Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

sábado, setembro 15, 2007

SEXY 2007


4º Episódio - Lição de italiano


Chanel 27. O doce perfume transalpino. Se os anjos fossem loiros, italianos e tivessem sexo, seriam todos como Chanel?
Sonho de mulher? Mulher de sonho? Pesadelo de todas as mulheres casadas? Menina bonita que se transforma em Diabo? Maçã do pecado em palco de tentações?
Chanel 27. Um canal que podia muito bem ser de Veneza. Um canal que nos prende, como os cárceres da Ponte dos Suspiros. Podemos todos muito bem suspirar por Chanel 27.
Lisboa já a viu. Lisboa já suspirou por ela, de chapéu de vaqueira na cabeça, americanizada no seu bikini. Inocente de todos os crimes, mesmo quando nua de preconceitos se auto-invadia com objectos de prazer.
Portimão já a viu. De bikini preto-e-prata. Volteando à volta do varão.
Chanel 27. O sorriso cândido. O ar de quem sabe o sexo como assunto natural. Perfeita. Suave. Sem protestos. Como um robot “raimundizado”, obediente às ordens do Sargento Raimundo, a mandar dançar, a mandar parar, a mandar para o palco.
Chanel 27. Na Itália, em Espanha, em Portugal.
Bonequinha perfeita, razão para acreditar em Deus, modelo para todos os pintores, motivo para Rodin sair do túmulo e esculpir uma vez mais.
Chanel 27.
Que pena eu não poder, num passe de magia, comprar um Chanel 5, tomar o 27 e mergulhar com este sonho doirado nas águas do Tejo, em frente ao Estádio do Restelo.
Chanel 27. Canto de sereia. Boca de pecado. Lábios de tortura.
Naturalmente.
Provavelmente o melhor sonho do Mundo.
Estupidamente fresco. Estupidamente quente.
Chanel 27, a hospedeira perfeita no último voo para o Céu, valquíria de seda com dedos magnéticos.
Chanel 27. O Diabo à solta sem ninguém dar por ele.
Chanel 27.


Leva-me ao altar. Enlaça as tuas pernas/compasso de flamingo nas minhas pernas peludas de Sumol de Satanás.
Diabinha marota. Não tens um lugarzinho na tua cama para um diabinho quarentão?
“Olá, Chanel. Chamo-me Dick Hard, português, escritor, 45 anos. Corta-me o coração às fatias, arranca-mo à dentada, faz-me subir ao Machu Pichu, leva-me a todos os altares, prega-me na tua cruz favorita. À minha direita Sonia Baby. À minha esquerda Dúnia Montenegro”.
E um legionário romano, de pilum em riste a espetar-me a carne, a vomitar-me olhares de ódio.
E eu, feliz, a exalar o último suspiro gravando com o meu derradeiro olhar o sorriso de Chanel, de joelhos no solo, a lavar-me as feridas, como uma Madalena.
Se todos os calvários fossem como tu, talvez o Mundo fosse melhor.




Eurythmics - There...



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