Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

sexta-feira, julho 27, 2007

“MAD MAX” ATACA EM LISBOA






Poucos metros ao lado do Largo da Misericórdia, Max Cortes (ou Max Cotez, como vem escrito na capa do DVD da IFG) contempla o Castelo de S.Jorge, do outro lado. O jardim altaneiro em frente do antigo “Harry’s Bar” (mais conhecido como do “Joãozinho”, local onde Amália Rodrigues era ídolo supremo) é um belo princípio de bilhete postal do filme “O ponto climax supremo”.

Esta longa-metragem de 120 minutos, realizada e protagonizada por Max Cortes, saltita de cidade para cidade, começando com uma super-felação no Rio de Janeiro, interpretada/mamada por Dúnia Montenegro, a carioca radicada em Espanha.

Se a cidade do México tem direito a uma cena, Lisboa não foi esquecida. Do Terreiro do Paço, à Ponte sobre o Tejo, passando pelo Elevador da Glória, nada é esquecido como ícone lisboeta de primeira água. Há sardinhas a assar, há a bela cena de sexo da pensão típica. O senhor é Max Cortes, a senhora é a checa Jane Darling, presença simpática e sensual do primeiro SIEL, em 2005.

Da equipa de estrelas que veio ao primeiro Salão Internacional Erótico de Lisboa temos o realizador/actor Max Cortes, o “speaker” e actor Roberto Chivas, Susie Diamond, Julie Silver e Dúnia Montenegro.

As cenas têm uma produção cuidada e as meninas sentem-se como peixe na água nas cenas de sexo. E se os diálogos entre espanhóis (em espanhol, obviamente) soam naturais, as dobragens de Jane Darling e das outras actrizes, em espanhol, tiram um bocado de graça ao filme. É preciso que façamos um exercício: esquecer o som e focarmo-nos nos rostos de prazer de Jane Darling ou Julie Silver, que tiram prazer da pornografia e não gostam de “meias-tintas”. Se é para foder, vamos lá embora, senhores ouvintes.

A intriga é policial e gira à volta de uma droga que vicia Max Cortes em sexo.

Mas isso é perfeitamente secundário. O importante é que os “alfacinhas” sintam orgulho por ver que Lisboa não foi esquecida no grande roteiro pornográfico mundial. E não a Lisboa da Lapa ou do Restelo, mas a Lisboa do Bairro Alto, a Lisboa da pequena pensão típica, a Lisboa que tem história.

Motivo mais do que suficiente para cantarolar a plena voz o tema que se ouvia nas gargantas de milhares de benfiquistas nas noites de gala basquetebolísticas de Carlos Lisboa, no pavilhão da Luz: “Cheira bem, cheira a Lisboa”.

E apesar do sexo ser “puro e duro, como a gente gosta” (como diria a Dra. Rute Remédios/Herman José) não consta que nenhuma actriz tenha sido obrigada a levar 45 pontos, como aqueles que Carlos Lisboa marcou numa noite de inspiração ao Partizan de Belgrado.

Eu estava lá.

Falhei a rodagem do filme porno. Não se fode ter tudo.






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