Hard é mais na base da loucura, como Duffy Duck.

E teve a sorte de encontrar o céu na Céu, da Caixa de Jornalistas da avenida de Berna. Dick Hard deu umas erecções pequeninas à Céu (“De boas erecções está o Inferno cheio”, Polvo, 2004), a Céu achou piada, não desceu aos Infernos e subiu ao primeiro andar, onde relatou a situação à chefe de serviços, a D. Rosa. E sabe-se que o importante é a Rosa.
Menos de uma hora depois já Dick Hard tinha a declaração a provar em como está tudo em ordem.

Mas Dick Hard é rancoroso como o pénis e quis desabafar. E cá vai post. Por isso deliciem-se com a carta do gangue da SS, deliciem-se com a declaração da Caixa de Jornalistas, deliciem-se com um sortido de recibos de Dick Hard que atravessam décadas e até mudam de século.








































Dick Hard aguarda que o processem. Para ir a tribunal, escudado no seu ex-professor António Garcia Pereira, a quem convidará para o defender, se fôr caso disso. O que a gente se ia divertir! Lá para 2019 ou coisa assim...

Até lá, divirtam-se com uma proposta literária da mais alta relevância, uma coisinha que me veio à cabeça mesmo agora. Uma “almada-negreirice”. Vejam lá se gostam.
















MANIFESTO ANTI-GANGUE DA SS

O gangue da SS é estúpido. Morra o gangue da SS. Morra. Pim. Pam. Pum.
O gangue da SS não sabe que o código postal da morada de Dick Hard há que ânus mudou de 1000 para 1050-193.
Morra o gangue da SS. Morra. Pim. Pam. Pum.

O gangue da SS é idiota. O gangue da SS não sabe há que ânus mudou o número de telefone de 766 para 21 7966.
Morra o gangue da SS. Morra. Pim. Pam. Pum.
O gangue da SS não sabe mandar cartas registadas. Manda envelopes sem carimbo, envelopes sem data.
Morra o gangue da SS. Morra. Pim. Pam. Pum.

O gangue da SS é parvo. O gangue da SS não sabe que Dick Hard já fechou os recibos verdes a 31 de Março de 2007. O gangue da SS não sabe que o cruzamento de dados entre as Finanças e a Segurança Social devia ser automático. E depois, o trio atacante do Panaskinaikos (Sócrates, Platonão e Aristafa-os) fala em globalização e computadores e o mafarrico a sete e a oito e a nove.

Morra o gangue da SS. Morra. Pim. Pam. Pum.
O gangue da SS cheira mal da boca. O gangue da SS faz broches em Gondomar, a pedido expresso do Major Bergantim Veleiro, para usar aos domingos e bater com a mão no peito, enquanto diz: “Ganda broche, major! Isto é que é um pito doirado de se lhe ir a Coina comer um Porky Pig da Mealhada!”.

O gangue da SS é incompetente. O gangue da SS ainda não tem pitbull para atacar os contribuintes devedores e os contribuintes cumpridores. O gangue da SS ainda não tem chaminés crematórias à vista nas instalações do Instituto Superior Técnico ou ao lado da cabeçorra do Sá Carneiro, na rotunda do Areeiro.

Morra o gangue da SS. Morra. Pim. Pam. Pum.


O gangue da SS não sabe o que é a liberdade de expressão. Por isso, vamos ver quanto tempo resiste aberto o Ganda Ordinarice. Se desaparecer repentinamente, nada se perde, nada se cria. Tudo há-de aparecer no “BD Voyeur”.
E outros Ganda Ordinarices surgirão. Dick Hard não é silenciável, mesmo que o deixem esventrado na mata de Monsanto às cinco da madrugada, enquanto um passarinho cantava. Mesmo que o deixem pasto dos vermes.

Morra o gangue da SS. Morra. Pim. Pam. Pum.

Dick Hard está à espera da pancada. Corre direito às balas, de peito feito, como em “Galipolli”, o filme de Peter Weir.

Adolfo, Benito, Oliveira de Santa Comba Dão, aqueçam! Pelo andar da carruagem, ainda têm lugar para vocês nos tempos que correm.
Mas façam um favorzinho à Humanidade: Adolfo, muda de bigodinho; Benito, emagrece um cochinho, Oliveira de Santa Comba Dão, despede a D. Maria e contrata o chefe Vítor Sobral ou a Maria de Lourdes Modesto.

Foda-se, Botas! Da maneira que o país está, o melhor é reservar um lugarzito na Barca do Inferno com direito a lavagante e Moet et Chandon rosé.

Se possível rumo à tal ilha deserta em que George Clooney passeia com o cão e uma caixa de Martini. E que se lixem a miúda boazona, o iate de luxo e o chaval bonitão que tem a mania que engata as gajas.

O que é a Morte comparada com a Poesia?



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2 Comentários:

  • Às 1:58 da tarde , Anonymous Alvaro disse...

    Isso da ilha deserta é uma boa ideia. Geralmente esses locais estão apinhados de gaivotas. :)

     
  • Às 2:53 da manhã , Anonymous Luís Graça disse...

    O que interessa é a qualidade das gaivotas. Não a quantidade, Álvaro...

     

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