Ganda Ordinarice

Desabafo bem intencionado e imagético sobre o Salão Erótico de Lisboa.

Quarta-feira, Junho 27, 2007

A GLORIOSA AVENTURA DO CAMISOLA AMARELA



A cena passou-se no último dia do Festival, domingo. O protagonista principal chama-se António e é um homem com um ar extremamente sossegado.



Sempre atento aos espectáculos da Sonia Baby (sou totalista, vi os oito), rondei o palco IFG qual tubarão, durante os quatro dias do SIEL. Tal como D.Nuno Álvares Pereira, a IFG usava a táctica do quadrado, mas desta vez em benefício de “nuestros hermanos”.



Dentro do quadrado rodeado de fitas vermelhas só entravam os convidados, os protagonistas e a Comunicação Social. Altaneiro, como torre de menagem, o palco vermelho, com os cinco ou seis degraus que levavam à fama. O trono sexual por excelência.


Lá para o meio da tarde, vejo muito bem sentado à frente de uma das mesas um senhor com um aspecto pouco vulgar. Um olhar distante, como se não esperasse nada. O meu olhar também já era mais mortiço que outra coisa, depois de uma “directa” a escrever para este blogue. Um vosso criado!


Por acaso, estou a escrever outra vez com uma “directa”. Por motivos de apoio familiar que me obrigaram a levantar de manhã. A situação é tão estranha para mim que andei a dar “Boa tarde” aos vizinhos às dez da manhã.

Adiante. Que o António se fartou de esperar e já é tempo de entrar em cena.


Mas quem é o António? Um ser humano como tantos outros, com o sonho de subir ao palco do Salão Erótico. Para cumprir esse sonho, esperou o tempo que foi preciso.


E lá entrou em cena com a Dúnia Montenegro, o vulcão carioca de sorriso deslumbrante e que se entrega às cenas de sexo com uma generosidade impressionante.

E se o Barcelona não conseguiu meter o golo do campeonato espanhol, a camisola amarela do equipamento secundário dos catalães que António vestia poderá ter absorvido esse estigma.

António por trás de Dúnia. Momento alto do show.


Quando Dúnia se pôs de gatas (de quatro, como se diz no Brasil) e convidou António a penetrá-la com o dildo de cintura (o strap-on), o bom do António não percebeu as instruções do Mister e em vez de penetrar pela zona central do terreno de jogo resolveu dar uma de jockey e sentou-se em cima da Dúnia Montenegro, com um ar muito normal. O “speaker” Roberto Chivas não resistiu e atirou-se para o chão a rir. À minha frente, Dúnia também não resistia, esforçando-se por prosseguir o espectáculo.

António recoloca a sua fita de karateca na cabeça.

A piada toda era essa. António mantinha o facies imperturbável, qual Buster Keaton em “Pamplinas Maquinista”. E as dificuldades técnicas lá iam dificultando um bocadito a coreografia sexual. Dúnia de costas no solo, pernas no ar, “’bora lá, António, mete”. E o António, cheio de boa vontade, lá se esforçava. Mas havia sempre qualquer coisa que entravava o processo do normal relacionamento bilateral entre as duas nações.

Tempo de vestir o calção preto da Nike.

O espectáculo cumpriu-se. O povo aplaudiu António. Porque um camisola amarela, com uma fita à Karate Kid, sandálias à alemão radicado num monte alentejano, merece todo o apoio do povo, mesmo que um dia mau o tenha feito descolar do pelotão. António foi, é e será sempre o camisola amarela. Cumpriu o seu sonho. Teve os seus 15 minutos de glória.

Salvé, António! Saravá!





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Contos do Dick Hard - I

DICK HARD NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Um frio de rachar. O céu azul.
Um copo de Super Bock Stout.
Podia estar-se pior. Mas o tédio invadia de comichões existenciais o detective mais ordinário a oeste de Paços. No guardanapo de papel, Dick acabava de escrever mais um dos seus poemas: “Se vou às putas/nunca me venho/não se deve gozar/com quem trabalha”.
Dobrou A BOLA sem saber porquê (deixou o exemplar em cima da mesa do snack-bar) e pôs-se a passear sem rumo e a dizer piropos fora de moda às miúdas que saíam da escola secundária com o cio juvenil a tiracolo:
--- Não sabia que as flores andavam.
--- Vai prò caralho que te carregue, ó velhadas!
Primeiro, Dick estranhou um insulto tão hard da parte da miúda. Já não se podia ser galante. Depois pensou que a juventude não estava tão mal como isso. A miúda tinha revelado um trocadilho inteligente, misturando a frase “Vai para o Diabo que te carregue” com “Vai prò caralho”. A nível subsconciente talvez Dick tenha pensado: “Ó Diabo, estão a mandar-me prò caralho”.
Por norma, quando o mandavam para o caralho, Dick não ia. A menos que fosse muito bem pago, que houvesse bom uísque e o caminho fosse de primeira e não tivesse muitas portagens.
Fosse como fosse, estava na hora de ir tomar um copo às Docas. Meteu os pés a caminho e desceu do Largo do Rato. À porta da Assembleia da República deparou-se como uma manifestação de lésbicas.
--- Ó amiga, desculpe lá a pergunta. Esta manif é contra quê?
--- Contra o custo de vida.
--- Isto realmente está pela hora da morte.
--- Pois é, já não se pode comprar um strap-on sem andar na esquina a render.
--- Um quê? Um pónei?
--- Cavalo é você! Um strap-on, um dildo de cintura, um caralho para te meter na peida, já estás a perceber agora, ó panasca?
Porra que a tarde não estava a correr bem. Cada vez que falava com uma miúda era insultado. Estava ele nestes preparos mentais quando a manifestação avançou de forma inexorável e entrou para as galerias da Assembleia da República, onde ia ser debatida uma moção de censura do Bloco de Esquerda, contra o aumento do preço dos strap-on. O PP estava decidido a contra-atacar com uma proposta de subsídio ao lubrificante KY. Por seu lado, o PS tinha José Sócrates pronto para reivindicar a substituição do Y de KY por um I, na defesa da língua portuguesa. Dizia-se à boca pequena que Edite Estrela estava na base da conjura.Claro que o PSD não se podia ficar. Corria nos bastidores que Pedro Santana Lopes entrara já em acção, planeando uma orgia de desagravo.
Pelas 17 horas, serviram chá e bolinhos nas galerias, uma iniciativa da nova maioria. Dick Hard ficou muito bem impressionado, mas a maior parte das lésbicas recusou:
--- Camaradas, recusem os bolinhos. Não se deixem comprar.
--- Ó biscoito, acalme-se lá. Uns bolinhos caem sempre bem...
Ainda Dick não tinha acabado de proferir estas palavras e já estava a levar com um tabuleiro na tromba.
--- Vê lá se este tabuleiro te cai bem...
Passados 20 minutos, a ordem voltou ao parlamento. Cerca de 30 manifestantes detidas, os feridos mais graves a caminho do hospital, Dick Hard a caminho do posto de primeiros socorros a náufragos da Assembleia da República.
O posto de primeiros socorros a náufragos da Assembleia da República era numa sala amplamente adjacente aos Passos Perdidos, quase ao lado da secção de Fodidos e Manchados.
Dick, com um nariz à Belenenses, a escorrer o muco azul que lhe vinha da aristocracia materna (a Marquesa de Massage-Massoterapie), entrou pé ante pé, com o lenço bem colado à penca.
--- Entre, faz favor. O senhor é mais uma vítima das fufas, não é?
Dick olhou em volta e só não se beliscou porque tinha uma mão a agarrar o lenço e a outra no bolso, tentando acalmar os ânimos do Dick mais pequenino, em plena fase de crescimento espontâneo, como se tivesse acabado de tomar um batido de Fercol ou um cocktail de Viagra.
A enfermeira era um ser humano de amplo recorte espiritual. Uma boazona de alma. Talvez ajudasse ter as medidas de Bo Derek, um decote à maneira e vestígios mal disfarçados de “Malizia” (La Perla), que nisto de lingerie Dick Hard raramente tinha dívidas e (quase)nunca se masturbava, como diria o professor Cathedral.
--- Umas vacas malhadas, é o que elas são. Estou fartinha de manifestações. Estou por aqui de manifestações. Ora deixe lá ver o narizinho...
Dick estava sentado na marquesa (que não a senhora sua mãe, que Zeus a tenha em ripanço) e nem teve tempo de se opor ao avanço irresistível dos dois seios.
(Será que havia silicone por ali?)
A enfermeira Dália disse a Dick, com uma voz muito meiga:
--- Coitadinho do meu amiguinho, que tem o narizinho partidinho...
Com mil desvelos embrulhados em carícias, Dick foi alvo de meigas atenções pela menina Dália dos sapatos de tacão-agulha e um coisinho com o nome dela a roçar-se no peito direito: “Dália Florinda, enfermeira-chefe”.
Penso nasal acomodado ao septo narizento do senhor Hard, a menina Dália, muito terna, pediu a Dick que descontraísse.
--- Vou dar-lhe uma anestesiazinha a cheirar, está bem, amiguinho?
Antes que Dick pudesse dizer alguma coisa, Dália Florinda embebeu-lhe profundamente o focinho com uma mão-cheia de clorofórmio de última geração, modelo com jantes especiais.
Depois, virou Dick de barriga para baixo, prendeu-lhe solidamente as mãos com correias e despiu-lhe as calças:
--- Venham, minhas amigas, vamos experimentar os novos strap-on no rabinho deste idiota...
Dick Hard acordou umas horas depois, com o rabo a doer-lhe intensamente e Paulo Portas a sorrir-lhe:
--- Quero que saiba que tem a minha máxima solidariedade. Disponha.
No outro dia, o caso era manchete no “24 Horas”, “Tal e Qual” e “Correio da Manhã” : “Cidadão violado na Assembleia”, “Provocador castigado por enfermeira”, “Confrontos na Assembleia acabam anal”.








Luís Graça



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Segunda-feira, Junho 25, 2007

UM CACHECOL DE PELE DE RÉPTIL


A Romina andou a passear no último dia do Salão com uma jibóia ao pescoço. E a boa constrictor (referimo-nos à jibóia, ou pitão, ou como quiserem descrever) lá ia metendo a linguita de fora, tentando perceber porque é que os portugueses gostam de mexer. Às duas por três lá se cruzou com a Cicciolina e o encontro imediato de primeira escama foi um êxito para o público e para os fotógrafos. E eu com o meu amigo Botelho, em 1992, em Marraquexe, todos bem instalados na varanda do café da praça principal da cidade das quatro cores:
--- Ó Botelho, ver as cobras daqui de cima é mais agradável, não é?




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LAMBE LÁ, Ó SONIA!

a jibóia da Romina não lambeste tu...



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O DOMINIUM DOS DEUSES


Podem não gostar de pornografia e da revista “Dominium” (a revista dos estilos de vida alternativos, como diz no cabeçalho do número um, chegado ainda bem fresquinho ao SIEL), mas de Astérix percebem vocês, seus malandros...

Deixem-me explicitar o trocadilho do título do post: é uma mistura do título do álbum “O domínio dos deuses” com o título da revista. Já sei que muita gente percebeu logo, mas não custa nada dar uma ajudinha a quem não tem as mesmas referências de BD.



Isabel Freire (à esquerda), na sessão de autógrafos do seu livro. Lurdes, de pé, em grande actividade, em prol do stand e sempre com um sorriso de simpatia, apesar do stress inerente a estas coisas do Salão Erótico.




A Dominium tinha uma mesa bem recheada de livros, de todo o tipo de autores. Os visitantes interessavam-se. A caminho do Club Bizarre (ou à saída dele) foram muitas as pessoas que se detiveram a descobrir escritores ou a folhear os que já conheciam.


Eu tenho duas páginas na revista (32 e 33), preenchidas com um post do meu blogue www.sexonanoite.blogspot.com. O blogue é a reprodução integral, semanalmente, do livro “Diário Sexual de um escritor frustrado”. A minha vida, sem tirar nem pôr, entre 1 de Outubro de 2004 e 31 de Dezembro de 2004. E o que foi publicado na revista é um post com o título “A canzana de Amesterdão”.


Ainda não tive tempo de ler tudo, mas dá para perceber que a revista de Miguel Lima (director e editor) e Maria de Lurdes Correia (redactora) é um objecto perfeitamente estimável. Revela um design apurado, boa impressão, bom papel, bom gosto. Foca os estilos de vida alternativos das mais variadas áreas e está aberta ao sentido de humor de um deparvado como eu. Quando escrevi deparvado foi de propósito. Um deparvado é um depravado que além de ser depravado é também muito parvo.

A revista custa 7 euros e nos destaques de primeira página foca Joe Oliveira (pin ups with a twist), Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa (entrevista com João Ferreira, o director) e o III SIEL.


A capa é realmente muito boa.

Não escrevo sobre a revista por incluir um conto meu. Escrevo porque acho que devo apoiar uma publicação a que reconheço qualidade e por um dever de boa educação. A DOMINIUM tratou-me de forma fidalga no seu stand, por isso o mínimo que podia fazer era retribuir com a divulgação da revista e desejar-lhe as maiores venturas e aventuras.






Querem saber mais? Vão a www.dominiumonline.com. Os contactos com a Redacção podem ser feitos redaccao@dominiumonline.com e 351 914 912 529 e 351 239 992 646 (telefones e fax).

O editorial do número um revela algum desencanto e revolta com a falta de solidariedade de algumas pessoas que deviam ser as primeiras a apoiar uma revista deste estilo, mas também declara guerra à desistência e promete continuar.

Força nisso! Este projecto tem qualidade editorial ao nível dos conteúdos, como agora se diz. A “Periférica” (revista alternativa de cultura) começou com o mesmo estado de espírito e os mesmos problemas. E constituiu um marco. Já faleceu, mas enquanto existiu “deu água pela barba”. Citando João César Monteiro num dos seus filmes: “Vai e dá-lhes trabalho”!


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SAUDADINHAS DA SONIA, BABY?


Estava com saudadinhas da Sonia, baby? Ponto, não chora. O menino dá fotozinhas da Sonia à minha ursinha kida, tá bem?
O namoradinho góta muito da sua kidinha, não góta?
Góta, góta. Góta mêmo munto, munto, munto, assim...munto gande, munto gande...




(Todas as cartas de amor são ridículas)





Dick Hard --- Podias ter um texto melhor para isto.






Luís Graça --- Já estou todo estoirado e não me lembro que fotos são estas. Mas o pessoal também só quer ver os bonecos. A começar por um gajo que eu cá sei. O nome dele começa por A, depois tem um L, a seguir é um V, depois é mais um A, ainda dá tempo para ter um R e acaba com um O.





Mas não posso dizer quem é.



(E não disse. Falta o acento no primeiro A, não falta?)


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UM FILHO NOS BRAÇOS



Este é o braço esquerdo da nossa amiga da loja “Tatoo Sun”, presença habitual no Salão. Este ano não veio o nosso amigo Tiago, companheiro das lides de BD.
E o menino que está no braço dela é o filho. Um espectáculo de tatuagem. Horas que demorou a fazer? Umas quinze.
A “Tatoo Sun” tem sempre trabalho no Salão e as coisas correm bem. E olhem que há malta de todas as idades a fazer tatuagens.
Uma vez eu levei um tatu para fazer uma tatuagem, mas não deu. Os tatus quando não querem uma coisa, agem.
São animais duros.


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Cibernautas

Domingo, Junho 24, 2007

AS MULHERES FATAIS TÊM LÁBIOS QUE NÃO FAZEM REFÉNS

De joelhos no soalho
Onde um escaravelho
Se passeava
Ao sabor da indolência

A mulher abocanhava
Com uma competência doce
E feita de meiguices
O falo hirto do senhor João

Cabeça vem, cabeça vai
Num carrossel de lábios
Língua, gemidos, prazeres
E duas gotas de suor

Quando o senhor João explodiu
Em jactos de malte e açúcares
Bem nas goelas da mulher
Surpresa e estupendamente indefesa

A sua cabeça bateu com estrondo
Na parede onde estava o quadro do menino a chorar
E a sua nuca estoirou como um ovo podre
E o sangue pingou sobre o escaravelho que ia a passar

Há broches assim

Mas são raros


Dick Hard




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UMA QUESTÃO EDUCATIVA

Tive uma educação católica
e uma escola primária
recheada de problemas
com torneiras e comboios

Podia ter dado em paneleiro
padre ou piloto da TAP
tocou-me na rifa ser poeta
e gostar de banda desenhada

Entre levar na bilha
ou descer as Cataratas do Niagara
num barril de Porto Calém
prefiro umas férias no Gerês

E se jogo a manilha a seguir ao ás
Ninguém me pára
numa taberna de Santiago do Cacém
onde fodo o ordenado todo do mês

Dick Hard



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FABRICANTES DE CRIANÇAS

Tenho dois fabricantes de crianças
por baixo do caralho
que se saiba não sou pai de nenhuma
só por lhes dar c’o malho

Fodo as gajas todas, numa de boa fé
no Intendente, no Restelo, nas Avenidas Novas
e nunca soube de cenas de desovas
nem de putas a baptizar os meus filhos na Sé

Por isso fodo, por isso vivo, só p’ra foder
para não deixar os meus fabricantes de crianças
ganhar cabelos brancos e entristecer

Dick Hard



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NOITE DE CHUVA

Era uma noite de chuva
e nas noites de chuva
tudo se perdoa

Talvez tenha sido do whisky
ou da azia
por causa dos pimentos

Foi por distracção
nunca
por maldade

Perdoa-me, amor
se te enrabei na alma
sem vaselina

Dick Hard


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BOLAS PRÒ SARDÃO!


Este chaval hispânico é mais baixo que eu, mas tem um sardão que senhores ouvintes ó faxavor!
Podem vê-lo aqui em belíssima actuação no palco IFG.


E depois com a Chloe de Laure às costas, para que ela pudesse ver melhor um espectáculo.
Parecia um concerto rock!

Dizia alguém: “Parece a tromba de um elefante”.

Bem, não é preciso exagerar. Eu andei em cima de um elefante. Mas o elefante apaixonou-se por uma hipopótama e não deu em nada.
Armei-me em urso e apalpei o cu a uma girafa. Mas tive mais olhos que barriga. Devia ter pedido só uma caneca, uma imperial ou um príncipe.

(No norte é um príncipe. E ainda há a lambreta)




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OLHA QUE TRÊS!


O Trio “Admirem-nos”. Luís Graça, João Alves da Costa e Gimba.
Podia dizer muita coisa, mas o melhor é nem dizer nada. O passado dos artistas fala por si.

(Há esperança de redenção? Onde é que é o guichet das indulgências?)



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VIVA O BENELUX!


Este é o stand da Insinuate Benelux. Cá estou eu com o meu amigo belga que foi um dos recordistas de venda de vibradores no primeiro Salão. O ano passado faltou. Este ano cá está ele. Com a nova vedeta: Bullet Vibe Water Proof. Havia uma tininha com água, para a malta ver aquilo a estrebuchar. Fiquei com aquilo na palma da minha mão, tipo tico-tico no fungagá da bicharada.




Ele também tinha uma chibatinha com vibração que é um miminho. E eu: “Olha, nunca tinha visto nada disto. Há quanto tempo é que existe?”

“Para aí há um ano”.

Somos mesmo atrasados, porra. Peço desculpa pela minha ignorância aos leitores.



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SONIA BABY, DE CORTAR À LÂMINA






A Sonia é uma querida. Tanto é a “mulher de vermelho” (que não a Kelly Le Brock que foi casada com o Steven Seagal da porrada) que dá autógrafos aos fãs, como uma dama de negro que tira lâminas de dentro...de dentro...de dentro...bem, preciso de dizer algo mais?..



Dick Hard --- De dentro da cona, ó palhaço, deixa-te de pruridos. Pensas que tens um blogue decente, ó idiota?


Luís Graça --- Cala-te, cornudo. Estou a dar o litro. Ainda não dormi e são 7 e 52 da manhã. Já vou na quarta Coca-Cola e só me aguento porque estou a ouvir o Count Basie quase no máximo, com uma Big Band.


Dick Hard --- Não me digas que é “Count Basie and the Kansas City 7”?

Luís Graça--- Conheces?



Dick Hard --- Ó pá, no Inferno a malta ouve imenso Count Basie…mas olha que 7 não é propriamente Big Band...


Luís Graça --- Não é o tanas! Uma banda com Count Basie, Thad Jones, Frank Wess, Frank Foster, Eric Dixon, Eddie Jones e Sonny Payne é sempre uma ganda banda! Por acaso estive numa festa da “Dominium” em que se ouvia David Bowie...




Dick Hard --- Gostaste?


Luís Graça --- Da festa ou do Bowie?


Dick Hard --- Das duas coisas.



Luís Graça --- Olha, a rapaziada da S&M serve bem os vodkas, bebi dois Stoli que nem ginjas.


Dick Hard --- Mas tu bebes Stoli com ginjas?




Luís Graça --- Não estás a perceber.


Dick Hard --- Bateste em alguém ou levaste nos cornos?


Luís Graça --- Não, aquele pessoal estava numa de ternura. Levei uma bengala de pau preto e acabei por vir para a rua sem bater em ninguém. O motorista do táxi que levou o Álvaro a casa é que ficou um bocado desconfiado por ver um gajo com um pau na mão a bater-lhe no vidro, às 4 e tal da matina, na Praça do Saldanha.




Dick Hard --- Porque é que não levaste o teu bastão de beisebol com o cromo do Wayne Gretezsky?

(N.A. --- O WAYNE GRETZSKY FOI O MAIOR JOGADOR DE HÓQUEI NO GELO DE TODOS OS TEMPOS, SEUS IGNORANTES)




Sonia Baby --- Desculpem. Eu não queria incomodar. Mas estou a tirar lâminas da cona e a música do Count Basie está a desconcentrar-me...afinal, este post é sobre mim ou não?



Luís Graça --- Ela é que é a Sonia Baby?

Dick Hard --- É.

Luís Graça --- Bem, é muito gira. Gramava sair de dentro dela a declamar uns poemas do “Erecções”...

Sonia Baby --- É questão de nós combinarmos. Que champô é que usas?

Luís Graça --- Secpel, Curbicia, Of a Man...

Sonia Baby --- Isso faz-me um bocado de mal à vulva...

Luís Graça --- Então e as lâminas, fazem bem?

Sonia Baby --- Eu sou uma profissional. Não estejas sempre no corte.

Luís Graça --- Não estou nada no corte. Até estava arrepiado a ver as lâminas a sair. E até topei que tinhas o collant da perna esquerda rasgado. Não sei se era das lâminas. Tiraste para aí umas 15. Mas depois, quando mandaste a água do Luso para a assistência, eu mergulhei e safei-me ao banho.

Sonia Baby --- Mas ontem salpiquei-te, que eu sei...

Luís Graça --- Eu deixei. Foi uma espécie de baptismo de fogo.

Sonia Baby --- Pois foi. Mas pena foi eu não ter conseguido acender o rastilho da bombinha de Carnaval...

Luís Graça --- Eu até pensei que era fita, para manter o suspense...

Alfred Hitchcock --- Chamaram?

Dick Hard --- Não. Vai para a casota, que isto é um blogue sério. Vai preparar-me uns passaritos assados e traz-me uma imperial.

Luigi Grazianni --- Mas este post não acaba? Nem descreve o espectáculo da Sonia Baby como deve ser?

Luís Graça --- Ó pá, aquilo é indescritível...

(Foi na tarde de 23 de Junho de 2006. Sonia Baby tirou umas duas dezenas de lâminas de barbear de dentro dela. É d’homem)

Um anjo negro de cabeleira preta à Valentina, de Guido Crepax. Música: “I want to break free”, dos Queen, para começar. Soutien preto e prata. Purpurina nos seios. Tatuagem elaborada na perna esquerda, multicolorida. “You get to the world” (lá, lá, lárilá, cantarola em playback, que lábios, meu Deus…).
No zona dos fotógrafos, Dúnia Montengero sorri-me e bebe uma caipirinha ou caipirosca. Bem, era vermelho, a condizer com o vestido.
A música passa a rock pesado. Sonia abana os seios a ritmo. Fabuloso. E depois, lâmina a lâmina, mostra a razão de ser uma magnífica acrobata vaginal.
Riffs de guitarra. A tira de lâminas volteia por cima dela. Uma fica presa nas asas do anjo negro. Desenvencilha-se. Vem uma pequena vela para as suas mãos. Max Cortes (de serviço ao vídeo, como no ano passado), tenta acender a vela. Problemas. Depois a vela acende-se, mas a bombinha dentro da queridíssima ratinha de Sonia faz “greve de rastilho”.







Fogo, pá, lá se foi o “grande finale”!
Não há fogo, há agua. E toma lá com três jactos bem medidos de quase um litro, disparados à distância de uns 5 metros. Sonia pede palmas, pede contagem descrescente.



1,2,3...água vai!
De frente e à meia-volta.

Na primeira fila, várias personagens de “Fado, Futebol e Farpas, uma aventura psicadélica”, seguiram o espectáculo com todo o interesse.

Josué Morteirinho --- Vou dizer ao Abraão Nowitsky que a quero a jogar no Chelas City.

Felisberto Clorofenil --- É uma belíssima artista. Trabalha muito bem. Lembro-me de a ver a fazer de “Gabriela”, do Jorge Amado, a contracenar com o Armando Bógus, o Sô Nacib.

José Pesqueiro --- Isso era a Sónia Braga. Não era a Sonia Baby.

Felisberto Clorofenil --- Ó Pesqueiro, seja mais discreto, por favor. Trate-me só por baby na intimidade, está bem?

Ruiz Scolari --- Eu não kero sabê disso prà nada. Istou mais priocupado com a minina Romina, ki teve fotozinha de capa no “CM” e istá preocupada com a filha, ki podi discobri.


Felisberto Clorofenil --- Realmente, foi azar. Lembrava lá ao diabo que o “CM” tirasse uma fotografia a uma stripper no Salão Erótico...

Ruiz Scolari --- A minina hoji istava com máscárilha, para não sê riconhicida...


Josué Morteirinho --- Mas eu hoje já a vi vestida de enfermeira e sem mascarilha. Anda para aí a subir aos postes e a anunciar shows lésbicos...

José Pesqueiro --- O que é um show lésbico?


(Foda-se! Mas este post não acaba?)

Acaba. Estou a ouvir o tema 8, “What’cha Talkin”.

José Pesqueiro --- Eu não percebo nada de jazz de 7. Só percebo de futebol de onze.

Dick Hard --- Ah! Ah! Ah! Boa piada, ó Pesqueiro. Anjinho como tu és em questões de táctica, nunca hás-de vir para ao meu Inferno.

José Pesqueiro --- Mas o senhor percebe alguma coisa de entremeada?

Sonia Baby --- Dão-me licença que me retire, que tenho um recorde a bater no último dia do Salão?



Luís Graça --- Ó Sonia, faça favor. Adorava que fosse a mãe dos meus filhos. Imagine que eu lhe metia pela vagina adentro um fato de super-homem. E você, só com contracções --- é capaz disso e muito mais --- paria o filho em supervelocidade. Disparava o puto da janela da Alfredo da Costa na direcção do Hotel Sheraton. O puto saía de braço esticado, para tentar salvar o Mundo, fatinho de Super-Homem e capa vermelha. Uma data de hóspedes, à janela, com caçadeiras de fosso olímpico, tentavam cortar o cordão umbilical. Quem conseguisse ganhava uma semana de férias nas Bahamas.

(Acaba mesmo o post. Tenho de mudar o CD. São 8 e 23. O dia está fosco).







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Sábado, Junho 23, 2007

José na Maria

Poesia de Dick Hard no Show do Unas




"Show do Unas" inteiramente dedicado ao livro de poesia erótica e satírica "De Boas Erecções está o Inferno Cheio" de Dick Hard (Luís Graça).

TLEBS KAMASÚTRICO

A caralhântica fodística
Da brochumância
minetística
da planta enrabadécia

É como uma masturbanística
acolchoadamente escolástica
emboscada na clitorice marota
da orgásmica pachachal

Conjecturar a semântica vulvânica
De modo seminalmente esporrândico
Não tem efeitos secudários vários
Esporrádicamente langonhosamente

Dick Hard

ADVÉRBIOS DE MONTA (AUTOBIOGRAFIA)

Há quem foda bem
tecnicamente
e eu escrevo poemas
obviamente

Há quem as faça vir
animalmente
e eu escolho as palavras
indolentemente

Há quem ranja na cama
ruidosamente
e eu encolho os ombros
calmamente

Há quem foda sempre
consecutivamente
e eu às vezes murcho
naturalmente

Dick Hard

CARIMBAR É PRECISO (FÁBULA BUCÓLICA)

Eu canto a primeira punheta
e o sol dos dias
eu louvo o minete, a trombeta
o foder sem magias

Eu fodo ao luar dum desgosto
a sopeira argentina que não dança o tango
e fodo a suar em Agosto
a puta argelina que curte o fandango

Eu esporro, com limpidez minha
a cara da princesa atrás duma vinha
e chupo nas uvas o gosto tão belo do mosto
e ao final do dia foi um sonho d’Agosto

Setembro há-de vir com ovelhas
no alto da montanha
eu hei-de enrabar dois borregos
enchê-los de nhanha

E Pan mais a flauta do dito
há-de ser bom pastor
Sininho, vem cá dar-me o pito
sem ser por favor

Outono, quando as folhas caem
vem mesmo a calhar
tenho o caralho em tesão
eu quero é ca-rim-bar!

Dick Hard

Sexta-feira, Junho 22, 2007

É HOJE! É HOJE!


É como na anedota.
É hoje! É hoje!
Vou dar autógrafos no stand da “Dominium”.Entre as 22 horas e as 24 horas. Com uma pequena “manhosice”. Pelas 22 horas há um espectáculo da Sonia Baby. Vou lá picar o ponto (ao stand, não à Sonia, isso queria eu! Mas também é verdade que ela era capaz de me fazer desaparecer num sítio que eu cá sei...) e sou homem para fugir por dez minutos. Compenso no final. Se fôr preciso, fico até à uma da madrugada.



Ou ponho um amigo de prevenção, para me chamar quando a Sonia começar. Ou a malta da “Dominium” pode avisar os leitores para irem ter comigo à Praça Sonia.

-- O Luís foi só espreitar o espectáculo da Sonia Baby, que ele gosta muito de crianças.


De qualquer forma, a Sonia já tem o meu livro, com uma dedicatória muito ternuranta. A miúda não é só uma artista, é também muito simpática. Tem uma fotogenia do escamarquilhão.

A Dúnia Montengero e a Claudia Claire também já foram obsequiadas. Elas merecem. Andavam às compras e descobri-as a dar uma espreitadela no belo espaço da Casa D’Eros (onde o meu livro também está à venda). Fui buscar dois livritos e toma lá que não é tarde nem é cedo. O pior é que já havia mais três meninas que também queriam. Eu sou generoso ao ponto de dar as minhas “Erecções” a todas, mas por mais que se queira há um limite.

Posso mesmo dizer que as minhas “Erecções” já me deixaram marcas. No ombro direito. E não foi por andar a levar chibatadas no Club Bizarre. Pois não. Foi de carregar o saco às costas com seis pacotes de livros. Isto de ser escritor/editor é um bocado uma coisa de “levar o pacote”. Às costas. E deixa marcas.










O livro também já está à venda na Koisas D’Adultos. Mas esses já o conhecem de ginjeira. Disse-me o Nuno Cardoso, o gerente: “Já vou a mais de meio. Tenho-me fartado de rir”. Ora bem. Quem disse que rir é o melhor remédio?

Mas nem só de riso vive o livro. O Fernando Alvim entrevistou-me para a Antena 3 e deu-lhe para me pedir para declamar um poema bem comportado. Eu bem tentei “virar o bico ao prego” (um prego no meio de um ‘bico’ só se fôr no Club Bizarre), mas não consegui. E lá declamei o muito lírico “Um beijo na corrente”. Belo poema, não desfazendo. Como dizia o grande Júlio César (o actor/guionista/residente do Casino Estoril, não o imperador): “Gaba-te!”.

O Alvim curtiu à brava o Salão Erótico. Por ele, podia andar por lá 365 dias. Digo eu. Como isso não é possível, vai-se entretendo com a revista dele, a “365”.
Uma vez eu estava a dar autógrafos no King Triplex, na Assírio e Alvim, em Dezembro de 2004, e chegou lá o Alvim com a “365”. Eu dei-lhe umas “Erecções” pequeninas (o livro da Polvo, antepassado destas “Erecções” king size) e ele deu-me uma “365”.
Ontem dei-lhe umas “Erecções” king size, que ele ainda fez o favor de levar um livro para o Unas. Quanto mais não seja, por uma questão de educação. O Unas já declamou cinco poemas no “Show do Unas” e ainda não tinha o livro.

Se calhar era uma ideia eu passar a escrever outro post...








































Um directo da Antena 3 com Fernando Alvim a entrevistar Dick Hard. O Luís Graça já tinha sido entrevistado no Prova Oral, a propósito do seu livro “Fado, Futebol e Farpas – Uma Aventura Psicadélica”.


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Chanel
















































Chanel usou o perfume do seu charme num americanizado espectáculo. Americanizado?!? Bem, pelo menos tinha uma bandeira americana e um chapéu à cowboy.

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SONIA BABY, PARTE II

Podia ser conhecida como “O túnel catalão”. De lá sai tudo. Lá entra tudo. Praticamente. Eu confesso que não fiz nenhuma visita guiada. Ou, como chamava um camarada da poesia ao cunnilingus, “piedosa romagem ao lugar onde nascemos”.

Mas a miúda é um espectáculo. Já tinha dito isto, não tinha?

(São 7 e 9 da manhã. Estou a ouvir Ennio Morricone, música de westers).


Disse-me a Sonia que tinha preparados para este SIEL oito ou nove espectáculos diferentes. Eh! lá, não haverá nisso nenhum exagero?

Népias. Parece que não. Só dois vi eu ontem. A Sonia dá espectáculos às cinco da tarde (a las cinco de la tarde...leiam o Lorca, que também é giro, embora não tivesse jeito para tirar coisas do rabo. Podia dizer algo mais, mas fico-me por aqui) e às 10 da noite. Ó Sonia, mas no Domingo o Salão fecha às dez...

“Então é mais cedo no Domingo”. Bem visto.

Apanhei a Sonia a meio do primeiro número (duram dez minutos, mais ou menos. Mas que dez minutos!). Estava ela a exibir-se em plano superlativo no Palco IFG ao som de Ricky Martin, Monica Naranjo e Madonna. Os três à molhada. O refrão era “Enamorada, enamorada, enamorada...”.

A Sonia de vermelho e preto. Cheia de salero. Ai, Deus, i u é o meu amor? Ai madre que moiro, que moiro de amor, ai flores, ai flores de verde pinho. Estás a curtir, ó Dinis dos pinhais?

Só que as flores não eram de verde pinho. Eram de um plástico especial. E lá iam saindo de dentro do já famoso (mas verdadeiramente querido e esteticamente brilhante) “túnel rambloso”. Umas 30 flores. Contadas a olhómetro. Mas a um metro da menina. Tem de ser. Eu sou um profissional. Não deixo para amanhã o que posso ver hoje em grande plano.


“Posso usar vários conjuntos de flores. Encomendo dos Estados Unidos, em Barcelona. Vêm parar à loja de uma amiga minha, por especial favor”.

Então e as flores entram nesse lindo jardim com algum lubrificante, imagino?

“Sim, claro. Mas olha que já me cortei”.

Pardon, Miss Baby...com flores de plástico?!?

“Não. É que têm umas pecinhas metálicas, para ficarem umas atadas às outras”.

Bem, até estou arrepiado. Imagino que seja difícil de cicatrizar...

“Uso um cicatrizante verde, que compro lá em Barcelona. E tenho mais uma série de cuidados”.

Bolas. Isto é assim a modos que José Lito e os seus irmãos no Poço da Morte. Arriscam a vida para salvar a mesma (esta era do Nuno Couceiro, nas noites de copos no “Hexágono”. O Nuno Couceiro é o irmão mais velho do Pedro Couceiro, o piloto português que cantava “Eu já namoro” com 14 anos. Já agora, os meus parabéns ao Pedro Lamy, pelo segundo lugar de Le Mans).
Ó simpático, vai um tirinho?

À noite, pelas 22 e 5, Sonia apareceu com um body branco maravilhoso e uma cartola branca (a Monica Vera apareceu com uma cartola preta).

Olha, está a dar a música da ‘Bonanza’ aqui no leitor de CD. Com uma espécie de berimbau. Trompetes e coisa e tal. São 7 e 27. Também há violinos e harmónicas. Apetece-me montar. Já acabou a música. Esta agora é “The man from the lost valley”).


E depois a Sonia armou-se em Luís de Matos e pôs-se a fazer truques de magia à maneira. A chavala sabe da poda. EU DISSE DA PODA! (Por acaso comprei dois filmes porno dela, que até hoje nunca vi nenhum, mas com isto do blog ainda nem os espreitei. Vou buscar ao saco, só para dizer os nomes --- “O mito do sexo”, de Narcis Bosch, e “Obessão pelo traseiro da minha mulher”, do mesmo gajo. Bosch é bom, já dizia o poeta O’Neill).

Eu estava a um metro e só via desaparecer o lencinho roxo. Cadê o lencinho, mamãe? Onde a moça esconde o lenço, papai?

Ó guri, não faça perguntas complicadas. Olhe lá para a dócil caverna da Sonia e repare na multiplicidade de lencinhos multicolores que saem lá de dentro.

(Isto já o Alpoim e o Colaço tinham visto uma vez em Madrid, há um porradão de anos, mas com a Sonia é mais bonito. Olha, agora está a tocar o tema de “Era uma vez no Oeste”. A Claudia Cardinale também era uma mulher fantástica).

Delirei. Sou mesmo cliente da Sonia. E ela também retira pérolas, manda jactos de água e este ano vai ter uma coisa que até cospe fogo.

Dentro de ti?

“Não, pá. Quando sai faz fricção e aquilo fica aceso só um bocadinho. Depois vais ver”.Espero que sim. Fico mais descansado.

E diz a Sonia que o recorde da corrente de pérolas ainda vai ser aumentado para muito mais.

“Pois é. Posso fazer espectáculos com quatro voluntários, para segurar as pérolas na boca. Até posso fazer com seis. Neste palco não devo passar dos quatro”.


Depois do SIEL vais para onde?


“Montes de sítios. Madrid, Toledo, Granada, Sevilha, Buenos Aires, Barcelona, Bilbau, México, Japão...”



Vê lá se um japonês não entra lá para dentro de ti, com a mania que eles têm de fotografar tudo...os gajos são canininhos e até cabem, bem arrumadinhos. Até dava para bater o recorde dos 27 marmelos num Mini, no programa do Júlio Isidro. Era do Isidro, não era? Bem, são 7 e 43 e a carola já não está ao máximo...olha, agora a música perdeu um bocado do “Morricone Touch” e parece James Last, música de elevador, para constituir família. Será uma gralha no CD?
Bem, vamos ficar por aqui. Não se esqueçam que a Sonia ganhou o prémio Ninfa de Ouro, reputado galardão da indústria porno. Melhor actriz espanhola. “Chapeau”.

Atrás da Sonia, o cartaz do filme “Hot Rats 2”. Tenho o primeiro. Quis comprar o 2, que tem a Sonia Baby. E a Tiffany Hopkins (vão a Julho 2006, aos arquivos e leiam ‘A jóia e o coveiro’). Mas não havia. Vai buscar, Tibi.
Sonia Baby, o maior espectáculo do mundo. E quem pensar que é fácil passar a vida a meter e a tirar coisas da pachacha não faz a mínima ideia do que está a falar.





































































































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OS REGOS NO CU

É assim (como agora se diz): Club Bizarre, meio da tarde.
O escravo Frederick, de piercings no pénis (que parece um panamá para a pesca, cheio de anzóis) leva chibatada da Mistress Basia e curte. Leva açoites da Mistress Basia e curte.

João Alves da Costa já tem hoje à venda o seu DVD no Club Bizarre. Ontem andou a lamber botas a dominadoras e cativou a assistência com o seu grande carisma. E eu fui distinguido com um abraço especial para amigos que já têm muitos quilómetros juntos no jornalismo. Dois exemplos: duas Voltas a Portugal e uma classificativa de Montejunto, no Rally de Portugal. O João é o maior. Pelas 18 horas, já sabem: todos ao Club Bizarre. Sábado e domingo o mesmo horário.

Depois a Mistress Basia chama um espontâneo, mete-o com o pandeiro a jeito, baixa-lhe as calças e “com licença, aqui me sirvo”. Vi perfeitamente os regos no cu do voluntário, que passou o dia e a noite a saltar de palco para palco e a receber T-shirts. Tanto levou chibatada da Mistress Basia e da amiga Raposinha (é mais querido chamar assim à Foxxy) como foi à rata à Dúnia Montenegro (com um dildo grandalhão, de cor rosa).

















E falo da Raposinha de boné de cabedal preto à marota porque lá mais para o solstício de Verão a Mistress Basia chamou ao palco a Mistress Foxxy. O escravo Frederick e o espontâneo levaram mais, só por causa das tosses (quando era puto tomava Broncodiazina e Benzodiacol. Mas Benilin também era castiço. E picava na garganta).

Antes disto já o João Alves da Costa tinha arengado aos espectadores, já tinha lambido umas belas botas vermelhas, já tinha experimentado uma mordaça.
“Aqui em Portugal não há dominadoras como estas”.
Futebol ainda discuto contigo, ó João. Desde que sejas tu a levar, por mim tudo bem. Ó Aurélio, anda um pai a criar um filho para isto...

(Acabei o post e escuto um instrumental de Burt Bacharah. Em órgão...São 8 e 10 da manhã. O dia está bonito)






























































































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GUSTAVO LIMA, ESTAS MIÚDAS PERCEBEM DE VELA

Carta aberta ao emérito velejador Gustavo Lima:
(com conhecimento de João Frazão, ex-campeão português de 420, de Maria Sales, ex-campeã brasileira de Laser, e das enfermeiras Maria Helena, Isabel Alexandra, Isabel Maria, Isabelinha e todas as outras enfermeiras que percebam de velas)




Antes de mais, permita-me que o felicite pelos brilhantes resultados com que tem glorificado o desporto português e elevado bem alto as escaladas de João Garcia. Oiça (como diria Paulo Portas), deixe que lhe formule os mais ardentes votos de um campeonato extraordinário ao serviço das lusas cores, deste vez em águas nacionais.

E veja em que águas velejou um belo espectáculo que decorreu ontem no palco IFG, protagonizado por Melissa Black e Chloe de Laure.

Foi de arrebimba o dildo! Dentro e fora, dentro e fora. Sorrisos, apalpanços, o delírio da multidão, o calor dos estádios, o sentirmos que qualquer coisa nos prende ao nosso país. É muito mais que Deus, Pátria e Família. É muito mais que Oliveira Salazar, que Alberto Salazar ou Eliseo Salazar. Muito mais que política, maratona ou Fórmula Um.


(Bem, lembram-se quando o Piquet deu um grande estalo no capacete do Salazar, depois de um despiste? Acho que foi o Salazar...já lá vão uns anitos. Pelo menos bateu no Salazar e não foi preso pela PIDE)

Dick Hard --- Já viste as horas?
Luís Graça --- 8 e 55 da manhã. E o dia já está fosco outra vez.
Dick Hard --- Não dormes?
Luís Graça --- Eu queria, mas estão a martelar aqui ao lado...
Dick Hard --- Toma uma “bomba”...
Luís Graça --- Já tomei...
Dick Hard --- E ainda assim não dormes?..
Luís Graça --- Eh! pá, isto não é assim...

















































































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UM PORTENTO DE CARIOCA

A Dúnia Montenegro é um portento de carioca, radicada em Espanha há muito tempo. Mas isso já nós sabíamos. Ela, como nós, é totalista no SIEL. Em actividades ligeiramente diferentes. Mas cada um de nós, à sua maneira, a dar o cabedal.


Dúnia Montenegro controla a situação. Uma diabinha prima de Dick Hard.

Ela mais despida de preconceitos, eu mais numa de chegar a casa de todos os queridos leitores que não podem vir ao Salão. Serviço público, portanto.
E se eu tenho corninhos de diabinho (sou eu e o Brasinha da BD, Hot Stuff, the little devil, no original), a Dúnia ontem andou de corninhos ao léu. Homenagem ao Dick Hard? Pouco provável. Mas soube-me muito bem ver que os corninhos ficam sempre óptimos a quem tem estilo.
Ah! sua diabinha carioca, sua “deep throater” de dildos rosa, sua provocadora de sorriso infernal, sua mulher que faz um homem gostar de viver...

É mais uma imperial, se faz favor, sôr Zé...e se puder trazer uns tremoços...obrigado...

(Dick Hard --- Este remate de post tem alguma lógica?
Luís Graça --- Sei lá...)
















































































“ESTOU A GOSTAR DO SALÃO, SÓ É PENA O RUÍDO”

Pierre Woodman até já tinha filmado em Portugal. Há um ror de anos. Uma cena com um pescador português na Nazaré. Deu até uma reportagem na televisão portuguesa. Entrevistavam a irmã do pescador (por acaso não ficou muito feliz com a ideia) e tudo.

A menina que entrava nas águas com o pescador (mas em cima de um barco) chamava-se Jade, era francesa e estava em início de carreira. Não sei mesmo se não era a estreia dela.

"XCalibur" em fundo, Pierre Woodman bem lá atrás, com as suas meninas à frente


Havia um pescador mais velho que remava e estava de costas para o truca-truca. Mas via-se que a situação lhe estava a custar. Também vi um filme com a americana Celeste e Steven St.Croix em que a Celeste ia em cima de uma carroça a sugar no vigoroso do Steven. No México. E o condutor da carroça, um habitante local, também estava a modos que perturbado.

E topava-se na cena que a Celeste estava perdida de riso com o sofrimento do homem.

Bem. Adiante. Que já nasceu o dia e ainda há muito post para escrever. (São 6 e 32 da madrugada).

Estava eu a começar a peça com o Pierre Woodman. Não me vou perder em grandes dados sobre ele. Vão ao Google que não faltam links.
















Mas posso dizer, porque ele resumiu a situação, que começou a trabalhar com 16 anos, foi barman, esteve quatro anos na Polícia (em Paris), depois foi militar (chegou a sargento), trabalhou em TV, como fotógrafo de plateau, ao que percebi, daí passou para fotógrafo de moda.

--- E depois passei ao porno, em 1989.

Entre 92 e 99 trabalhou em exclusivo para a Private. Depois tentou a aventura americana, com a Hustler de Larry Flynt.

--- Mas o Larry não promove ninguém. Só o Larry Flynt.

Voltou à Private para dirigir “Sex City”, em 2005. Em 2006 fundou a própria companhia, por isso agora está por conta própria.

--- A Private faz uma promoção muito boa e valoriza a imagem. Mas eu tive uma divergência pessoal com o patrão e foi por isso que deixei a Private.

E a nova experiência, por conta própria, que tal está a correr?

--- Para já, não me posso queixar.

(Faz figas)

--- As modelos com que trabalho são de trato fácil e muito simpáticas, por isso é bom ser manager delas.

Pierre referia-se a Nessa Devil, Divinity Love e Caylin Curtis. Caylin é a menina que abriu as hostilidades em termos de posts no dia de apresentação do Salão (ver 'UM SORRISO CELESTIAL').

Em cima do palco da companhia de Pierre Woodman também estiveram Black Angely e Kristina Hot.


Mas o trio de “Xcalibur” (uma versão X de “Excalibur”, de John Boorman, recentemente exibido na TV portuguesa) é realmente de uma sensualidade indiscutível. O cartaz grande à entrada do Salão é muito apelativo. Quem olhe para o lado direito depois de passar o torniquete não pode falhá-lo.

O pior é que não há ainda filme para comprar no stand da Hotgold. É só água na boca...

E no que toca ao Salão...

--- Estou a gostar. É um local limpo. Só é pena o nível de ruído, que é muito cansativo. De resto, estou a gostar de tudo. As pessoas são extremamente simpáticas e acolhedoras. Já não gostei foi da apresentação. Disseram-me que a primeira apresentação, no Hotel Altis Park, tinha corrido bem. Mas ontem, no Cinema Paraíso, já não gostei. Aquilo é muito decadente e dá má imagem ao evento. Depois, se existe a língua inglesa para que todos nos entendamos, porque é que só se falou espanhol, praticamente? Eu passei uma data de tempo a ouvir blá-blá-blá e passados uns 15 minutos lá percebi qualquer coisa: Pierre Woodman. Mas não sei o que estavam a dizer de mim.

Também não percebi porque é que fizemos as fotos de promoção no primeiro andar, com um calor infernal e num sítio exíguo, quando se estava melhor no piso de baixo. Eu perdi a paciência e quis foi sair da caloraça.

Depois a conversa desviou-se para as anteriores edições do Salão, das estrelas que vieram e eu disse que uma das minhas favoritas era a húngara Brigitte Bui. E o Pierre:

--- Oh! essa...bem, ela deu nas vistas porque provocou um escândalo ao invadir um campo de futebol sem roupa. Ela até é simpática, pode ser uma pessoa com muitas qualidades, não tenho nada contra ela, mas só é conhecida em Itália. Quem é que a conhece no resto do mundo? E depois, até andou a oferecer o corpo aos milionários árabes. É uma call-girl de luxo.

Parei de escrever. Atenção às palavras. Posso escrever isso mesmo assim?

--- Sim. Toda a gente sabe. Não é segredo nenhum.

No primeiro SIEL, a miúda “partiu-me a cabecinha toda” quando se despiu no Jardim do Tabaco, na festa de apresentação nocturna. Depois comprei os filmes “Life”, “Fashion” e “A solução”. Ainda não sei se há novidades dela este ano.


Estava quase a despedir-me de Pierre, que muito simpaticamente se prontificou para esclarecer qualquer coisa nos restantes dias de Salão. Trocámos de cartões e eu aconselhei o visionamento dos espectáculos de Sonia Baby. Expliquei como funcionava a vulva devoradora de Sonia e Pierre ficou muito curioso. Nunca tinha ouvido falar de Sonia Baby, mas prometeu seguir atentamente os espectáculos.

Pronto. Já entrevistei o Pierre Woodman. São 6 e 58 da madrugada e hoje vai estar mais calor. Estou nu da cintura para cima. Se a Romina entrar agora e me quiser fotografar, peço cinco euros (ver post 'POSSO TIRAR UMA FOTO?')
















































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POSSO TIRAR UMA FOTO?

Aconteceu ontem à noite com a Romina, uma stripper paulista que conheci no Passerelle há uns anos e que fazia um número muito giro com música “country”.


Estava eu na bicha para as águas, no bar do SIEL, entra a Romina em trajes menores. E eu, muito inocentemente, numa infomal:

--- Posso tirar uma foto?
E ela:
--- Pode.
Ela sorri, eu fotografei. E ela:
--- São cinco euros.
Eu:
--- Perdão?!?
Ela:
--- São cinco euros. Eu tinha dito.

Por acaso esta passou-me. Paguei na hora. Comprei uma água e saí do bar.

Cinco euros foi o que paguei por uma foto autografada pelas três meninas que acompanhavam o Yard Dog Road Show (ver post nos arquivos --- “Sai um Hot Dog Road Show”). E a foto saiu nas “Erecções” gigantes. E ainda comprei CD para mim e para as amigas.

Ora bem, a crise toca a todos. Quem me mandou querer tirar uma foto no bar? Mas que ela ganhou cinco euros,em cinco segundos,é uma verdade insofismável (para os que só vêm ao blogue para ver gajas sugiro o Dicionário Torrinha). Está bem que até tem um sorriso bonito, mas Marx teria muito a dizer sobre este tipo de mais-valias.

Mais valia eu ter ficado quieto...
Foi a minha costela jornalística. Uma foto dela no bar é diferente...
Ai, vida...
Esta Romina não é a Romina Power, mas tem “power”...
Mas também não vou ficar a rominar numa coisa destas.

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LUGAR ÀS ARTES

O SIEL também pode ser um espaço dedicado às artes.
Logo à entrada do Salão já estão expostos os 15 trabalhos fotográficos seleccionados.
Optámos por vos dar a conhecer o de Pedro Sousa. Não sabemos se tem uma queda pelo Boavista.

Pedro Ivo Pereira Sousa, com "Red Hot", um dos quinze trabalhos
seleccionados no concurso fotográfico. Amigo de Valentim Loureiro.


Noutro palco, a um strip seguiu-se uma sessão de uma bela mulata, que pinta uma tela previamente desenhada a lápis. E a suavidade não existia apenas no strip.

Como é óbvio, eu nem cheguei a molhar o pincel. Mas ganhei um 1º prémio e 3 menções honrosas no V Salão de Arte Infantil, no Casino Estoril, em 1970.

Bons tempos! Fartei-me de correr com os outros putos por aqueles corredores. Às tantas, esgueirei-me e fui comer uma chavala de seis anos para o WC.Ainda hoje andam à procura do cadáver...
O que é que foi? O Peter Sellers podia entrar num filme chamado “Um cadáver de sobremesa” (Murder by death) e eu não posso?..
Vi no Terminal. Eu e a minha prima Xana chegámos em cima da hora. Todos speedados. A porta aberta mesmo ao nosso lado e nós a batermos no vidro a um metro de distância...também era a primeira vez que íamos ao terminal...

Ao pé da estação do Rossio. Continuo a frequentar aquelas bandas. Para ir à Megasex ou à loja de BD do meu amigo Vilela...
































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Quinta-feira, Junho 21, 2007

SOMÁLIA

Nunca comi
nunca comi uma mulher
nunca comi uma mulher boa
nunca comi a Sharon Stone

Boa

Boa merda
nunca comi
nunca comi uma boa
nunca comi uma boa mulher
nunca comi Madre Teresa de Calcutá

Bóia

Nunca comi uma jibóia
nunca comi
nunca comi uma gaja boa
nunca engajei
uma boa gaja

Haja saúde!


Dick Hard

EM PAÇOS DE FERREIRA, ESPETO DE PAU

Em Paços de Ferreira
todas as festas móveis
são coisa
caseira

Dick Hard

BOCAS

Não gosto que estejas sempre
a mandar-me uma boca
prefiro que me deixes
vir nela

Dick Hard

E= MC

Uma erecção
a preceito
não passa duma relação
cona/efeito

Dick Hard

DESPESA PÚBICA

Suava ele atrás da call-girl; suava eu à frente da pequena
Ele enfiava, convicto da vitória; eu penetrava, ciente da glória
Desafiou-me, impante de tesão; e proferiu, ciclone em vozeirão:
"Ó Zé, o último a vir-se paga a despesa!"

Dick Hard

EQUÍVOCO

Apetecia-me meter-te um dedo no cu
mas porquê dar-te prazer gratuito
se o que eu quero
é causar-te dor?

Dick Hard

TOMBSTONE

Há sempre um primeiro verme para nos bicar
o caixão desceu à terra há pouco tempo
há sempre um verme feioso que é mais atrevido
cheira a verme, sabe a verme, é mesmo verme

Estamos quietos, ledos, calmos, dóceis, indefesos
deitados em silêncio, horizontais, a cal no focinho
tal como gostam os vermes atrevidos e feiosos
que avançam nas trevas para nos bicar

Afagam-nos os lábios, o nariz, as orelhinhas
lambem-nos os dedos, petiscam-nos as unhas
afiam os dentinhos e avançam decididos
p'ra mais um lauto banquete da sua vérmica existência

Pensam que tudo lhes será permitido
até saborear o nosso cérebro que gostava de praia
até mexer no nosso sexo que gostava de seios
até puxar os nossos pelos que cresciam viçosos

Só nos resta a dignidade de ser Homens
só nos resta a solução final
abrir a boca em fogo e vomitar:
"Some-te verme, aqui jaz um poeta!"

Dick Hard

José e Maria

IT’S A SONIA, BABY!

It’s a Sonia, Baby. Pois é. O trocadilho é fácil. Mas não estou em grande forma. Dormi mal, com a aproximação do Salão Erótico. Fiquei com os calores.
Aí está ela, Sonia Baby, a acrobata vaginal que deslumbrou a assistência do SIEL 2006. A mulher que deu um grande banho aos mais desprevenidos fotógrafos da primeira fila. E tudo lhe saiu das entranhas em grande velocidade. Por favor, não façam isto em casa.

É no que dá um gajo chegar cedo e ser o primeiro a sentar-se na plateia.
Fiquei muito bem acompanhado pela Dúnia Montenegro e pela Sonia Baby.


A mulher que bateu o recorde mundial de corrente de pérolas dentro de si (podem ir aos arquivos de Julho de 2006, se não quiserem esperar para ver as fotos fresquinhas deste ano).
A mulher que acabou as suas actuações a tirar da passarinha as bandeirinhas dos países participantes no Mundial.

A mulher que entrou no Cinema Paraíso acompanhada por Dúnia Montenegro e Anastasia Mayo (afinal a Anastácia é com S ou C? Que se lixe! Parece que tem dupla grafia). A mulher que é uma verdadeira mulher mas que também é uma verdadeira menina traquina.
Boa disposição é o que não falta.

Sanduiche de Anastasia Mayo, reverendamente osculada por Dúnia e Sonia

Incentivou Dúnia Montengro a fazer “holas” de homenagem ao director do Salão, Juli Simón, que não sabia se havia de rir ou de a refrear, temendo a continuação do episódio.
Tirou a pastilha elástica da sua boca e esticou-a todinha para dentro da boca de Dúnia. Ó senhores ouvintes, era ver os meus camaradas jornalistas a disparar flashes. Nunca tinha sentido tantos flashes perto de mim. Faz de conta que sou eu o obsequiado. Mãozinha no ar tipo Rainha de Inglaterra.

Vamos ter muita Sonia este ano. Eu prometo. O que puder ser. O ano passado fiquei cativado pela artista. E se quiserem podem comprar a revista “BD Voyeur” número um (stand da Dominium).Tem uma sequência de perto de 30 fotos, que eu fiz o ano passado com o recorde de Sonia Baby.

Roberto Chivas y sus muchachas, por assim dizer.
O espanhol foi um sensacional "speaker" do SIEL 2005 e ainda teve tempo
para gravar uma cena porno que foi motivo de reportagem no extinto "Independente"


E vou ver se consigo oferecer o meu livro de poesia obscena à Sonia e à Dúnia. Elas merecem. Gostaram de ver o Dick Hard de corninhos, no flyer que aproveitei para distribuir. E manifestaram-se agradadas com a minha cobertura do ano passado. Ora ainda bem. Eu gosto de ver as pessoas felizes.


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Maria e José

POEMA CANINO

Ontem vesti um par de boxers
cada um deles me comeu
um tomate
eram vegetarianos

Dick Hard

COMME IL FAUT

Um bom broche
acaba
sempre
num belo sorriso

Dick Hard

ÉTICA

Se vou às putas
nunca me venho
não se deve gozar
com quem trabalha

Dick Hard

BACALHAU A LA PÓLVORA

As tuas partes
cheiravam a pólvora seca
eras senhora e dona
duma explosiva cona

Dick Hard

BICOS-DE-PÉS

Não gosto de me pôr
em bicos-de-pés
prefiro tê-las aos meus pés
a fazerem-me bicos

Dick Hard

VESÚVIO

Tua gruta, Vesúvio
jorra
quando minha língua provoca
a tua lava

Vem à tona, eflúvio
coisa morna
cheiro de foca
que não se lava

Tua cona, Vesúvio
fria, algo eslava
minha língua drakkar
que não se trava

Tua gruta é fria
gélida, cortante
minha língua é ardente
e saltitante

Tua cona, Vesúvio
qu'eu derreto
que lambo e transformo
num cornetto

Tua gruta, Vesúvio
é minha casa
atira-me à cara
sou grutesco

Dick Hard

OH! AS MULHERES BILINGUES

As mulheres bilingues duplicam o prazer
da felação
as poliglotas
provocam-nos múltiplos orgasmos

Dick Hard

O VENDEDOR DE SOUTIENS

Há homens que nascem p'ró trabalho
outros gozam à brava na cama
mas só os vendedores de soutiens
trabalham e vivem da mama

Dick Hard

AURORA

Se a aurora
é a ponta-do-dia
todas as Auroras
me deviam dar ponta

Dick Hard

MÊS DE MAIO

Maio de 68
houve só um
Maios de 69
são quando um homem quiser

Dick Hard

PONY EXPRESS

Se as paixões
não são correspondidas
a culpa pode muito bem
ser dos Correios

Dick Hard

“ERECÇÕES” AO DOMICÍLIO















(A PARTIR DE 17 DE JULHO)

Gostava de ouvir declamar poemas de “De boas erecções está o Inferno cheio” (da autoria de Dick Hard) ao vivo e a cinco metros de si?

Fácil: basta enviar um e-mail para vongrazen@hotmail.com.

Espectáculos de 30 ou 60 minutos, seguidos de sessões de autógrafos e venda de livros.

Leia os poemas aqui em www.gandaordinarice.blogspot.com e ouça Rui Unas a declamá-los no You Tube.

“De boas erecções está o Inferno cheio” já foi declamado no “Cabaret da Coxa” e em “O show do Unas”.

Ideal para despedidas de solteiro, festas de aniversário, festas de empresa, divórcios, matar o tempo antes do FC Porto—Benfica ou do Sporting—Benfica. Por exemplo.

Não despreze o grande valor sentimental da poesia obscena.

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Quarta-feira, Junho 20, 2007

TODA CELESTE NO ‘PARAÍSO’ DO PORNO

Cicciolina aterrou no Cinema Paraíso para a sessão das 15h30m. Não houve desenhos animados, mas havia muita gente animada na plateia. Ou querem que eu lhes faça um desenho? Isso é com o nosso companheiro de blogue, o magnífico contribuidor Álvaro.

Sabe-se como são as pessoas, umas venenosas do caraças. Com Cicciolina precisamente na fronteira entre os cinquenta e os sessenta anos, estavam à espera de uma velha, para poderem dizer:
--- Ó pá, olha como está a mulher! Os tempos dela já passaram.

Mas isto é como no anúncio do Restaurador Olex: 55 anos? Pois olhe, não parece.

Cicciolina no "underground" do Cinema Paraíso: um sorriso de Gioconda?

Cicciolina, toda de azul celeste, com o penteado que a imortalizou, lábios amplamente pintados com tons de rosa/vermelho, mantinha a expressão de rosto que toda a gente conheceu no final dos Anos 80. Era fácil reconhecer a Cicciolina que o mundo inteiro consagrou, abusando um bocadinho e deturpando a expressão associada ao comentador desportivo Alves dos Santos.

E é a própria Cicciolina a reconhecer que os seus tempos de actriz porno já passaram. Di-lo sem nostalgias hipócritas. Vive bem com isso.

“É óbvio que já não posso ser uma porno star. Mas sou feliz assim. Se puder prosseguir com o trabalho que faço actualmente já me sinto muito bem. Estou muito feliz por voltar a Lisboa. O Salão Erótico fica bem entregue a estas belíssima e jovens raparigas, a estes belos homens que aqui estão”











Ela vem passear pelo Salão Erótico, dar autógrafos nos seus dois livros, mostrar-se ao público. Com a simpatia que a caracteriza.

Ao lado de Pierre Woodman, ficou agradada por este a ter recordado dos seus últimos filmes antes da reforma, com Rocco Siffredi. Já Pierre andava a percorrer o trilho do cinema para adultos. E parece que as suas memórias desses tempos são mais nítidas que as de Cicciolina. É natural. Pierre Woodman estava a registar na sua memória um filme com o “Eusébio italiano da pornografia europeia”.

Quanto ao espectáculo musical da porno-diva, parece que se confundiu uma árvore com a floresta, como ela confessou numa entrevista dada ontem ao “Correio da Manhã”:
--- Só venho cantar um tema.

Também não está mal. Pode ser só um tema, mas as variações não hão-de faltar.


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Ilha da Páscoa


OLHA UMA NINFA DO PUARTO, CARAGO!


Chama-se Liz Vahia. Tirem lá o ‘a’ em Liza. O nome saiu bem na reportagem de ontem do “Diário de Notícias”, mas estava gralhado na mesa de honra do Cinema Paraíso. Não é uma pornostar de Salvador da Bahia. Podia ser. Imaginem que o nome de baptismo era Lizadora. Juntando o Liz de Lizadora ao local de nascimento, trocando o B pelo V, obter-se-ia...Liz Vahia!



Liz Vahia é do Porto. Do Puarto, carago. Carago não, carago, como diria o ‘boneco’ de Fernando Gomes no Contra-Informação.


(Dick Hard --- Ouve lá, ó Luís Graça…já jantaste?
Luís Graça --- Não...
Dick Hard --- Não estás com fome?
Luís Graça --- Estou.
Dick Hard --- E cansado?
Luís Graça --- Também.
Dick Hard --- E com calor?
Luís Graça --- Sim, sabes como é, com o computador aberto e as luzes acesas...
Dick Hard --- Então por que caralho é que não acabas de escrever e te deixas de rodriguinhos e piadas estafadas? Sabes que horas são?
Luís Graça --- 22 horas e 1 minuto.
Dick Hard --- E o teu amigo José Eduardo Agualusa não lançava um livro na Casa Fernando Pessoa?
Luís Graça --- Sim, mas eu disse-lhe que não sabia se conseguia ir e ele respondeu que aquilo durava até tarde. Ainda dou lá um pulo...
Dick Hard --- Pareces que és parvo. Quanto mais velho mais estúpido.
Luís Graça --- Bem, vem lá se queres levar nos corninhos...)

Bem, depois deste diálogo um bocado estúpido, prosseguimos para bingo.

Liz Vahia é das “Ninfas Maníacas”. Ela explica tudo sem ser torturada:
“A ‘Ninfas Maníacas’ é uma associação informal de artistas, a maioria de Lisboa. Eu sou do Porto”.
Divulga performances e DJ’s. Isto dito de forma muito simples. O projecto é mais vasto.
Houve um contacto exploratório com a organização do SIEL. Depois, o SIEL convidou formalmente a “Ninfas Maníacas” a ter um stand nesta edição. E assim aconteceu.

Liz Vahia não pouca nas palavras. E está numa onda de fazer filmes pornográficos com qualidade. Porque a temática lhe interessa. A “Ninfas Maníacas” já tem argumentos e técnicos qualificados do “métier” do audiovisual. Faltam os actores. Por isso, haverá um casting no SIEL. Basta as pessoas dirigirem-se ao stand das “Ninfas Maníacas”. Mas não pensem que é para se andarem a foder uns aos outros.

“Queremos fazer um filme pornográfico inteiramente português. Temos uma equipa técnica que trabalha na área do cinema. O nosso casting para actores resume-se ao preenchimento de um questionário e a um teste de imagem. No nosso stand podem ver trabalhos de arte e pornografia”.

Hei-de lá ir. Antes de concluir a sua alocuação ao país, Liz Vahia ainda esclareceu que não andava a dizer mal dos filmes de Sá Leão. Especificou: “O que eu disse foi que fazia coisas muito diferentes”.

Você já foi (falar) à Vahia? Não? Então vá.

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Agora imaginem o Vítor Baía, equipado à FC Porto, na Bahia, a fazer filmes para a Vahia. Já imaginaram? Óptimo. Agora imaginem o Scolari a interromper as filmagens:



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--- Êssi minino não tem di istar áki a filmá para pôrnô pórtuguês.
Sai, ó Baía. Ricádo, si prêpára! Kéro vê cê já com tudo direitinho para entrá em compitição dentro di dois minuto...
Sai, ó Baía! Seu Gilberto, seu Baía continua a filmá...


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É PAU, É PEDRA, É O PIERRE WOODMAN...

É simplesmente um dos maiores realizadores de películas porno de todos os tempos. Consagrou-se ao serviço da Private com filmes como “A Torre” (The Tower, trilogia policial-sexual).
Começou no mundo da moda, mas a sua vida sexual aumentou exponencialmente quandopassou para o mundo da pornografia, embora já não se pudesse queixar do número de “truca-trucas” no mundo da moda.

Se é Pierre, é pedra. Mas nunca se vangloriou como o escritor Victor Hugo, que afirmou ter descoberto apenas depois de ser velho que o seu falo não era um osso.
Se é Woodman, é o homem de madeira. Em vez do Viagra, tem sempre o Cuprinol à mão de semear.

Está em Portugal. Mas não resistiu a dar a sua piadinha:
“Estou muito satisfeito por estar em Espanha. Pensava que tinha vindo para Portugal, mas como toda a gente está a falar espanhol, presumo que ainda estou em Espanha”.


Pierre Woodman e as suas meninas bonitas

Realmente, a língua mais falada no Cinema Paraíso, ao Loreto, onde decorreu ontem a segunda apresentação do SIEL 2007, foi a espanhola. Por um motivo simples. A maioria dos presentes compreendia perfeitamente o espanhol. Na mesa, estavam o director do festival, Juli Simón, que falou em espanhol; Nacho Vidal, o super-craque porno, que fala espanhol e português (vantagens de permanência no Brasil); na assistência, uma série de actrizes espanholas e muitas mais não-espanholas, mas habituadas ao FICEB (o Salão de Barcelona) e a trabalhar no país vizinho.

O porta-voz do Salão, Gimba, ia falando espanhol e português, à vez, sempre em super-speed. E quando falava português, a acrobata vaginal Sonia Baby (grande sucesso do ano passado) protestava logo e pedia a Dúnia Montenegro para lhe traduzir o fluente discurso de Gimba, verdadeiramente deslumbrado com o carisma e potencialidades da sala do Cinema Paraíso.
Ao lado de Gimba, Nacho Vidal, muito bem disposto, ia interrompendo em português com açúcar do Brasil, sempre que podia.

Por fim, Pierre Woodman lá cumpriu o protocolo dos agradecimentos, sem esquecer Cicciolina, sentada à sua direita, por iniciativa de Juli Simón, que cedeu o seu lugar, para permitir um contacto mais fácil entre Ilona Staller e Pierre Woodman:
“É um grande orgulho estar em Portugal, a convite do Salão de Lisboa. E uma honra estar ao lado de Cicciolina, uma das mais fantásticas estrelas porno de sempre. Bravo para ela!”.
O que não faltou na tarde de ontem foi troca de galhardetes. Até dava para montar uma sucursal da “Casa das Bandeiras”, na Barros Queiroz, ao lado da velhinha sede da Federação de Ciclismo.
Finalmente, Pierre apresentou as meninas que o acompanhavam, entre as quais a actual mulher, Sophie Paris.

O (SÁ) LEÃO E O VENTO

Presumo que a longa-metragem “O leão e o vento” (The wind and the lion) não tenha passado no Cine-Camões, o antepassado do Cine Paraíso.
Por acaso, em 1987 eu vi lá um James Bond com o Sean Connery, protagonista de “O leão e o vento”, em que brilhava uma jovem Candice Bergen.

Mas a que propósito é que isto vem? Simples. O realizador Sá Leão chegou atrasado ao Cinema Paraíso e foi um vendaval do caraças. Um autêntico “show” de espontaneidade e comunicação. Sem esquecer a boa educação. Começou logo por pedir desculpa pelo atraso. E depois andou a cumprimentar os seus ídolos em cima do palco. Quem é que se consegue chatear com ele? Ninguém.



Salta para trás da mesa de honra, agarra na mão de Cicciolina, beija-a. Desfia as suas recordações.
“Eia, eu via os filmes da Cicciolina no cinema do ‘piolho’. Eia, eu cresci com a Cicciolina. Foi a minha adolescência”.
E toma lá mais um beijo na mão. Cicciolina, ainda ligeiramente offside em relação ao furacão Sá Leão (ou tornado, ou ciclone, sei lá), baralhada, perguntou inocentemente:
--- Mas afinal qual é a sua actividade?
Lá explicaram a Cicciolina quem era Sá Leão e Raimundo (o responsável directo pela vinda de Cicciolina a Portugal, companheiro de negócios e compatriota da romena Melanie Moore) não resistiu a ‘desaquietar’ Cicciolina com um dado estatístico lançado do meio da plateia, em italiano correcto:
--- Ele tem 37 centímetros!

Cicciolina ouviu e pasmou:
--- Madonna!
Sá Leão continuava a desfazer-se em elogios. Nacho Vidal não foi de modas. Saiu do seu lugar e veio simular que estava a tocar violino por trás de Cicciolina e Sá Leão.




Mas o anti-ciclone da pornografia portuguesa estava apenas a tomar balanço para o seu repto da tarde: um convite à Ministra da Educação.
--- Eu quero fazer um convite...eu quero fazer um convite. E peço-lhes que me levem a sério, que não estou a ser irónico, nem pretendo ser provocador.
Eu pago impostos. Eu faço tudo legal. Convido a nossa Ministra da Cultura a visitar a Feira. A sério, sem ironias e com todo o respeito. Se tiver tempo, pelo meio da sua agenda política, será bem recebida. E eu teria o prazer e a honra de fazer uma visita guiada e ser o cicerone da Ministra.

Já sabe, senhora Ministra, está desafiada por Sá Leão. E como é Ministra da Educação, até lhe ficava bem, pelo menos, agradecer o convite. Por uma questão de educação, não de Educação. E muito menos de Educação Sexual. Nem quero falar de Educação Sexual nas escolas.

Imaginem a Ministra numa sex-shop do Salão Erótico, de vibrador gigante na mão, a perguntar a Sá Leão:
--- Mas há mulheres que metem isto tudo dentro, nos seus filmes?
E Sá Leão, qual Sir Humphrey (que não o Bogart), a aquiescer, reverentemente:
--- Yes, Minister!

UM SORRISO CELESTIAL

Um dia, um dia qualquer, não precisa ser hoje.
Um dia qualquer, cheirem este sorriso.
É óbvio que cheira a chá de camomila e alfazema.
Um dia, um dia qualquer. Sintam este sorriso.
Sabe a veludo, porque um sorriso destes só pode saber a veludo.
Um dia, um dia qualquer, Mestre Marcus Vinicius de Moraes, faça um poema a este sorriso. Eu sei, Mestre, que a beleza é fundamental. Mas será que as feias o desculpam?



Uma noite, uma noite qualquer. Escutem este sorriso. Tem o som da lua quando passa a mão na felpudice ternurenta de um gato persa com cio de carícias.
Uma noite qualquer. Um telhado qualquer. E um morcego de franjinha à Mireille Mathieu e óculos escuros Ray-Ban Wings. Em demanda de uma garganta que tenha um sorriso destes para sorver, como quem dá uma sensual dentadinha num gelado da Olá chamado “Drácula”.

Este sorriso loiro faz parte da guarda pretoriana dos afectos do realizador francês Pierre Woodman.
E Paris será sempre Paris.

Terça-feira, Junho 19, 2007

Cicciolina chateia o Camões

Cicciolina vai estar hoje perto do Largo de Camões, ao Chiado, na segunda apresentação do III Salão Erótico Internacional de Lisboa, que amanhã se inicia no pavilhão 4 da FIL, no Parque das Nações, encerrando no Domingo, pelas 22 horas.
O certame abre as suas portas às 14 horas e termina pela 1 da madrugada, exceptuando o último dia, que encerra às 22 horas, como escrevemos.




Amanhã já teremos uma cobertura desenvolvida da apresentação. Para hoje, contudo, resolvemos fazer um bocadinho de ficção.
Queiram fazer o obséquio de imaginar um diálogo entre o senhor Luiz Vaz e a senhora Cicciolina.
Começa assim:

O dia 20 de Junho amanheceu soalheiro, embora não tanto como seria normal.
Cicciolina, em vésperas de se estrear no SIEL 2007, resolveu passear um bocado pelo Chiado. Como Fernando Pessoa não lhe ligasse pevas e continuasse a trabalhar para o bronze em frente à “Brasileira”, a boa da Ilona Staller resolveu subir um bocadinho e foi meter conversa com o Luiz Vaz.

--- Scuzi, Signor, sabe dizer-me qual o caminho para o Salão Erótico?
--- Sai-me da frente, ó Lianor, que me tiras o sol. Já agora, espanta-me esse pombo, que já me sujou os folhos da camisa.
--- Prego, um bocadinho de educação não lhe fazia mal nenhum...
--- Mas tu não sabes quem eu sou?
--- E tu, sabes quem eu sou?
--- Eu escrevi “Os Lusíadas”!
--- E eu protagonizei “Chocolate com Bananas”!
--- Não conheço. Não vi.
--- Também és zarolho.
--- Zarolhou ou não, já vi que és uma ordinária.
--- Ordinário és tu.

Cicciolina virou as costas e seguiu o seu caminho. Camões ficou a olhar de esguelha para mais uma esquadrilha de pombos. E o dia prosseguiu normalmente.

Do mal o menos

Estava eu muito sossegadinho a ler o PÚBLICO, quando passo os olhos por um artigo de Isabel Gorjão Santos, no suplemento “Mundo Digital”.



Reza assim, a parágrafos tantos: “A McAfee também analisou as pesquisas que podem causar mais problemas e concluiu que é mais perigoso procurar música para descarregar da internet do que pornografia. Perto de 19 por cento dos sites apresentados sobre música têm problemas de segurança, uma percentagem que desce para 9 por cento quando se procura conteúdos pornográficos”.

Bem, já fico mais sossegado.

Realmente, certos tipos de música podem fazer muito mal às pessoas. Muito mais que a pornografia. A pornografia, por exemplo, nunca “fica no ouvido”. Não há perigo de vermos um filme pornográfico e passarmos o dia inteiro a trautear a sua banda sonora.

Não obstante, nos filmes pornográficos há coisas que não entram no ouvido mas passam a vida noutros pontos do corpo humano.

Segunda-feira, Junho 18, 2007

Ciber Sex

Pasion de Buenos Aires

A menina é uma “bomba” argentina loira de 1 metro e 75. Chama-se Elizabeth Maciel e está incluída no naipe de artistas anunciadas para o SIEL 2007.
Curioso como sou, lá fui pesquisar no site dela.



Diz-se “obsessiva, apaixonada, sincera, lutadora, ambiciosa e com sentido de humor”. Como posições sexuais preferidas citou a dupla penetração e a lusitanamente conhecida canzana (que sempre permite trocadilhos como “A.Khan Zana, primo de Gengis Khan, era um huno tártaro-mongólico de particular requinte na forma como torturava os prisioneiros”).

Diz no site que é a porno star número um da Argentina e está nas quatro melhores da América Latina. Nasceu na província de Formosa, no norte da Argentina e aos 18 anos radicou-se em Buenos Aires, como modelo e bailarina. Considera-se a primeira cantora erótica da América Latina e em 2004 editou o seu segundo disco: “Acabando con todo”. Parece que é exclusivamente dedicado à temática sexual e inclui gemidos da menina. A fazer lembrar o “Je t’aime, moi non plus”, com o famoso dueto Serge Gainsbourg/Jane Birkin.

No site podemos ouvir uma série de temas da Elizabeth, que é também a autora das letras. Diga-se de passagem que o som não é grande espingarda. A batida é esgalhada e apenas no sexto tema (Pasion de Buenos Aires) se começa a desenhar a especificidade argentina. Mas é óbvio que não estamos em presença de Astor Piazzola ou Nestor Marconi.

Acho que o panorama visual pode fazer desculpar alguma debilidade musical. Não há nada como espreitar o espectáculo da menina. Depois dos Ena Pá 2000 no primeiro ano, no SIEL 2007 vamos ter a Cicciolina e a Elizabeth Maciel.

E não se aconselha nenhum espectador a incentivá-la com uma palmada nas nádegas. Tem um tigre tatuado numa delas.

Domingo, Junho 17, 2007

Primavera Tempo

As Limitações da Virilidade

Compreender as limitações da própria virilidade é uma prova de virilidade e inteligência. Não há maior demonstração de amor do que ajudar a namorada a comprar um vibrador. Desde que não se torne um vício, claro. Não se trata de assumir a impotência, longe disso. Apenas de compreender que o vibrador é um autêntico coelhinho da Duracell, incapaz de perder a erecção, tratar mal as senhoras ou fugir com a secretária. O vibrador é reconhecidamente o melhor amigo da mulher. Por isso, qualquer homem que seja perspicaz torna-se aliado do vibrador e coloca-se no segundo lugar, que dá ainda acesso à primeira fila da grelha. Não um falso aliado, tipo Shumacher, pronto a abalroar o vibrador ao primeiro ataque de mau génio; mas sim um aliado efectivo e dedicado, admirador das verdadeiras qualidades do vibrador. E muitas são elas: consolo físico e psicológico, resistência, erecção perpétua, durabilidade, tamanho, espessura, design gráfico atraente.



Foi numa tarde de Maio, o céu de chumbo a prometer trovoada de Vulcano, tempo abafado, que me iniciei nas lides de comprador de vibradores.
A minha namorada chamava-se Ilse. Dinamarquesa de Copenhaga, companheira ideal das Carlsberg, garrafas de tara perdida, que se encontravam com a tara de Ilse: enfiá-las na sua grutazinha nórdica e apetitosa. Não achei lá muito ético utilizar garrafas de cerveja para a masturbação. A cerveja tem uma dignidade que se perde no acto. Além do mais, sempre que bebia uma Carlsberg em casa dela era assaltado pela dúvida mais cartesiana do Mundo:onde é que isto já andou ?

Depois de muito remoer ideias e ruminar traumas antigos, sugeri à Ilse uma pequena visita à sex-shop, como quem vai à retrosaria. E pedi de pronto à empregada de balcão, que ganhava o pão a recibos verdes:
--- Ora então, diga-me lá: o que há por aí de vibradores ?



Foi como se S.Pedro tivesse carregado num botão secreto: nos dez minutos seguintes choveram vibradores de todos os tamanhos, feitios, cores, raças, credos e convicções políticas, ecológicas, sociais e desportivas. Em poucas palavras: não faltavam adereços para introduizir o assunto na Ilse.
Decidiu-se por um "Bloody Macho" de 25 centímetros de comprimento por 4 de diâmetro. "Uma obra mestra,porque imita perfeitamente as protuberantes veias de um macho humano. Marcadamente eficaz para descobrir um tesouro de satisfação, regulador de intensidade variável". Há textos muito bonitos. Principalmente no pormenor das protuberantes veias de um macho humano, sem esquecer que o burro macho também revela protuberantes veias de fazer perder a cabeça a qualquer mulher destemida ou protagonista heróica de filmes porno com animais.

Não resisti a assistir a algumas pequenas sessões da Ilse com o seu vibrador de estimação. Experiência curiosa, no mínimo. A conquista das nórdicas pelo afecto fálico do latex supremamente rígido.
Perdi a Ilse num Verão inter-railíco de linhas trocadas, algures para as bandas de Roma. Deve ter cambiado o vibrador pelas itálicas capacidades de um spaghetti qualquer.

Com a Françoise o caso foi diferente. Para já, tinha o mesmo nome da namorada do Michel Vaillant. A Françoise não apresentava a tendência de meter coisas pelo túnel adentro. Quer dizer, também não era exactamente isso. Ou melhor, ela gostava de sexo anal e sentia a falta de qualquer coisa que lhe invadisse o principal túnel do prazer. Antes que procurasse convencer-me em passar o duo para trio, resolvi comprar-lhe um vibrador, ficando eu como fiel depositário do simpático e cooperante artefacto.
A Françoise, apesar de gemer em braille e ter orgasmos em dolby stereo, era uma rapariguinha de trato fácil e vergonha garantida.Andámos que tempos na Baixa Pombalina, a fugir das obras e a "equipá-la" para a visita à "sex-shop". Primeiro foi escolher óculos escuros espelhados, não muito espalhafatosos. Só aí gastámos uma hora. Depois insistiu em comprar um blusão de cabedal preto, gola alta. O quadro completou-se com uma bóina de lã preta, tipo basco. Parecia uma Mata-Hari no Inverno de Moscovo.



Lá fomos nós à cata de vibradores. Eu já tinha feito uma prospecção de mercado e dei-lhe a escolher entre o "Vibrasoft Abdul" ("um dos modelos favoritos da nova geração de vibradores com textura gelatinosa, tão ricos e deliciosos em sensações como a pele de um incansável amante") e o "Gold Lady" , um vibrador com cara de quem vai protagonizar o próximo filme de James Bond, com patrocínio da John Player. Preto e ouro, o "Gold Lady" tem "uma forma anatómica que se complementa com uma
ponta fina altamente sensível. Extrafino, um elemento de delicioso prazer". São 17 centímetros de comprimento por 2,5 de diâmetro.
A Françoise caiu por este e não se pode dizer que tenha escolhido mal. Passámos bons tempos, numa espécie de Trio Odemira luso-francês. Voltou para Paris ao abrigo de um acordo qualquer de cooperação bi-lateral. Adivinhem qual foi o meu presente de despedida. Ainda me lembro da cena triste em Santa Apolónia. Eu a dizer adeus com um lenço imaculadamente branco, ela a afastar-se no "cavalo-de-ferro", a piscar-me o olho e a dar beijinhos no vibrador, cuidadosamente embrulhado num cachecol de padrão escocês.

Com a Pernilla não havia nada a fazer. Queria um vibrador novo todas as semanas. Pagávamos a meias, mas só ela é que os gozava com toda a propriedade. Não sei se é a isto que chamam a ginástica sueca.O seu grande amor foi o "Super Long Finger" , um bicharoco de 22,5 centímetros por 2,5 de diâmetro. Um "gelatinoso negro muito estilizado. Penetra sem esforço nas mais escondidas profundidades. É muito apropriado também para incursões anais". Um dia passou no Rossio e deu três vibradores velhos a um malabarista, que lhes tomou o peso e agradeceu a dádiva, farto das maças ortodoxas.
A Pernilla era deliciosamente sardenta. Tinha uma grande audácia e um pequeno par de seios. Cabelos longos e ideias estapafúrdias. Não sei bem como, alinhei numa série delas, como enfiar-lhe um "Bravíssimo" ("justificadamente, é um clássico da vibração multissexo") em pleno teleférico do Jardim Zoológico, mesmo por cima da jaula dos leões. Eles a rugir lá em baixo, ela a gemer lá em cima, eu a babar-me para cima de um leão imóvel de matriz alentejana. Acho que ela teve um orgasmo por cima das impalas. Má fortuna, escorregou-nos o "Bravíssimo" das mãos por cima da aldeia dos macacos. Ignoro o uso que lhe deram, mas as pilhas não deviam durar muito mais, senão era o fim da macacada.



Um dia desapareceu sem grandes despedidas. Apenas um recado na agenda doméstica da cozinha: "Ciao, baby. Se fores a Gotemburgo, telefona". Escusado será dizer que aquela cabecinha tonta se esqueceu de me dar o número de telefone. Bah! Que se lixe ! Tenho a morada de casa. Posso sempre aparecer-lhe de surpresa com um ramo de rosas numa mão e um "Long Finger" na outra ("é um gentleman. Penetra sabiamente nas profundezas onde reside o maior dos prazeres. Muito apropriado, também, para incursões anais. Suave, flexível, terno").

As minhas melhores memórias vibratórias ocorreram com a Fábia, uma italiana de Riccione, ali a dois passinhos de Rimini. Sabia quase tudo de vibradores. Começara muito cedo na actividade. Limitei-me a aprender o que pude. E não foi pouco. A Fábia dava-se ao trabalho de questionar intensamente os empregados da "sex-shop" antes de comprar. Se o funcionário ou funcionária dava mostras de um mínimo de ignorância, a Fábia começava a ficar vermelha e a tratá-los com maus modos.
"Os vibradores são uma coisa muito séria. Não suporto incompetentes. Porca Madonna!" --- dizia ela, com um ar muito sério.
A Fábia emigrou para a Austrália. Nunca mais a vi. Hoje tenho brincado pouco com vibradores. Sei lá, acho que perdi um bocado da vontade. Eu que até era danado para a brincadeira...

FIM

Sábado, Junho 16, 2007

O “Chef” recomenda Enfermeiras bem quentes

Com a chancela de qualidade Marc Dorcel, a Millenium Editora colocou no mercado há um par de anos o DVD “Enfermeiras Quentes” (Infirmières de Charme).

Contactei com o filme pela primeira vez no cinema Cinebolso, em Dezembro de 2004, quando aí me desloquei “em missão”, para incluir a experiência no meu "Diário Sexual de um Escritor Frustrado".



E não escolhi o filme por acaso. Um naipe de actrizes chamou-me a atenção: Katsumi (deliciosa francesinha de travo oriental, voz doce e enorme vocação para a modalidade), Nomi (francesa que entrevistei durante a primeira edição do SIEL) e Jane Darling (uma checa muito bem disposta, que se divertiu imenso durante o ‘casting’ do primeiro SIEL, gravando tudo com o seu telemóvel).

Mais tarde, em pleno Salão Erótico, não hesitei em comprar o DVD. O argumento é muito simples e básico, com uma voz off a servir de ponte entre as cenas, mas o filme tem no desempenho das actrizes uma enorme mais-valia.

Alain Payet realizou um clássico no que toca a um tema igualmente clássico: a sensualidade das enfermeiras.

Quinta-feira, Junho 14, 2007

O “Chef” recomenda

Hello, I’m Lady Sonia, the masturbatrix!

“Olá, eu sou a Lady Sonia, a masturbadora”. É assim que se apresenta esta quarentona britânica de voz suave e modulada, com um travo subtil de snobismo.

Este site é, sem dúvida, diferente de muitos outros sites pornográficos e a crítica da especialidade é unânime em reconhecê-lo. Mérito de Lady Sonia. Antes de mais, é um prazer ouvir a senhora a falar. O inglês é digno de séries como “Brideshead Revisited” ou “A jóia da coroa”.



E se a expressão oral já se recomenda, a expressão escrita não lhe fica atrás. No seu blogue, Lady Sonia exercita as capacidades de escrita e não se porta nada mal.

É difícil saber onde começa a verdadeira personalidade da criadora do blogue e onde acaba a “persona” de Lady Sonia. No início do site, a ideia era potenciar o fetichismo e a dominação, aproveitando o conceito de uma “Domina” (dominadora) austera, forte e independente, que coloca homens (e por vezes mulheres) “no seu devido lugar”. O exercício do Sado-Masoquismo era feito com nítidos cuidados de produção, aproveitando o “british countryside”.

Lady Sonia não se esquece de “embrulhar” o sexo numa “patine” de produção cuidada. Através de relatos bem construídos, Lady Sonia dá largas às fantasias masculinas e femininas, embora seja nítido que o site se terá iniciado a pensar numa audiência masculina.

Com o evoluir do site, a produção tornou-se cada vez mais refinada e o sexo com Lady Sonia foi sempre “galgando terreno”. Durante muito tempo, a humilhação e a masturbação eram os pratos fortes. Muito “teasing” (provocação). Posteriormente, Lady Sonia deu largas às suas enormes qualidades de “felatrix” (vivam os seus lábios de seda!), para finalmente proporcionar aos seus tifosi a penetração, destacando-se os garanhões que representam o papel de “stable hands” (ou seja, responsáveis das cavalariças).

E se no início era sempre patente o “mau feitio” e a arrogância da “Dominatrix”, com o decorrer do tempo Lady Sonia tornou-se mais simpática, deixando cair a capa de “british bitch”, que se supunha mera criação da senhora.

Uma coisa é certa: Lady Sonia foi desde muito nova uma rebelde (que usou piercings), de vida sexual libertária. Com o advento das novas tecnologias, criou um site que é um miminho. Não há qualquer tipo de dúvida de que é uma mulher que desfruta do sexo. Inteligente, sofisticada, aposta tudo numa encenação rigorosa e num enorme cuidado com o guarda-roupa.

O rosto é imensamente expressivo, independentemente das mudanças no corte de cabelo ou no vestuário. Tudo se joga entre a expressão do olhar, o tom de voz e a sofisticação dos seus lábios. E uma elegância natural nos movimentos do corpo.

Resumindo: Lady Sonia podia muito bem ser a “Lady Style”.

Quarta-feira, Junho 13, 2007

Firmeza e sofisticação na Casa D' Eros

Cumpre honrar a coerência de uma loja chamada Casa D’Eros que se instala numa via denominada Rua da Firmeza. Podemos apodá-la de “sex-shop” ou de “boutique erótica”, o certo é que não falta firmeza.


Em pleno centro do Porto, relativamente perto do Bolhão, a Casa D’Eros distingue-se pelo seu ambiente calmo e acolhedor. É rigoroso falar de um local com algum intimismo.

Não é um estabelecimento de dimensões muito grandes (como acontece um pouco por todo esse Portugal), é antes um espaço “confeccionado” com bom gosto e sofisticação.

A lingerie e os acessórios convivem pacificamente com um “abat-jour” de lindíssimo recorte ou a banda desenhada de pendor erótico, onde não faltam os grandes mestres.



Jorge Gil e Maria da Luz são ambos sócios-gerentes de uma casa que cumprirá cinco anos de existência em Novembro.

Maria da Luz é a “alma e inspiração” do estabelecimento, nas palavras de Jorge Gil, que nos recebeu e fez o balanço destes anos de actividade:

“Tem havido um crescimento contínuo, reconhecendo os clientes que prestamos um serviço de qualidade. Pouco tempo depois do início da loja sobreveio a crise --- o tempo da tanga --- e depois as coisas melhoraram um pouco. No último ano nota-se mais a falta de liquidez para o que não é absolutamente essencial na vida das pessoas”.

Para Jorge Gil, a mais-valia da loja é a “definição do seu conceito. Aí, a Casa D’Eros continua a ser única”. O atendimento é ponto de honra fundamental, mas a representação exclusiva de certos produtos também é importante.

“Temos as raízes bem implantadas, falta um ambiente propício a um crescimento mais rápido e mais notório”.


Quanto à clientela, em termos muito genéricos podemos defini-la como pessoas entre os 30 e os 60 anos, das classes A,B e C.
Há uma clientela específica para as festas de despedida de solteiro e de fim-de-ano, que consome produtos mais brejeiros.

Sendo assim, Jorge Gil aposta numa segmentação, criando um espaço específico para este tipo de clientela. A ideia é criar um espaço adicional.

A Casa D’Eros estará representada no Salão Internacional Erótico de Lisboa. “Noblesse oblige”.



Koisas D'Adultos de Vento em Popa

Dizia o treinador de futebol José Maria Pedroto que faltavam 30 metros ao futebol português, para simbolizar o atraso lusitano.
Tinha razão.
As sex-shops ainda são locais com uma imagem transgressora, uma realidade “marginal”, longe do dia-a-dia dos portugueses.
Talvez a “Koisas D’Adultos” possa contribuir para mudar um pouco a mentalidade.




Nasceu a 6 de Novembro de 2006. É uma criança com menos de um ano, portanto. Instalou-se de armas (sexuais) e bagagens no Conde Redondo(Lisboa), na voragem de uma descida que leva a Santa Marta.
Umas dezenas de metros para baixo existe o “Espaço Lúdico”, uma das sex-shops pioneiras de Lisboa. Umas dezenas de metros para cima existe o “Maybe” Strip Clube, com “show girls” algo diferentes das protagonistas do filme de Paul Verhoeven (Elizabeth Berkley e Gina Gershon).

Polvilhados pela zona, num vaivém tranquilo e moderadamente ambulante, travestis latagões e bem produzidos lutam pela vida no dia-a-dia da noite.

Subindo alguns metros e cortando à direita será fácil descobrir a catedral das “escort girls” lisboetas, o famoso “Elefante Branco”, na Luciano Cordeiro.
Caminhando em sentido oposto e cortando à direita será fácil encontrar a boîte “Gallery”.




É neste “habitat” que se integrou a “Koisas D’Adultos”. Algum problema com o facto? Nuno Cardoso, o gerente da loja, não se sente minimamente preocupado:

“Temos todo o tipo de clientes. Alguns travestis, algumas strippers. As strippers vêm de dia. Não se nota nada. O aspecto muda imenso do dia para a noite. Só podemos adivinhar pelo tipo de compras que fazem ou quando são elas mesmo a informar da actividade. Também temos clientes que são acompanhantes de luxo, do ‘Momentos de Prazer’, “Apartado X’ ou do ‘Elefante Branco’. Algumas saem com clientes e são mesmo eles que lhes oferecem a possibilidade de comprar alguns brinquedos para o encontro. Temos uma boa vizinhança, não há problema nenhum”.

Quer isto dizer que alguns clientes já saem do “Elefante Branco” com as meninas antes da meia-noite, horário de fecho da “Koisas D’Adultos”.

Passados sete meses e meio desde a abertura da loja, que tipo de balanço é possível fazer?

“Bastante positivo. A maior surpresa em termos de clientes é o elevado número de casais e mulheres. Confesso que esse era o nosso objectivo, mas não pensei que fosse atingido de forma tão rápida”.

A proximidade de outra sex-shop afecta-vos de alguma maneira?

“Não nos afecta em nada. O conceito de loja é completamente diferente. A nossa é mais aberta, mais clara, não tem cabinas, é muito maior. O atendimento não tem nada a ver”.





O escriba é testemunha do bom ambiente que se vive na loja. “Emigrado” do Instituto Cervantes, onde assistira a mais uma sessão literária, deparou-se com uma nova sex-shop enquanto subia a caminho do Saldanha.

O diálogo com a Margarida foi muito agradável desde o início, passando rapidamente da abertura da loja para a descrição do encontro literário no Instituto Cervantes. Tudo sob o signo da maior normalidade e descontracção.

O espaço é amplo e agradável, convidando a deambular pela loja sem receio de encontrões noutros clientes. O primeiro piso é uma mais-valia. É aí que se encontra uma gama diversificada de “lingerie”.
Esteve previsto um curso de Strip-Tease no primeiro piso, mas a fraca adesão acabou por não justificar a realização do mesmo.

“Faremos aí a demonstração de artigos. Em vez da venda porta a porta, no nosso caso ela processa-se aqui. Abrimos ao domingo para fazer um atendimento mais privado, após marcação prévia. E efectuamos entregas ao domicílio”.

Disse recentemente o realizador Sá Leão que a mentalidade dos portugueses está mais aberta. Concorda? Isso nota-se aqui na loja?

“Concordo. Está mesmo muito mais aberta. Vê-se pela maneira como as pessoas falam connosco. Claro que há clientes que entram mudos e saem calados; mas a maior parte não tem vergonha em perguntar coisas”.




Como curiosidade, diga-se que existe uma elevada percentagem de clientes que se estreiam como visitantes de “sex-shops” na “Koisas D’Adultos”, que estará presente no Salão Erótico prestes a “rebentar” (21-24 de Junho, no pavilhão quatro da FIL, no Parque das Nações).

“As nossas expectativas comerciais não são elevadas. Vamos ter produtos e as pessoas da loja vão estar todas no nosso stand. Em princípio, vamos fechar a loja durante o período do Salão Erótico. O nosso objectivo é mais de divulgação”.

Na “Koisas D’Adultos” o top de vendas é constituído por uma gama variada de artigos, que vão desde filmes, “lingerie”, cintos com dildos (strap-on), fármacos, preservativos, afrodisíacos, lubrificantes, bolas chinesas, artigos de bondage e “poppers”.




No que toca a vibradores, destacam-se os de “Skin Touch”.

“Os preços são em conta, são os que mais se vendem. Por serem os melhores na relação preço/qualidade. Mesmo que sejam mais caros, desde que em ‘skin touch’, vendem-se quase todos”.
Ficou feita a visita.

Domingo, Junho 10, 2007

Little Nemo Slumberlands

Esta é a minha versão do Little Nemo realizada para o fanzine Efeméride nº 1 de Geraldes Lino.

Manual de Posições para Labregos

O senhor chama-se Álvaro. É um artista português. Dos bons.
Somos amigos há muitos anos. É uma honra que seja o senhor Álvaro a inaugurar a dinastia dos posts do Ganda Ordinarice que não são apenas do senhor Luís Graça.



É uma honra que o senhor Álvaro o faça com um excelente livro: “Manual de Posições para Labregos”, editado pela pedranocharco, do Jorge Machado-Dias, director do BD Jornal, do BD Voyeur e homem do leme do blogue Kuentro.

Lavem bem a cara, não descurem a acuidade visual. Às vezes é difícil perceber as posições inventadas pelo autor. É uma espécie de xadrez geométrico, com uma pitada de filme policial. Para descobrir o fio à meada convém ter uma costela de comissário Maigret ou Hercule Poirot. Mas vale a pena.

Editorial VI







Mergulho a fundo no Salão Erótico!

O Salão Internacional Erótico de Lisboa (SIEL) está aí à porta. Ou melhor, às portas do pavilhão 4 da FIL, no Parque das Nações, em Lisboa.
De 21 a 24 de Junho, as coisas vão aquecer para as bandas do Tejo. E com as músicas que chegarão aos palcos do SIEL, embora não sejam propriamente músicas de bandas. Mas a Cicciolina vai subir ao palco. E uma argentina que canta até que a voz lhe doa e até é uma das estrelas porno mais conhecidas nas pampas: Elizabeth Maciel.

Esta é a terceira vez que a nossa pluma vai entrar em acção no Salão Erótico, a segunda no Ganda Ordinarice, que começou com o estatuto de “cobridor” do II Salão. Tem lógica que continue a cobrir, no III Salão.

Desta vez, de forma mais alargada. Confessamos: queremos divulgar os nossos livros. A convite da organização, vamos fazer a apresentação de “De boas erecções está o Inferno cheio, king kong size, edição especial para masturbadores” e “A mulher que fazia recados às putas e mais contos perversos”.

(Estou a falar na primeira pessoa do plural, o que é sempre estiloso. Júlio César falava na terceira pessoa do singular em certos álbuns do Astérix).

Também fomos desafiados por vários stands a vender os nossos livros. Lá estarão à disposição dos leitores que gostem de um bom poema obsceno ou de contos com sabor a Mário-Henrique Leiria, com travo de Alberto Pimenta ou Alface. A Maria do Céu Guerra gostou de me ouvir ler o “A mulher que sonhava com gladiadores”, no bar “Da Mariquinhas”, no lançamento lisboeta da belíssima revista “Águas Furtadas”.

E se o Dick Hard/Luís Graça anda verdadeiramente armado em “sniper literário”, com quatro edições de autor num ano, o Dick Hard/Luís Graça repórter do Ganda Ordinarice é um verdadeiro jogador de equipa. Por isso, este ano, contem com uma cobertura do mais extenso que possam imaginar.

Como podem ver, há mais dois contribuidores no blogue, para já: Álvaro e Andrade (Frick Bang). Aos dois, o meu grande abraço de boas-vindas e o meu muito obrigado pela colaboração.
Aos dois me prendem laços de amizade antigos, com dezenas de anos. Aos dois reconheço características fundamentais para vestirem a camisola do Ganda Ordinarice: sentido de humor, espírito subversivo, sociabilidade, capacidade de comunicação.

A festa vem aí. Estão todos convidados a mergulhar connosco no Salão Erótico. A partir de 13 de Junho, dia de Santo António, aniversário de Fernando Pessoa, de amigos e familiares chegados, começaremos a postar no que designamos por “Countdown”, ou Contagem Decrescente para o Salão Erótico.

Haverá reportagens com sex-shops de Lisboa e do Porto, recomendações muito particulares em relação a sites e DVD. Até contos deste vosso escriba. Numa “ponte” que se deseja agradável e que vos preencha totalmente o vácuo existencial da alma.

E o “primeiro embate” com Cicciolina, que tem um encontro previsto com a Comunicação Social para dia 19.

Haja saúde, como diria o meu avô Ayres!

Quinta-feira, Junho 07, 2007

Manual de Posições para Labregos

Caro Labrego,


este livro é-lhe especialmente dedicado. Foi concebido a pensar exclusivamente nos casos de extrema ignorância assumida, arrogância e embrutecimento preconceituoso como o seu. Espero que este manual lhe permita contactos a nível sexual mais gratificantes daí derivando melhores relacionamentos pessoais e sociais com as pessoas em seu redor.

Daqui poderá tirar ideias* que irão modificar e redimensionar a sua vida sexual (no caso de ainda a ter ou desejar recomeçá-la). Guarde-o entre aquelas cassetes de vídeo que tantas vezes revê em dias de chuva e consulte-o sempre que o desejar.

Poderá também utilizá-lo para outros fins. Por exemplo, quando estiver em baixo de finanças e não houver nenhum daqueles filmes com bola ao canto, agarre neste manual e leve-o para a casa-de-banho.

Ou leve-o consigo quando for às meninas e proponha-lhes algumas das posições aqui descritas. Elas vão adorar e talvez lhe façam um desconto. Ou lhe dêem mesmo uma borla.

Mostre-o na tasca e discuta com os outros as experiências que já teve ou que gostaria de ter. Assim poderão variar dos habituais temas de conversa (futebol e política).

Leve-o para o estádio e folheie-o durante os períodos mortos.

Ou melhor ainda. Ofereça-o a alguém de quem não gosta ou odeia. Insulto garantido!

Em último caso, se tudo o resto falhar… Utilize-o com a sua esposa.

Esta publicação visa preencher uma lacuna existente no mercado livreiro nacional. Perante o facto de as edições para criaturas como você, pessoas rudes, (...)












Manual de Posições para Labregos
Um livro de carácter pedagógico para o desenvolvimento de práticas salutares e outras badolhoquices.

À venda nas Livrarias Bulhosa e nos seguintes sites:

www.centralcomics.com
e
http://kuentro.weblog.com.pt/